Pesquisar este blog

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Atitude do Faixa Preta - Por Celso Redes

Atitude do Faixa Preta dentro do Espírito do karatê-do e seus Princípios filosóficos

Introdução

O verdadeiro objetivo do karatê-do, não está na vitória ou na derrota, mas na perfeição do caráter de seus praticantes. Mestre Funakoshi .

O que é Karate?
Além de ser uma excelente ferramenta de autodefesa, o karatê se mostra como uma arte ideal para a prática de exercícios físicos. Além de colaborar com a formação física integral do praticamente, desenvolve força, velocidade, coordenação motora, condicionamento físico, possui ainda, valores terapêuticos reconhecidos.

O Karatê é uma técnica de defesa para todas as circunstâncias, (. Constitui) um divertimento para o corpo e para o espírito, uma cultura física completa e (particularmente) muito cativante. Todas as partes do corpo (entram em jogo,) desenvolvem-se harmoniosa e simetricamente, adquirem força, suavidade e saúde. Pode ser praticado em qualquer lugar, em casa ou durante um passeio, por pessoas de qualquer faixa etária e não necessita de nenhum acessório.

Muito mais que um esporte ou uma luta corpo a corpo, o karatê é um estilo de vida, uma arte baseada em religiões, doutrinas, princípios éticos e morais com uma filosofia de autotransformação e respeito ao ser humano.

A finalidade do karatê é a defesa e não o ataque e por ser essencialmente pacífico, cultiva a cortesia, a boa educação e o respeito ao semelhante, razão pela qual a arte marcial transforma-se em um fator altamente positivo na formação, tanto física quanto psicológica do atleta.

O Karatê desenvolve o físico, dando-lhe e agilidade e destreza, mas desenvolve também a mente, tornando o Atleta calmo, seguro e confiante, também proporciona harmonia, princípios de respeito, domínio próprio, determinação e humildade.

Faixa Preta Atitudes e Princípios
Antes de dissertar sobre a faixa preta e qualquer característica correlacionada, é necessário esclarecer alguns pontos que norteiam a filosofia do karatê: “o Mestre”, “o Dojo” e os princípios do Karatê-do.

Mestre
É normal que as pessoas necessitem de uma espécie de guia para que não se percam nos diferentes caminhos que trilham, na cultura chinesa, esse guia era chamado de “SiFu”, em português, somente Mestre. A responsabilidade do Mestre é guiar seus discípulos para que sigam o caminho mais próximo da filosofia dentro da qual estão situados.

O “SiFu” tinha responsabilidades equivalente as de um educador contemporâneo. Confúcio, grande filósofo e educador chinês do século 5 a.C., colocou os “SiFu” em um grau de importância acima do Pai e abaixo do Imperador.
No karatê a responsabilidade do mestre não é diferente, integrar o aprendizado da arte com a educação, a importância do trabalho e a família, torna o papel do mestre tão importante quanto difícil.
O ensino da técnica no karatê é somente uma das exigências com as quais um mestre tem de lidar diariamente. Preparar o atleta, fisicamente e psicologicamente, para uma interação social que traga benefícios a comunidade na qual está inserido, é também parte da responsabilidade do SiFu” karateca.

Citação de parte do poema de Paulo Leminski, “O Mestre”:
“Discípulo, aprendi com o Sensei, não apenas golpes, mas toda a grandeza humana que se oculta por trás da prática de uma arte marcial.
A serenidade alerta.
A paciência diante da derrota.
A humildade diante da vitória.
A relatividade diante das derrotas e vitórias.
O Sensei será sempre o meu mestre.
Pelo que sabe e pelo que ensina.
Por sua presença forte.
Por sua lucidez diante das coisas da vida e da arte.
Pelo toque sempre preciso.
Pela clareza com que vê.
Pelo zen que tem.
Me orgulho de algumas coisas na vida.
“Dentre elas, pela amizade deste homem, mestre, sábio, amigo.”

O Poema de Paulo Leminski, que pode ser lido na sua totalidade em: http://www.kodokan.com.br/o-mestre

Dojo
É um local onde se pratica a iluminação espiritual, academias de musculação, Ginásios e clubes de recreio, não são considerados um Dojo. O Dojo tem basicamente o mesmo sentido de Templo, e onde se vai travar a batalha da vida entre o individuo e suas ilusões e o desejo de viver e se conscientizar com a verdade.
Ao fazer parte de um Dojo, o atleta assume um compromisso com o corpo e com o espírito. O Dojo tem leis e os participantes devem respeita-las, e isto inclui ter atitudes respeitáveis , manter a etiqueta e cumprir com a obrigação de levar avante em suas atividades participando ativamente .

Faixa Preta
Depois de incansáveis anos de treinamento, um disciplinado aluno de karatê recebe de seu mestre a faixa preta, que representa o começo. É o início de uma jornada sem fim de disciplina, trabalho e busca por um padrão cada vez mais alto. O Faixa Preta de Karatê é fundamentalmente BUDO e assim sendo, o seu código ético é inspirado pelo do BUSHIDO. Neste código, a honra e a lealdade são dois dos seus princípios mais importantes. Mas, não menos significativos, temos também: justiça, coragem, bondade e benevolência, sinceridade, correção e respeito, humildade e modéstia e especialmente auto-controle em todas as circunstâncias.
Estes valores são necessários para a vida em comunidade. No entanto, apesar de representarem a arquitetura espiritual do Homem, tendem a desaparecer nas sociedades modernas. Assim, a primeira grande missão de qualquer Faixa Preta é a de renovar estes princípios, tornando-os vivos com o seu comportamento exemplar.

No pensamento zen, a palavra contém o ato ou processo de libertação da pessoa ou seu ego, conseguindo um estado de mente que não é afetado por nada, isto é, estado de inexistência. Este "estado", significa o esforço para livrar a pessoa de qualquer tipo de desejo e desenvolver um caráter respeitável. Portanto o verdadeiro propósito do karate é treinar de tal forma que o praticante possa viver de maneira agradável, saudável, honrado e digno, sem criar problemas, sem temer ao forte ou poderoso, sem se humilhar ante o homem influente, e sem se tornar cego pelas riquezas da terra (desapego). Esse equilíbrio existe através do Yin Yang, que em conjunto, formam o universo, numa combinação do positivo e negativo. O significado atual do karate, se deve ao mestre Gichin Funakoshi, que mudando o sentido original do nome, introduziu a palavra KARA com significado de vazio, Céu, Universo. TE significa mão e DO caminho. Literalmente karate significa o caminho das mãos .

Da mesma forma que o livro de Sun Tzu não fala de guerra, a maioria das artes marciais vão além da importância do melhor condicionamento físico ou do aprender a respirar com o diafragma. Elas falam de disciplina, hierarquia, concentração, estratégia, respeito e, principalmente, sobre como evitar conflitos.

A filosofia do Budo sempre deu muita importância à percepção e à sensibilidade, uma vez que as técnicas que nela se baseiam, visam essencialmente:

1. à conquista da estabilidade e da autoconfiança, através de treino rigoroso e vida disciplinada;

2. ao desenvolvimento da intuição, no sentido de perceber o ataque do adversário antes mesmo do início do seu movimento e da capacidade de analisar o adversário, para prevenir-se contra surpresas;

3. À formação de hábitos de saúde, como o uso da meditação Zen e a respiração com o diafragma.

Principais Princípios

Aprimoramento do caráter
Esforçar-se para formação do caráter deve ter relação com o aprimoramento da retidão do indivíduo. Quem tem uma postura forte, firme na direção da verdade e honestidade. Princípio esse que é almejado por todos os praticantes do verdadeiro karatê-do.

O "caminho do Karatê" é o auto conhecimento, e o atleta terá de estudá-lo com a maior seriedade desde o princípio. O karateca deve sempre manter atitudes corretas. Utilizar as técnicas apenas como um último recurso, como autodefesa. O maior tesouro de um indivíduo é sua honra, e para ser uma pessoa respeitável, é preciso disciplina. Tente falar menos e ouvir mais, procure "aprender a aprender". A forma como uma pessoa encara a vida determina seu destino. Um karateca de verdade mantém sua palavra, e honra seus compromissos.

O caráter de uma pessoa é aquilo que a distingue diante das outras: é aquilo que lhe é próprio. Nosso caráter é desenvolvido pela educação recebida dos pais, professores, pela cultura de nosso povo e pelos padrões de comportamento veiculados pelos meios de comunicação, que tão grande impacto têm exercido no desenvolvimento da pessoa humana. No entanto, nosso caráter, isto é, nossa propriedade, aquilo que nos define diante dos demais, pode ser desenvolvido não apenas como reflexo de uma educação externa, mas também com a nossa participação consciente. O Karatê é um processo de investimento no crescimento pessoal e, como tal, resulta em frutos que podem ser grande valia para o indivíduo.

Seguir o caminho da verdade; Honestidade e lealdade.
A lealdade necessita de sinceridade nas nossas palavras e ações, porque a intimidade não pode existir sem ela. A mentira e a ambigüidade produzem a suspeita que é fonte de disputas e rixas.
A saudação no Karate é uma expressão desta sinceridade. Ela é um sinal daquele que não oculta os seus ideais e sentimentos e consegue ser ele próprio.
A honra não pode ser usada sem sinceridade para com determinados ideais e para com as pessoas que a possuem. Ela é imprescindível para cumprirmos a nossa obrigação e mantermos a nossa palavra.

Honra .
É a qualidade essencial. Ninguém pode pretender ser Budoka (guerreiro no sentido nobre da expressão) se não tiver uma postura honorífica. É da honra que partem todas as outras qualidades. É ter um código moral e um ideal, de maneira a ter sempre um comportamento digno e respeitável.

Fidelidade Não pode existir honra sem fidelidade e lealdade em relação a certos ideais e para quem os partilha. Ela simboliza a necessidade de cumprir as promessas.

Sinceridade
A fidelidade necessita de sinceridade nas palavras e nos atos. A mentira arrasta a desconfiança que é a origem de todas as separações. Nas Artes Marciais, a saudação é a expressão dessa sinceridade, é o sinal daquele que não esconde os seus sentimentos, pensamentos, daquele que sabe ser autentico

Educação
Faixas Pretas tem que ser treinados para ter nível acadêmico, aprender filosofia pois afinal o Karate é Filosofia. Com Faixas Pretas melhores formados será cada vez mais elevado a arte do Karate.
O Faixa Preta deve estar consciente de seu papel na sociedade de Educador, as artes marciais devem ser praticadas dentro do principio de mutuo beneficio entre os praticantes, temos que melhorar e ajudar os outros a fazer o mesmo, esta e a única forma de salvar a humanidade, Budo é educação, e o caminho do processo educacional ou seja a estrada a ser trilhada.

Assim é que um Faixa Preta procura conhecer as leis vigentes em seu país, em seu estado, em seu município, iniciando-se tal conhecimento, naturalmente, pela leitura da Constituição Brasileira e dos códigos que afetam mais de perto a sua atividade como o Código Civil, o Código Penal, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto da Criança e do Adolescente e as leis que regem atividades desportivas no território nacional, entre outros.

RESPEITO
Por respeito, entenda-se consideração, sendo uma parte importante da cultura
nipônica, e por conseqüência, muito comum nas artes marciais.
Em Karatê-do dever-se começar e acabar com etiqueta. Igualmente, que, sem cortesia não existe dojo. Isto, é a reflexão da natureza formal do povo japonês e, pode ser observado, fazer-se vênias (Saudação respeitosa) durante o treino, bem como, em casa ou no emprego.
A etiqueta do dojo está bem definida: – “faz-se a Saudação corretamente, e mostra-se respeito em tudo o que se fizer e aonde quer que se vá!”
O respeito é extensível a todos e a tudo. Mestres, companheiros de treino,
familiares, professores escolares, educadores, leis, mortos, natureza, enfim, tudo.

Espírito
Um Faixa Preta , é uma pessoa com um espírito competitivo, muito forte. Dir-se-ia mesmo, com um grande espírito de sobrevivência e de uma grande força interior. Assim, torna-se injusto usar toda essa experiência, feita sabedoria, contra uma pessoa não treinada.
O espírito do karateca é imbatível e, como tal, ele deve usar, isto é, tem de usar, todo o seu conhecimento para o «bem», somente, por uma questão de justiça.
.Desta feita, uma pessoa assim, com este caráter, pode perfeitamente, afastar-se de todo o conflito, evitando uma luta, porque ele controla as suas emoções, e por isso, está em paz consigo próprio.

Perseverança
Trabalhar com dedicação para colher as metas na vida. Analise os fracassos faça ajustes para poder triunfar.
A estrutura que temos no sistema de graduações de Kiu e Dan auxilia a desenvolver a perseverança e ajuda a construir a auto-estima mediante a acumulação de pequenos triunfos, ganhando força e a habilidade de perseverar.

Auto-Controle
- Fique calmo e tenha o controle sobre sua emoção. Reflexione sobre as conseqüências de suas ações antes de atuar.
Confúcio sugere que antes de falar torça sua língua 7 vezes e que não lhe faça nada ao próximo que não queira que façam com você.

Relacionamento (networking profissional)
Considero o Karate neste quesito imbatível, depois de anos de treinamento o Faixa Preta constrói uma rede relacionamentos enorme, pois treina constantemente com uma enorme gama de categorias profissionais, tais como, Advogados, Engenheiros, Comerciantes, Industriais, Médicos, Profissionais Liberais, onde se constroem uma rede não somente de amizades dentro do Dojo, mas também Profissional.


O Faixa preta não e somente um Karateca, tudo o que ele aprende no Dojo, desde a filosofia do Budo ao treinamento duro do corpo e mente tem aplicações direta na família e em sua maneira de resolver os problemas.

Um karateca sempre resiste mais .

Bibliografia

http://www.fozbartolomeumitre.seed.pr.gov.br/redeescola/escolas/11/830/82/arquivos/File/Biblioteca/projeto_zilmar_tramontin.pdf

http://books.google.com.br/books?id=C6SbwARnPzgC&pg=PA433&dq=faixa+preta+atitude+no+dojo&lr=lang_pt#v=onepage&q=faixa%20preta%20atitude%20no%20dojo&f=false

http://www.administradores.com.br/artigos/marketing_faixa_preta/33945/

http://books.google.com.br/books?lr=lang_pt&q=faixa+preta+atitude+no+dojo&btnG=Pesquisar+livros

http://books.google.com.br/books?id=YDplFZGW-PgC&pg=RA1-PA15&dq=faixa+preta+atitude&lr=lang_pt#v=onepage&q=faixa%20preta%20atitude&f=false

http://ogrovelejador.blogspot.com/2009/10/o-espirito-do-karate-do-de-sensei-aldo.html

http://www.fbt.org.br/do_det.asp?id=33
http://www.karatebanzay.com.br/capa/index.php?pag=lema

http://www.askadoi.com.br/karate2.html
http://notes1.pm.sc.gov.br/aplicacoes/policiacomunitaria.nsf/fo0024?ReadForm&id=45D2AA9E8F2EDCC403257489006EB058

http://www.askkm.com/book/export/html/58
http://karatesantamariense.blogspot.com/


Celso Luiz Redes
Academia Kodokan – Celsoredes@yahoo.com.br

sábado, 12 de dezembro de 2009

O vento, o veleiro, e o viajante

No vento da ventania
O veleiro viaja
O viajante sem pressa
Escolhe por onde ir
A vela do veleiro
Balança tomando rumo
O viajante decide para que lado vai
O vento é forte
Balança o veleiro
O viajante luta para colocar prumo
No veleiro, que agora
Viaja sem rumo...
A viagem está acabada
Porque o vento, no veleiro
Mudou o rumo escolhido
O viajante, segue agora, sem prumo...
Pobre viajante!
Que o vento mudou o rumo...
E o veleiro agora, é só fantasia
De um vento, que virou ventania...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Gigantes da imprensa dos EUA vão lançar banca de jornais on-line

Os editores de jornais e revistas dos EUA Conde Nast, Hearst, Meridith, News Corp. e Time Inc. anunciaram em conjunto o lançamento de uma ambiciosa banca de jornais on-line para dispositivos eletrônicos. As editoras dos EUA, que são as maiores do país, afirmam ter um público de 144 milhões de leitores.

A parceria, que foi descrita como um "iTunes para revistas", tem objetivo de desenvolver padrões comuns para a apresentação de jornais e revistas em dispositivos portáteis, que variam de smartphones, passando por leitores eletrônicos, até laptops.

Lucas Jackson/Reuters

Editores de jornais e revistas dos EUA anunciaram o lançamento conjunto de banca de jornais on-line para dispositivos eletrônicos
A notícia da parceria vem ao mesmo tempo em que há declínio na circulação de revistas e jornais nos Estados Unidos, além da perda de muitos leitores para notícias gratuitas na internet.

Segundo comunicado conjunto emitido pelas companhias, a plataforma vai oferecer oportunidades de publicidade, e está aberta a outras editoras que desejarem oferecer seu conteúdo.

"Além de experiências totalmente novas na leitura de jornais e revistas, as seleções de conteúdo devem incluir livros, quadrinhos, blogs e outros meios de comunicação", acrescentou o comunicado.

A empresa de pesquisas Forrester Research estima que por volta de 10 milhões de e-books serão vendidos até o final de 2010.

As empresas são responsáveis por publicações como as revistas "Time", "Fortune", "Sports Illustrated", "People", "The New Yorker", "Vanity Fair", "Vogue", "Cosmopolitan", "Esquire", e jornais como "San Francisco Chronicle", "The Wall Street Journal", "New York Post" e "Times of London".

Com agências internacionais
Original em:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u663761.shtml

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

TODO GUERREIRO DA LUZ JÁ FOI DERROTADO.

TODO GUERREIRO DA LUZ JÁ FOI DERROTADO.

Todo guerreiro da luz já ficou com medo de entrar em combate.
Todo Guerreiro da Luz já traiu e mentiu no passado.
Todo Guerreiro da Luz um dia já perdeu a fé no futuro.
Todo Guerreiro da Luz já trilhou um caminho que não era dele.
Todo Guerreiro da Luz já sofreu por bobagens.
Todo Guerreiro da Luz já falhou em suas obrigações espirituais.
Todo Guerreiro da Luz já disse sim quando queria dizer não.
Todo Guerreiro da Luz já feriu alguém que amava.
Todo Guerreiro da Luz já achou que não era Guerreiro da Luz.
Por isso é um Guerreiro da Luz; porque passou por estes desafios e não perdeu a esperança de ser Melhor.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

ATITUDE DE FAIXA PRETA - De. Prof. Carlin - Araucaria

ATITUDE DE FAIXA PRETA


No mundo de hoje, valores como a disciplina, respeito e companheirismo são muitas vezes deixados de lado. Pai e mãe freqüentemente trabalham e, ás vezes, não tem condições de ajudar a construir estes valores na criança por não estarem sempre em contato com os filhos que, normalmente, passam os seus dias em frente de uma televisão ou em contato com companhias inadequadas.
Além disso, as escolas geralmente dão prioridade ao aspecto intelectual, dando menos ênfase aos fundamentos da educação moral cujos ensinamentos estão voltados para o comportamento disciplinar e social.
A pratica do Karate-Do sob a orientação de instrutores qualificados trará benefícios inestimáveis para a criança, pois se ela for bem orientada e motivada, será um grande passo para se evitar o aparecimento de certos vícios, como por exemplo, o uso de drogas.
Nesse sentido, podemos dizer que a pratica correta do Karate-Do Tradicional ou Esportivo auxilia enormemente na educação, formação e desenvolvimento da criança. Ela aprende a respeitar, prestar atenção e a se relacionar com os outros. Com relação ao aspecto físico, ela estará sempre se exercitando, o que proporcionara um melhor desenvolvimento corporal, contribuindo para uma vida saudável em todos os aspectos.











O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA FAIXA PRETA

Texto traduzido a partir do original encontrado no site da Federação Espanhola de Karate-do.
Hidetaka Nishiyama
Na história européia e especialmente na história inglesa, um homem de grande valor e dignidade que se destacava tanto no campo de batalha como na sua vida social era premiado com o título de cavaleiro. Esta designação implicava que seu portador era um homem de honra e que possuía uma grande habilidade de combate.
No Japão, este tipo de homem era denominado Samurai sendo objeto de grande atenção e respeito.
Nestas épocas, tanto a Inglaterra como o Japão se constituíam de estados feudais e tanto os cavaleiros como os Samurais eram resultado das condições sociais da eras em que viviam, situação que não existe hoje em dia, mas apesar disto, o desejo de alcançar um grande nível em uma arte marcial, na autodisciplina e na defesa pessoal ainda persiste.
Atualmente o homem se esforça em uma arte marcial tentando alcançar a faixa preta como resultado de aprendizado para lutar, embora na mesma medida em que progrida no treinamento se torna mais consciente de um forte impulso: o de moldar-se a si mesmo, tranformando-se em uma pessoa melhor, não somente possuidora de uma grande habilidade de combate mas também de dignidade e honra.
Tradicionalmente estes são sempre os objetivos de um estudante de artes marciais.
A faixa preta é uma recompensa outorgada ao cavaleiro atual, ao moderno samurai que sacrificou muitas horas disciplinando sua mente e fortalecendo seu corpo no intuito de alcançar o máximo de desenvolvimento físico e mental possíveis. A faixa preta assim, é um símbolo de perícia.
Inicialmente o sistema de grua foi estabelecido como uma série de níveis com os quais o estudante podia avaliar o seu progresso e a primeira faixa preta alcançada era conhecida como Shodan: primeiro grau ou passo inicial destes níveis.
O Shodan significa que o estudante domina os fundamentos da arte e está agora preparado para receber um treinamento mais avançado e se continuar praticando poderá alcançar outros Dans indicativos de progresso.
É preciso também compreender que esta escala de valores consiste em examinar as reações humanas, e devido as diferenças existentes em cada pessoa é difícil estabelecer regras únicas.
O resultado final é que muitas faixas pretas constituem um mau exemplo e produzem uma má imagem do karate.
Muitas pessoas dizem que como existem as casas de câmbio para as trocas de moedas, deveriam haver centros de reavaliação onde os faixas pretas pudessem ser reavaliados. O público não é consciente das diferenças entre os sistemas diferentes da graduação e as pessoas podem ser enganadas nos clubes que se outorgam faixas pretas rapido em um curto período de tempo de treinamento com nítidos objetivos comerciais, atitude perigosa tanto para o estudante como para a qualidade do ensino como um todo da arte marcial.
Cada karateca deveria saber que a faixa preta não é sinônimo de um prêmio, mas um objetivo e um símbolo da realização de um grande esforço dentro de um sistema de graduação de máxima qualidade da qual se beneficia o estudante de karate em geral.
Os cavaleiros e os Samurais de antigamente evitavam a todo custo os atos que pudessem ofuscar o juízo de sua honra. Será que os Faixas pretas modernos poderiam ter uma atitude diferente?





Dojo Kun:


Ser uma pessoa conhecida por ser tratável é mais importante que ser conhecido por ter força ou conseguir dar chutes e socos bonitos.
Ser querido é melhor que ser temido. Tornar-se uma boa pessoa é mais importante que tudo para o karateka.
Praticar o karate para obter principalmente paciência, perseverança, concentração e humildade.
Em combate, desenvolver a humildade, a piedade, o controle. A razão é a faculdade de avaliar, julgar, estabelecer relações lógicas e entender, e é um atributo exclusivo da espécie humana.O karateca busca tornar-se cada vez mais humano e, ao mesmo tempo que combate o lado animal, cultiva o espiritual. Tenta assim buscar os motivos, entender as consequências, refletir as atitudes, compreender o mundo e a vida enfim.
O que distingue um aluno de um mestre ou sensei é que o sensei "nasceu antes" para a vida de reflexão em torno dos motivos que regem a vida. Mesmo quando não se está dando conta é importantíssimo estar tentando sempre de modo a desenvolver em si a habilidade que não possui.
Quando se tem pouca paciência, é suportando um pouco mais que se a aumenta. Quando se é fraco, é suportando uma carga um pouco maior que se vai conseguir fortalecer.
Esforçar implica em ir além dos limites sejam eles físicos ou espirituais.
Este ítem deve ser treinado principalmente fora do DOJO: esforçar mais na escola(no estudo e no comportamento), em casa (no respeito e na obediência)e no trabalho. A essência do karate-do é a cortesia, porque seu propósito é aprimoramento pessoal ("Não aprimoramos para lutar mas lutamos para aprimorar."), e este aprimoramento deve se revelar em todos os aspectos da pessoa.
A pessoa deve pensar de modo mais correto, sentir de modo mais harmonioso, conseguir movimentar-se com mais equilíbrio e precisão e relacionar-se com os outros de modo mais sensato.

Não devem importar os motivos, mas o nosso comportamento final. Por isto o "acima de tudo". Quem segue verdadeiramente este preceito não vai justificar depois uma conduta desrespeitosa, mas vai sempre demonstrar nas atitudes a idéia que abraça. As pessoas possuem em si o instinto animal que as impele a comportar-se como tal, e o animal agride quando ferido, acuado ou quando seu espaço pessoal é invadido e neste comportamento ele muitas vezes se expõe à morte. O homem, por ser superior (potencialmente superior) se ofendido, tem a opção de revidar ou procurar uma situação mais confortável longe do ofensor, provocado, pode procurar uma visão diferente que o permita entender o seu caluniador.
Só quem busca conter o lado animal é que realmente pode alcançar toda a dimensão do karate-do, porque vazio de todo pensamento e intenção premeditada pode refletir o mínimo impulso que sobre ele se projeta.
A pratica de artes marciais, para crianças e adolescentes vai auxiliando-os no processo de desenvolvimento pessoal, social, e educacional, visando à formação da cidadania, contribuindo assim para uma melhor qualidade de vida. Alem de criar condições que auxiliem o karateca no processo de amadurecimento de sua identidade.
Proporcionar práticas educativas visando maior clareza quanto à saúde física e mental.
O karate-do não pode ser assimilado pelos olhos e pelos ouvidos; ele precisa ser vivido e compreendido através do treinamento físico. Por isso, mesmo se você se dedicar você não pode treinar por meio de palavras. Você precisa
aprender com o corpo. Para suportar a dor e a aflição enquanto se esforça para se disciplinar e polir, você precisa acreditar.
Aspectos importantes que outras pessoas nos ensinaram podem ser esquecidos rapidamente, mas a essência do conhecimento adquirido com dificuldade e sofrimento jamais
será esquecida. (Funakoshi, 1998)
... pense na vida de cada dia como um treinamento em karate.
Não limite o karate apenas ao dojo, nem o considere apenas um método de luta. O espírito da prática do karate e os elementos do treinamento se aplicam a todos e a cada um dos aspectos da nossa vida diária. O espírito nascido do esforço e do ranger os dentes de frio no treinamento durante o inverno, ou nascido do suor no treinamento do verão, pode ser-lhe muito útil em seu trabalho. E o corpo que se forjou nos chutes e socos da prática intensa não sucumbirá às provocações de estudar para um exame difícil, ou de levar a cabo uma tarefa enfadonha.
Alguém cujo espírito e força mental, se fortaleceram através das lutas com uma atitude de nunca desanimar não deve encontrar dificuldade em enfrentar nenhum desafio, por maior que ele seja. (Funakoshi, 1998, p. 51)

Conclusão
Vemos que na verdade o faixa preta deveria ser um exemplo para nossa sociedade, pelo seu conhecimento, através de treinamentos e ensinamentos, sobre a filosofia que o Karatê proporciona aos karatecas.
E o que vemos são pessoas que se intitulam verdadeiros mestres de artes marciais que não medem esforços para poder ganhar dinheiro à custa de alunos ou de entidades, e na verdade só querem tirar proveito da situação apenas usam o karatê como um meio de sobrevivência ou de ganhar status. Pessoas que acham que tem o direito de ser superior sem ter o mínimo se quer de humildade esquecendo o verdadeiro caminho que deveriam seguir na filosofia do budô.








Referencia:
Funakoshi Gichin: Vinte Principios Fundamentais do Karate;
Funakoshi Gichin: Meu modo de Vida
Mauciel Maruqes: OSS, 2º Edição
http://www.geocities.com/karate_shotokan_br/






















JOAO CARLIN FERREIRA PADILHA























Araucária 26 de novembro

domingo, 29 de novembro de 2009

Sucesso de redes sociais faz pragas migrarem na internet

Credibilidade dos responsáveis pelo site, fluxo intenso de internautas e vulnerabilidade das páginas. Esses são os três pilares que atraem cada vez mais pragas virtuais para dentro das redes de relacionamento da internet, de acordo com a empresa de segurança on-line Symantec.

Mario Anzuoni -13.out.09/Reuters

Ameaças estão cada vez mais sofisticadas, e usando redes sociais como vetor principal
"Acontece de um site colocar uma propaganda falsa, que leva a uma página criminosa. Em muitos sites, esse processo de propaganda é automatizado. Não se mantêm atualizações constantes --eles passam muitos dias sem correção, o que é explorado como brecha", indica o diretor de engenharia da Symantec para a América Latina, Paulo Vendramini. "Existe uma pressão para que esses sites mantenham correções contínuas".

Segundo a empresa, os aplicativos de redes sociais também devem ser um alvo de criminosos.

Disseminação

A propagação das pragas virtuais ocorre também por URLs curtas (tipo de serviço que reduz o tamanho do link original, mas abriga uma página desconhecida), o já tradicional spam (que representaram 95% das mensagens em 2009) e o malware "de nicho" (voltado especificamente para sistemas bancários ou smartphones, por exemplo), segundo a análise da Symantec.

Outra tendência são os softwares de segurança falsos --em 2009, a companhia detectou 43 milhões de tentativas de instalações. Nesse caso, os ganhos de criminosos podem chegar a US$ 23 mil por semana. "Uma das táticas utilizadas é pagar para que pessoas vendam esses softwares falsos. Então muita gente comercializa pela recompensa", diz Vendramini.

Geralmente, os softwares de segurança falsos são desenhados de forma semelhante aos originais --a sofisticação é tanta que os programas apócrifos incluem pacotes de atualização de segurança. Uma vez instalado no computador, o aplicativo falso pode sequestrar dados em troca de resgate, coagindo a reputação do usuário.

Além de um pacote de segurança, as dicas dadas pelos profissionais para proteção contra ameaças são a mudança periódica de senha, atualização de pacotes de segurança, não abrir e-mails ou anexos suspeitos, fazer o back-up das informações e se manter informado acerca das últimas ameaças.

MARINA LANG
da Folha Online
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u657513.shtml

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Google apresenta Chrome OS e libera código-fonte para desenvolvedores

RIO - O Google apresentou nesta quinta-feira pela primeira vez o seu sistema operacional Chrome OS, baseado em Linux e que terá todos os seus aplicativos funcionando na "nuvem". Além disso, a empresa disponibilizou todo o código-fonte do programa para que desenvolvedores possam criar softwares para ele. Segundo Sundar Pichai, vice-presidente de desenvolvimento de produto do Google, o Chrome OS deve ser lançado daqui um ano e será focado no mercado de netbooks.

O sistema será gratuito, mas funcionará apenas em hardware certificado. Ainda não há nenhuma informação quanto a preços ou formas de venda. Mas não será possível simplesmentes baixar o Chrome OS e instalá-lo em seu computador. Ele não funcionará em HDs, por exemplo, apenas em SSDs (solid stat drives).

O raciocínio do pessoal do Google é o seguinte. A maioria das pessoas hoje em dia usa computadores basicamente para navegar na internet. Até por que a maioria das coisas hoje pode ser feita pela web. Além do email e dos chats, hoje estão online também os vídeos, músicas, jogos, editores de texto, etc. Tudo na "nuvem".

Assim sendo, se o computador serve para acessar a internet, não existe mais motivo para aguardar todos aqueles infindáveis segundos para iniciar um sistema que traz diversas ferramentas que você simplesmente não usa.

O objetivo do Google é que o Chrome OS venha em netbooks ou laptops que funcionem como uma televisão: você aperta um botão e ele está funcionando. A interface do sistema é muito similar a do navegador web de mesmo nome e todos os aplicativos do Chrome serão baseados na web e só serão iniciados quando forem necessários.

Original:

http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/11/19/google-apresenta-chrome-os-libera-codigo-fonte-para-desenvolvedores-914839268.asp

sábado, 21 de novembro de 2009

Bem-vindo ao Meu Veleiro

Para você que é marinheiro de primeira viagem, algumas informações importantes:

1) A autoridade máxima dentro da embarcação é o Capitão, não por ser o seu proprietário, mas principalmente porque é dele a responsabilidade pela vida de todos os tripulantes, que deverão voltar para casa sãos e salvos. Assim, procure atender às suas orientações e solicitações;

2) O Capitão deste veleiro é um democrata, que respeita a opinião de cada um e pode vir a acatar a posição da maioria, desde que isso não venha a colocar em risco a embarcação ou algum tripulante. Portanto, sinta-se livre para fazer as perguntas, observações e sugestões que achar necessárias;

3) A democracia termina quando o perigo se evidencia e, neste caso, aplica-se o disposto no item 1;

4) Se o Capitão se esquecer, peça-lhe que apresente a embarcação a fim de mostrar os lugares onde ficam seus acessórios e equipamentos: salva-vidas, extintor de incêndio, rádio VHF, privada, válvulas hidráulicas, etc;

5) Peça ao Capitão para ensinar-lhe como se utiliza a privada. Isto é importante porque, se for mal utilizada, o barco poderá afundar;

6) Se o Capitão convidá-lo para uma próxima viagem, e se ela for durar mais de um dia, outras dicas importantes:

· leve roupas o suficiente apenas para estes dias, pois o espaço é muito valorizado dentro de uma embarcação;

· leve e utilize, sempre, desodorante sem perfume;

· lembre que, durante o trajeto, eventualmente será necessário se fazer refeições rápidas em substituição ao almoço;

· se ficares entediado ou incomodado com alguém da tripulação, desça à cabine para descansar ou ler um livro. Assim, leve uma literatura de seu gosto - um ou dois livros apenas e não toda a sua biblioteca particular;

7) Curta o passeio e deixe seus problemas em terra;

8) Muito importante: da primeira vez passa, mas da próxima vez traga cerveja para o Capitão.


Original de Felipe,

Capitão do MacBilly
http://www.popa.com.br/docs/cronicas/regras_a_bordo/index.htm

Leitor digital da Sony de Ebook

O primeiro leitor digital da Sony, chamado de Daily Edition, foi lançado em Nova York no mês de agosto. O aparelho custa 399 dólares e será distribuído com base em critério de ordem de encomenda

A Sony anunciou no final da quarta-feira (18) que a demanda inicial para a mais recente versão de seu aparelho de leitura digital foi maior que a esperada e que atrasos na entrega podem ocorrer.

Um porta-voz da Sony divulgou que o aparelho da Sony, que custa 399 dólares e é chamado de Daily Edition, será distribuído com base em critério de ordem de encomenda.

"O número de pessoas que se cadastraram para serem informadas sobre a disponibilidade do Daily superou nossas expectativas nos últimos meses e esperamos alta demanda agora que ele está disponível", disse Kyle Austin em email enviado à Reuters.

Um aviso no site www.sonystyle.com afirma que as pré-encomendas começam a ser despachadas entre 18 de dezembro e 8 de janeiro, sem garantia de data de entrega.

O Daily Edition, primeiro leitor digital da Sony com recursos de comunicação sem fio, foi lançado em agosto como um concorrente do Kindle, da Amazon.com, considerado líder do segmento por analistas.

Especialistas da indústria acreditam que aparelhos de leitura como os distribuídos por Amazon, Sony e concorrentes como a rede de livrarias Barnes & Noble estarão entre as categorias de produtos mais vendidos durante a temporada de compras de fim de ano.

Original:

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/tecnologia/conteudo.phtml?tl=1&id=946097&tit=Demanda-acima-do-previsto-pode-gerar-atrasos-em-ebook-da-Sony

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

PLATÃO

Tentemos primeiro torna-los, se possivel, mas honesto nas palavras,
se não conseguirmos, não nos ocupemos mais deles, e não busquemos
mais do que a verdade. Tratemos de nos instruir, mas não nos aborreçamos.

domingo, 15 de novembro de 2009

O CARA DA INFORMÁTICA

1) O CARA DA INFORMÁTICA dorme. Pode parecer mentira, mas o CARA DA INFORMÁTICA precisa dormir como qualquer outra pessoa. Esqueça que ele tem celular e telefone em casa, ligue só para o escritório;



2) O CARA DA INFORMÁTICA come. Parece inacreditável, mas é verdade. O CARA DA INFORMÁTICA também precisa se alimentar e tem hora para isso;



3) O CARA DA INFORMÁTICA pode ter família. Essa é a mais incrível de todas: Mesmo sendo um CARA DA INFORMÁTICA, a pessoa precisa descansar no final de semana para poder dar atenção à família, aos amigos e a si próprio, sem pensar ou falar em informática, impostos, formulários, consertos e demonstrações, manutenção, vírus e etc.;



4) O CARA DA INFORMÁTICA, como qualquer cidadão, precisa de dinheiro. Por essa você não esperava, né? É surpreendente, mas o CARA DA INFORMÁTICA também paga impostos, compra comida, precisa de combustível, roupas e sapatos, e ainda consome Lexotan para conseguir relaxar… Não peça aquilo pelo que não pode pagar ao CARA DA INFORMÁTICA;



5) Ler, estudar também é trabalho. E trabalho sério. Pode parar de rir. Não é piada. Quando um CARA DA INFORMÁTICA está concentrado num livro ou publicação especializada ele está se aprimorando como profissional, logo trabalhando;



6) De uma vez por todas, vale reforçar: O CARA DA INFORMÁTICA não é vidente, não joga tarô e nem tem bola de cristal, pois se você achou isto demita-o e contrate um PARANORMAL OU DETETIVE. Ele precisa planejar, se organizar e assim ter condições de fazer um bom trabalho, seja de que tamanho for. Prazos são essenciais e não um luxo… Se você quer um milagre, ore bastante, faça jejum, e deixe o pobre do CARA DA INFORMÁTICA em paz;



7) Em reuniões de amigos ou festas de família, o CARA DA INFORMÁTICA deixa de ser o CARA DA INFORMÁTICA e reassume seu posto de amigo ou parente, exatamente como era antes dele ingressar nesta profissão. Não peça conselhos, dicas… ele tem direito de se divertir;



8) Não existe apenas um ‘levantamentozinho’ , uma ‘pesquisazinha’ , nem um ‘resuminho’, um ‘programinha pra controlar minha loja’, um ‘probleminha que a maquina não liga’, um ’sisteminha’ , uma ‘passadinha rápida(ALIAS CONTA-SE DE ONDE SAIMOS E ATÉ CHEGARMOS)’, pois esqueça os ‘inha e os inho (programinha, sisteminha, olhadinha, )’ pois OS CARAS DA INFORMÁTICA não resolvem este tipo de problema. Levantamentos, pesquisas e resumos são frutos de análises cuidadosas e requer atenção, dedicação. Esses tópicos podem parecer inconcebíveis a uma boa parte da população, mas servem para tornar a vida do CARA DA INFORMÁTICA mais suportável;



9) Quanto ao uso do celular: celular é ferramenta de trabalho. Por favor, ligue, apenas, quando necessário. Fora do horário de expediente, mesmo que você ainda duvide, o CARA DA INFORMÁTICA pode estar fazendo algumas coisas que você nem pensou que ele fazia, como dormir ou namorar, por exemplo;



10) Pedir a mesma coisa várias vezes não faz o CARA DA INFORMÁTICA trabalhar mais rápido. Solicite, depois aguarde o prazo dado pelo CARA DA INFORMÁTICA;



11) Quando o horário de trabalho do período da manhã vai até 12h, não significa que você pode ligar às 11:58 horas. Se você pretendia cometer essa gafe, vá e ligue após o horário do almoço (relembre o item 2). O mesmo vale para a parte da tarde: ligue no dia seguinte;



12) Quando CARA DA INFORMÁTICA estiver apresentando um projeto, por favor, não fique bombardeando com milhares de perguntas durante o atendimento. Isso tira a concentração, além de torrar a paciência.

ATENÇÃO: Evite perguntas que não tenham relação com o projeto, tipo como…. vocês entendem é claro….;



13) O CARA DA INFORMÁTICA não inventa problemas, não muda versão de WINDOWS, não tem relação com vírus, NÃO É CULPADO PELO MAL USO DE EQUIPAMENTOS, INTERNET E AFINS. Não reclame! O CARA DA INFORMÁTICA com certeza fez o possível para você pagar menos. Se quer EMENDAR, EMENDE, mas antes demita o CARA DA INFORMATICA e contrate um QUEBRA GALHO;



14) Os CARAS DA INFORMÁTICA não são os criadores dos ditados ‘o barato sai caro’ e ‘quem paga mal paga em dobro’. Mas eles concordam…;



15) E, finalmente, o CARA DA INFORMÁTICA também é filho de DEUS e não filho disso que você pensou…



16) Agora, depois de aprender sobre O CARA DA INFORMÁTICA, repasse aos seus amigos, afinal, essas verdades precisam chegar a todos.O CARA DA INFORMÁTICA agradece.



17) Vamos parar de chamar os profissionais Tecnologia da Informação, de ‘CARA DA INFORMÁTICA’, ‘CARA QUE CONSERTA COMPUTADOR’…Por incrível que pareça as profissões tem nomes, como Engenheiro de Projetos, Analista de Suporte, Engenheiro de Sistemas, Programador…Ninguém chama o Engenheiro Civil de ‘CARA DA BETONEIRA’, ou médico de ‘CARA DO AÇOUGUE’, dentista de ‘CARA DO DENTE PODRE’…

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

DIÁRIO DE UM CINQÜENTÃO NA ACADEMIA

Acabei de completar 50 anos. Minha mulher resolveu me presentar com uma semana de treinamento físico numa boa academia. Estou em excelente forma, mas achei boa idéia diminuir minha 'barriguinha'. Fiz a reserva com a 'personal trainner' Cida, instrutora de Aeróbica e modelo. Ela me pediu pra levar um diário e documentar meu progresso, que vem a seguir:
Segunda:
Com muita dificuldade levantei-me às 6 da manhã. O esforço valeu a pena. Cida parecia uma deusa grega: loira, olhos azuis, grande sorriso, lábios carnudos e corpo escultural. Inicialmente, Cida me fez um tour, mostrando os aparelhos. Comecei pela bicicleta. Ela me tomou o pulso, depois de 5 minutos e se alarmou, pois estava muito acelerado. Não era a bicicleta mas ela, vestida com uma malha de lycra coladinha. Desfrutei do exercício. Ela me motiva muito, apesar da dor na barriga, de tanto encolhê-la, toda vez que ela passava perto de mim.


Terça:
Tomei café e fui para a academia. Cida estava mais linda que nunca. Comecei a levantar uma barra de metal. Logo ela se atreveu a por mais pesos!!!
Minhas pernas estavam debilitadas, mas consegui completar UM QUILÔMETRO. O sorriso arrebatador que Cida deu me convenceu de que todo exercício valeu a pena... era uma nova vida para mim.

Quarta:
A única forma como consegui escovar os dentes, foi colocando a escova sobre a pia e movendo a cabeça para os lados. Dirigir também não foi fácil: esticar os braços para mudar as marchas era um esforço digno de Hércules, doía o peito, e minhas panturrilhas ardiam toda vez que pisava na embreagem. Fisicamente impossibilitado, achei justo estacionar meu carro na vaga para deficientes físicos... Cida hoje estava com a voz um pouco aguda a essas horas da manhã e quando gritava me incomodava muito. Meu corpo doeu inteiro quando ela me colocou uma cinta para fazer escalada. Porquê 'catzo' alguém inventa um treco para se escalar quando há tempos já inventaram os
elevadores? Cida me disse que isso me ajudaria a ficar em forma e desfrutar a vida... ou alguma outra dessas merdas de incentivos.

Quinta:
Cheguei meia hora atrasado: foi o tempo que demorei para colocar os
sapatos. Cida estava me esperando com seus odiosos dentes de vampiro escroto. A desgraçada me colocou para trabalhar com os pesos. Quando se distraiu, saí correndo e me escondi no banheiro. Mandou um outro treinador filha da puta me buscar e, como castigo, me pôs a trabalhar na máquina de remar...me fodi! .

Sexta:
Odeio a desgraçada da Cida. Estúpida, magra, anêmica, chata e feminista sem cérebro! Se houvesse uma parte do meu corpo que pudesse se mover sem uma dor angustiante, eu partiria no meio a vaca que pariu essa desgraçada xexelenta.
Cida quis que eu trabalhasse meus tríceps... EU NEM SEI O QUE É ESSA PORRA DESSE TRÍCEPS, CACETE!! E se não bastasse me colocar o peso para que o rompesse, me colocou aquelas merdas das barras...A bicicleta me fez desmaiar e acordei na cama de uma nutricionista, outra idiota com cara de mau comida que me deu uma catequese de alimentação saudável, claro.
PUTA QUE PARIU !!!!!!!!

Sábado:
A lazarenta da Cida me deixou uma mensagem no celular com sua vozinha de lésbica assumida, perguntando-me por que eu não fui. Só com a vozinha me deu vontade de quebrar o celular, porém como não tinha força suficiente para levantá-lo, desisti.... Adoraria passar o dia vendo TV jogado na cama, mas quem disse que conseguia apertar os botões do controle remoto.

Domingo:
Pedi ao vizinho para ir à missa por mim agradecer ao bom Deus por essa semana que terminou. Também rezei para que o ano que vem minha mulher me presenteie com algo um pouco mais divertido, como um tratamento dentário de canal, um cateterismo ou até mesmo um exame de próstata.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Porque a oracle batalha tanto pelo mysql

A Oracle está permitindo que a aprovação das autoridades regulatórias à sua aquisição da Sun Microsystems, por 7 bilhões de dólares, demore meses, devido a uma controvérsia quanto a um banco de dados que a maioria dos usuários obtém gratuitamente.
O banco de dados MySQL, da Sun, embora minúsculo como fonte de receita, é importante para a Oracle porque pode ajudar a companhia a se expandir a novos mercados e melhorar sua posição competitiva diante da grande rival Microsoft, dizem os analistas.


(…) A Oracle se recusa a ceder quanto ao MySQL, ativo que os analistas consideram possa ajudar a segunda maior produtora de software para empresas a se expandir rumo a novos mercados. Google, Amazon, Facebook e diversas agências de viagem online estão entre os gigantes da Web que usam software MySQL em seus sites, e esse é um mercado que a Oracle encontrou dificuldades para penetrar.

O MySQL, um produto de fonte aberta disponível para download gratuito na Internet, é o único programa de banco de dados de uma grande empresa disponível a custo zero. A Sun fatura oferecendo versões com recursos adicionais, e serviços como atualizações para corrigir defeitos. (via info.abril.com.br)

Saiba mais (info.abril.com.br).
http://br-linux.org/2009/por-que-a-oracle-batalha-tanto-pelo-mysql/

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A maturidade de TI que realmente importa

Um estudo recente aponta que as maiores companhias brasileiras trabalham com um nível de maturidade insatisfatório quanto ao uso de infra-estrutura em TI. Na análise dos resultados, especialistas destacaram, por exemplo, que apenas metade das empresas entrevistadas dominam o padrão ITIL e que, em relação à aplicação de recursos, os gastos com a melhoria da infraestrutura existente estão mais generosos do que com as áreas de gestão e inovação.

A pergunta é: será esse tipo de maturidade, apoiada no uso e na evolução de estrutura tecnológica, deve ser a questão mais importante da TI nas empresas? A realidade mostra que não. Sem desconsiderar os que se preocupam em analisar o setor, o fato é que as empresas precisam mais de outro tipo de maturidade, a dos profissionais de TI.

O conhecimento do negócio tem que fazer parte das atribuições daquele que atua nessa área. Se o profissional ou fornecedor de TI não entender bem do negócio da empresa em que trabalha ou do seu cliente, não há metodologia que consiga gerar o resultado que se espera. Da mesma forma, sem saber muito bem o que o negócio espera de TI, não haverá base suficiente para optar pela melhor solução. Uma visão menos abrangente, que ignora a relação direta entre a TI e o andamento dos negócios, acaba gerando dificuldade no momento de definir as ferramentas adequadas para cada caso.

Três questões devem ser tratadas neste momento. Primeiro, quais decisões devem ser tomadas para gestão e uso eficaz de TI. Segundo, quem deve tomar estas decisões. E por fim, como serão monitoradas. Este é o tipo de maturidade que as empresas esperam de seus profissionais e gestores de TI.

Fica claro que o fornecedor deve ter uma equipe com boa formação técnica e qualificação voltada ao entendimento do negócio de seus clientes. Ele não pode prescindir de profissionais observadores, alinhados e comprometidos com o negócio o suficiente para que entendam o que está nas "veias" da empresa em que vão atuar, identificando suas necessidades e prevendo ocorrências futuras, de forma a construir uma relação transparente de confiança e comunicação clara.

Espera-se que o fornecedor ofereça atualização constante, visão de negócio, análise apurada dos prós e contras e também do planejamento geral. Porém, uma forma de perceber o seu real comprometimento é simples: a disposição que demonstra em gastar o tempo necessário junto ao cliente para ser, mais que um mero contratado, um verdadeiro colaborador dos negócios.

Original :

Edmilson Rosa é consultor e diretor da P2HE (www.p2he.com.br).
sgodoy@multiletrascom.com.br

Texto:
http://imasters.uol.com.br/artigo/14850/gerencia/a_maturidade_de_ti_que_realmente_importa/

domingo, 8 de novembro de 2009

Terceiro pacote de atualizações, essenciais para o Windows XP, que corrige falhas e aperfeiçoa o sistema

Windows XP Service Pack 3 é o terceiro pacote de atualizações para o Windows XP. Muito aguardado por vários usuários, esse pacote corrige bugs, trazendo estabilidade e melhorias para o sistema operacional. Agora, uma das novidades é que o XP possuirá suporte ao WPA2 (uma solução de segurança para redes sem fio) e ao Peer Name Resolution Protocol (PNRP), que já são utilizados no Windows Vista.

Apesar de o SP3 conter todas as correções feitas nos pacotes anteriores, é necessário ter instalado pelo menos o SP1 para, então, conseguir instalar a terceira versão da atualização. Contudo, a Microsoft recomenda que os usuários tenham instalado o SP2 antes de atualizar a versão.

Pegue em:

http://www.baixaki.com.br/download/windows-xp-service-pack-3.htm

: 3 FRASES DE CHICO XAVIER

Três frases de profunda sabedoria. Concentre-se nas frases abaixo:

01- 'Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez'.

02- 'Quando Deus tira algo de você, Ele não está punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor'.

03- 'A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não possa protegê-lo'.

Algo de bom vai acontecer com você ainda hoje! Algo que você vem esperando acontecer... Isto não é uma piada: alguém vai lhe telefonar ou vai lhe falar sobre algo que você vem aguardando ouvir. Esta é uma 'corrente de intenções' e é necessário não interrompê-la.

sábado, 7 de novembro de 2009

As criaturas vivas da terra e mar

De todas as criaturas vivas da terra e mar, os barcos sao as únicas
que nao podem ser dominadas com promessas vazias, que nao se conformarao
com os maus oficios de seus mestres.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

DESABAFO DE UM IDOSO

"Estou velho.
Não gosto dos sem terra. Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto
de vê-los invadindo fazendas, parando estradas, ocupando linhas de trens,
quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do
Brasil. Estou velho.

Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas
para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir com
os brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode servir
de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para
privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se
passar por negros. Estou muito velho.

Não quero ouvir mais noticias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os
ouvidos e fecho os olhos, mas continuo a ouvir e ver. Não quero saber de
crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, ou de uma menininha
jogada pela janela em plena flor de idade. Ou de meninos esquartejados
pelos pais por serem 'levados'... Meu coração não tem mais força para
sentir emoções. Me sinto mais velho que o Oscar Niemeyer. Ele, velho como
é, ainda acredita em comunismo, coisa que deixou de existir. Eu não
acredito em nada.

Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa,
carro, e outros bens, todos adquiridos com honestidade, por ser amado por
minha mulher e filhos. Nada mais me comove... Estou bem envelhecido.

E acabo de cometer mais um erro! Descobri que ainda sou capaz de me
comover e de me emocionar. O patriotismo de uma jovem de Joinville usando
a letra do Hino Nacional para mostrar o seu amor pelo Brasil me comoveu.


Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de
ensino. O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem
fome'.
Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas
14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino
Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde
amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo. Leiam o
que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma
lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento
cívico.

"'Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o
nosso Brasil chorar:
O que houve, meu Brasil brasileiro?
Perguntei-lhe!
E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante
sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas:
Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo...
Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu
povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era
mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante.
Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?
Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no
passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos
filhos deste solo era a mãe gentil.
Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem
nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha
a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que
ousam roubar o verde louro de minha flâmula.
Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era
noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o
nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país
sem braços fortes? Pensei mais... Quem nos devolverá a grandeza que a
Pátria nos traz?
Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança
dormindo em seu berço esplêndido."'


Mesmo que ela seja a ultima brasileira patriota, valeu a pena viver para
ler o texto. Por isso estou enviando para vocês.
Detesto correntes na Internet...mas agora que me tornei um velho
emocionado, vou romper com este hábito.
De alguém que ama muito o Brasil.

domingo, 1 de novembro de 2009

Há um ditado chinês que diz .....

Há um ditado chinês que diz que:
"Se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão, e, ao se encontrarem, eles trocam os pães, cada homem vai embora com um.

Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando uma idéia, e, ao se encontrarem, eles trocam as idéias, cada homem vai embora com duas"

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Água

Água c/estômago vazio


Hoje é muito popular no Japão se beber água imediatamente após levantar da cama na parte da manhã.
Além disso, a evidência científica tem demonstrado outros valores.
Abaixo divulgamos uma descrição da utilização da água para os nossos leitores.
Para idosos com doenças graves e doenças em tratamento médico, a água tem sido
muito bem sucedida.
Para a sociedade médica japonesa, uma
cura de até 100% para as seguintes doenças:


Dores de cabeça,
problemas cardíacos,
artrite,
taquicardia,
epilepsia,
excesso de gordura,
bronquite,
asma,
tuberculose,
meningite,
aparelho urinário e doenças renais,
vômitos,
gastrite,
diarréia,
diabetes,
hemorróidas,
todas as doenças oculares,
constipação,
Próstata,
útero,
câncer e distúrbios menstruais,
doenças de ouvido,
nariz e garganta.

Método de tratamento:


1. Pela manhã e antes de escovar os dentes, beber 4 x 160ml copos de água.
2. Lavar e limpar a boca, mas não comer ou beber nada durante 45 minutos.
3 Após 45 minutos, você pode comer e beber normalmente.
4. Após os 15 minutos do lanche, almoço e jantar não se deve comer ou beber nada durante 2 horas.
5. Pessoas idosas ou doentes que não podem beber 4 copos de água, no início podem começar tomando um copo de água e aumentar gradualmente a quantidade para até os 4 copos por dia.
6. O método de tratamento cura doenças, e aqueles que estiverem bem, poderão
desfrutar de uma vida mais saudável.

A lista que se segue apresenta o número de dias que requer tratamento para curar / controlar e/ou reduzir as principais doenças:
1. Pressão Alta - 30 dias
2. Gastrite - 10 dias
3. Diabetes - 30 dias
4. Constipação - 10 dias
5. Câncer - 180 dias
6. Os doentes com artrite devem continuar o tratamento para apenas 3 dias na primeira semana e, desde a segunda semana, diariamente.

Este método de tratamento não tem efeitos secundários. No entanto, no início do
tratamento a pessoa irá urinar frequentemente.
É melhor, continuarmos com o tratamento, porque este procedimento funciona como
uma rotina de nossas vidas.
Beber água é saudável e dá energia


Isto faz sentido: o chinês e o japonês bebem líquido quente com as refeições, e não
água fria. Talvez tenha chegado o momento de mudar seus hábitos de água potável
para água quente, enquanto se come. Nada a perder, tudo a ganhar ...!

Para quem gosta de beber água fria, esta seção aplica-se a eles.


É bom beber um copo de água fria ou uma bebida fria após a refeição, porém, a água
fria ou bebida fria solidifica o alimento gorduroso que você acabou de comer. Isso
retarda a digestão.

Uma vez que essa 'mistura' reage com o ácido digestivo, ela reparte-se e é absorvida
mais rapidamente do que o alimento sólido para o trato gastrointestinal. Isto danificada
o seu intestino. Muito em breve, isso vai se transformar em gordura e pode nos levar ao câncer. É melhor tomar uma sopa quente ou água quente após cada refeição.

Nota muito grave - perigo para o coração:


As mulheres devem saber que nem todos os sintomas de ataques cardíacos vão ser
uma dor no braço esquerdo. Esteja atento para uma intensa dor na linha da mandíbula. Você pode nunca ter primeiro uma dor no peito durante um ataque cardíaco. Náuseas e sudorese intensa são sintomas muito comuns. 60% das pessoas têm ataques cardíacos enquanto dormem é não conseguem despertar. Uma dor no maxilar pode despertar de
um sono profundo.

Sejamos cuidadosos e estejamos vigilantes. Quanto mais se sabe, maior chance de sobrevivência ...

Um cardiologista diz que se todos que receberem esta mensagem, enviá-la a pelo
menos uma das pessoas que conhece, pode ter a certeza de que, pelo menos, poderá salvar uma vida.

domingo, 25 de outubro de 2009

qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim

Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes
com as tuas necessidades, nem mais,
nem menos, mas o justo para as tuas
lutas terrenas.

Teu ambiente de trabalho é o que elegeste
espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes, amigos são as almas que atraístes,
com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente
sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,
buscas, expulsas, modificas tudo aquilo
que te rodeia a existência.

Teus pensamentos e vontades são a chave
de teus atos e atitudes...
São as fontes de atração e repulsão na tua
jornada vivência.
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograme tua meta,
busque o bem e viverás melhor.

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo,
qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim ".

Chico Xavier

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Aprenda a criar pastas protegidas com senhas no Windows XP

Quer evitar que seus documentos caiam nas mãos erradas? Aprenda neste tutorial como proteger seus diretórios com senhas pessoais.


Reportagem feita a partir de dúvida de leitor; saiba mais
Na vida real ou virtual, basta que você decida ter acesso exclusivo a algo para que uma fechadura ou uma senha especial barrarem estranhos.

Por que com o Windows teria que ser diferente? Os motivos para que o usuário proteja pastas com senhas são os mais diversos.

Você pode usar um PC compartilhado, querer proteger informações confidenciais ou apenas contar com dados fundamentais que você não pode se dar ao luxo de perder.

Independente da opção, é bom aprender que o sistema operacional da Microsoft oferece a opção de trancar informações.

A função que protege seus dados estipulando senhas para pastas, no entanto, nunca foi comum ao Windows - apenas na versão XP o usuário se deparou com a possibilidade.

A falta de idéia que muitos usuários têm sobre a função se explica pelo fato de a Microsoft não permitir a definição de uma senha diretamente no diretório – todo o sistema é feito por meio da compactação de arquivos.

O processo é simples. Crie uma nova pasta no seu disco rígido para organizar todos os documentos que deverão ficar longe dos olhos alheios.

Após terminar sua seleção, selecione todos os documentos e, após apertar o botão direito do mouse sobre o grupo, escolha a opção “Pasta Compactada” dentro do menu “Enviar para”.

A pasta zipada será criada instantaneamente no mesmo diretório onde estão os arquivos originais.

Antes de estipular a senha, vale um lembrete: caso os documentos sejam realmente necessários, seria sensato guardá-los em outra mídia, no freqüente caso dos usuários se esquecer da senha definida.


Fonte:
http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2006/11/24/idgnoticia.2006-11-24.8426999313/

Por Guilherme Felitti, repórter do IDG Now!
Publicada em 24 de novembro de 2006 às 18h35
Atualizada em 12 de outubro de 2009 às 17h07

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) ainda é um mistério para uma parte considerável das empresas brasileiras

Adesão à nota eletrônica é baixa
Tributário: Iniciado em 2006, projeto só deslanchou nos Estados de São Paulo e Amazonas

Adriana Aguiar, de São Paulo
01/10/2009

A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) ainda é um mistério para uma parte considerável das empresas brasileiras. A adesão ao projeto deslanchou em São Paulo e no Amazonas. Nos demais Estados, o percentual de participação dos empresários obrigados a emitir o documento varia entre 40% e 60%, segundo o coordenador técnico nacional do projeto, Álvaro Bahia. A NF-e já é obrigatória para empresas em mais de cem atividades econômicas.

O baixo percentual de adesão das empresas à NF-e não preocupa o coordenador do projeto, iniciado de forma experimental em 2006. "Essas empresas terão que se adaptar de uma forma ou de outra. Até porque deve haver uma atuação mais firme da fiscalização e o próprio mercado passará a pressionar pela adesão", diz Bahia.

Até o fim de 2010, todas as indústrias e o comércio atacadista e de distribuição deverão passar a utilizar a nota fiscal eletrônica, segundo a previsão firmada no protocolo de ICMS nº 42, de julho de 2009. "Com a ampliação da utilização da nota eletrônica, os próprios contribuintes deixarão de receber notas em papel de seus fornecedores", afirma.

Para o coordenador do projeto, o principal motivo para que nem todas as empresas tenham aderido na data estipulada para sua atividade econômica é a falta de uma fiscalização mais rígida pelas fazendas estaduais. Outro problema apontado por Bahia é o baixo valor das autuações em alguns locais.

Na Bahia, por exemplo, onde o coordenador do projeto atua como auditor fiscal da Secretaria da Fazenda, o valor da autuação foi estipulado em R$ 50 por nota emitida em papel. Com o baixo valor, só 40% das empresas locais aderiram ao projeto da NF-e. Para mudar a situação, o fisco já encaminhou uma proposta à Assembleia Legislativa com o objetivo de aumentar a autuação para 2% do valor da cada nota emitida em papel.

A falta de informação sobre a obrigatoriedade não é considerado por Bahia um fator crucial para o baixo percentual de adesão. "A nota fiscal eletrônica já vem sendo implantada desde 2006. Já houve tempo suficiente para as empresas se informarem a respeito", diz.

O valor para a implantação do sistema também não pode servir de desculpa para que empresas deixem de se adequar, segundo Bahia. Isso porque, a Receita Federal oferece gratuitamente um software que pode ser utilizado por pequenas e médias empresas que emitem até 400 notas por dia. O download do programa está disponível no www. nfe.fazenda.gov.br.

E mesmo as empresas que precisam de sistemas mais complexos para atender suas necessidades não terão que investir somas vultuosas para aderir ao projeto da NF-e, de acordo com Bahia. "Existem softwares que custam a partir de R$ 90 por mês."

Para o coordenador do projeto, ainda falta a conscientização de que a nota fiscal eletrônica não é somente vantajosa para o Fisco. "A empresa também ganha muito com sua implantação. Com a informatização, ela reduz seus custos e ganha mais visão do seu negócio", afirma.

Os Estados de São Paulo e Amazonas adotaram algumas práticas peculiares que auxiliaram na alta adesão das empresas. A Fazenda paulista, além de auxiliar a desenvolver o software hoje disponível no site da nota fiscal eletrônica para empresas de todos os Estados, também credenciou de ofício todos os contribuintes que entendeu estarem obrigados a emitir a NF-e, segundo o líder do projeto na Secretaria da fazenda do Estado, Marcelo Alves Fernandes. "Isso já resultou em altos índices de adequação", diz.

De acordo com o balanço da Fazenda paulista, nas três primeiras fases de implantação da NF-e - abril de 2008, dezembro de 2008 e abril de 2009 - houve adesão próxima a 80% do total da empresas que teriam que se adequar. Já os dados do último prazo, em setembro deste ano, ainda não foram consolidados. "Mas podemos adiantar que o número de empresas que adotaram o sistema foi muito grande", afirma Fernandes.

Para ele, os setores que estão obrigados a emitir a nota fiscal eletrônica têm sido comunicados com bastante antecedência pelos protocolos de ICMS da Fazenda. "As empresas não são surpreendidas com esses prazos. O credenciamento auxilia na eliminação de qualquer dúvida com relação à sua obrigatoriedade de adesão."

No Amazonas, o principal artifício utilizado para que as empresas passassem a emitir notas eletronicamente foi a parceria com entidades de classe, segundo Luiz Gonzaga Campos de Souza, assessor do secretário de estado da Fazenda. Ele explica que foi criado um fórum de discussões com a participação da Fazenda, a prefeitura de Manaus e diversas associações comerciais e industriais do Estado para esclarecer dúvidas e alertar os setores que serão os próximos a entrar no projeto. "Além disso, o secretário da Fazenda também tem conversado pessoalmente com as empresas que terão que se adequar no próximo prazo para orientar e esclarecer dúvidas", afirma.

O resultado dessa prática já tem se refletido no alto índice de adesão, que está em torno de 90%, de acordo com Souza, se considerarmos o potencial econômico, faturamento e arrecadação das empresas que estão obrigadas e se adequaram no prazo.

Contexto
A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) tem como finalidade a alteração da sistemática atual de emissão da nota fiscal em papel por eletrônica. A documentação armazenada eletronicamente para fins fiscais serve para registrar operações de circulação de mercadorias ou prestações de serviços. Sua validade jurídica é garantida pela assinatura digital do remetente e pela recepção, pelo fisco, do documento eletrônico, antes da ocorrência do fato gerador. A Nota Fiscal Eletrônica é um dos três pilares do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped ), criado em janeiro de 2007 por meio do Decreto nº 6.022. O sistema, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal (PAC), tem o objetivo de tornar virtual toda a escrituração fiscal e contábil das empresas. O projeto da Nota Fiscal Eletrônica é coordenado pelo Encontro Nacional dos Administradores e Coordenadores Tributários Estaduais (Encat) e foi desenvolvido em parceria com a Receita Federal.


--------------------------------------------------------------------------------


Sistema será aperfeiçoado para coibir fraudes
De São Paulo
01/10/2009

Ainda em fase de implementação no país, a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) sofrerá as primeiras alterações para aperfeiçoar a fiscalização do pagamento do ICMS. Já está sendo preparada a segunda geração do sistema, que tem como objetivo reduzir as fraudes já detectadas no Brasil com relação à NF-e. Uma delas seria a simulação de uma operação interestadual de venda que, na prática, resulta no pagamento menor do imposto. Nesse caso, as notas são emitidas como se a comercialização da mercadoria tivesse ocorrido de um Estado para outro e não no mercado interno.

O projeto piloto do novo sistema começa em novembro deste ano e será testado no setor de combustíveis do Estado de São Paulo e da Bahia. A previsão é de que o novo programa esteja presente em todo o setor de combustíveis até março de 2010 e, posteriormente, seja estendido aos demais setores da economia, segundo a coordenação nacional do projeto de implantação da NF-e.

Na prática, o que passa a ser evitado com o novo sistema é que uma empresa localizada em São Paulo, por exemplo, envie apenas a nota fiscal para o posto de fronteira de um Estado, sem a mercadoria, para simular uma operação interestadual. Isso porque, o ICMS cobrado no Estado de São Paulo corresponde em geral a 18%, enquanto a alíquota interestadual, quando se trata de operações que cruzam fronteiras, varia de 12% a 7%. Por isso, o novo sistema prevê uma confirmação do recebimento da mercadoria no destino final.

Segundo o coordenador-geral do Encontro Nacional dos Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat) e responsável pelo projeto da Nota Fiscal Eletrônica, Eudaldo Almeida de Jesus, esse tipo de fraude tem sido mais intenso em setores que recolhem uma alíquota maior de ICMS, como combustíveis e cigarros. Por isso a iniciativa de começar o projeto piloto pelo setor de combustíveis.

A segunda geração da NF-e deve trazer também uma maior troca de informações entre os órgãos envolvidos na operação, segundo o coordenador técnico nacional do projeto de implantação da Nota Fiscal Eletrônica, Álvaro Bahia. A ideia é chegar a um estágio em que o contribuinte ao adquirir um automóvel novo e licenciá-lo no Detran, essas informações façam parte da documentação eletrônica à qual o fisco já terá acesso e passará a considerar o bem como um patrimônio daquele contribuinte. O Estado também terá essa informação para cobrar o IPVA. "Todo esse histórico poderá ser gerado no futuro próximo", diz.

Ainda dentro do conceito de segunda geração, Álvaro Bahia afirma que coordenação do projeto está desenvolvendo um sistema de rastreamento de mercadorias por meio de etiquetas RFID (identificação via radiofrequência) com as informações contidas no Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Dunfe), utilizado para acompanhar o trânsito da mercadoria. Assim será possível detectar as informações sobre o pagamento do ICMS sem ser necessário vistoriar a carga.

Como o sistema de nota fiscal eletrônica deve sofrer constantes modificações, a consultora tributária da Confirp Consultoria Contábil, Heloisa Harumi Motoki, recomenda que as empresas optem por softwares mais abertos, que comportem novas adaptações. Para Marco Zanini , diretor comercial e operacional da NF-e do Brasil - empresa especializada em inteligência fiscal -, as empresas que adotaram softwares disponíveis no mercado têm, em geral, o serviço de manutenção e de adaptação às modificações incluído no pacote. "No entanto, nos softwares desenvolvidos sob medida para uma determinada empresa, essa adaptação dever ser mais trabalhosa e custar mais", afirma Zanini.

Todas essas modificações devem tornar ainda mais rigorosa a fiscalização, segundo o diretor de soluções da IOB, José Adriano Pinto. "As empresas terão que se preocupar cada vez mais com relação à qualidade das informações fornecidas, com o intuito de evitar transtornos posteriores", afirma. (AA)

domingo, 18 de outubro de 2009

Não é possível convencer um crente - Enviada pelo Guilherme Ogro San

“Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar.”
Carl Sagan

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

"Um barco está seguro em um porto

"Um barco está seguro em um porto. Mas os barcos não são construidos para isso..."
John A. Shedd

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O ESPIÃO QUE VEIO DO CÉU Contos e Causos do Maga

Naqueles tempos em que eu ensinava mergulho para reforçar meus ganhos limitados, a conclusão, o fecho das doze aulas teóricas e outras tantas práticas que ministrava em noites paulistanas acontecia no mar de Ubatuba, no litoral norte paulista. Mais precisamente na Rapada, a ilha agreste que ocupara anos antes e onde mantinha uma pequena casa de madeira. As várias milhas que a separavam do continente e a inexistência de riachos desaguando em seu contorno rochoso eram quase garantia de encontrarmos ali águas transparentes, propícias ao mergulho de principiantes. Acresce que a vida marinha era abundante, de forma a encher os olhos e entusiasmar os neófitos mergulhadores, que com essa excursão de encerramento de curso eram declarados aptos para continuar exercendo a atividade.

Apesar da necessidade, por razões de segurança, de supervisão de pessoas mais experientes no primeiro contacto real com o ambiente submarino, nem todos os alunos aderiam a tais provas de mar. As puxadas instruções em piscina já eram consideradas suficientes para alguns deles, daí para a frente se virariam sozinhos em seus mergulhos. Ou simplesmente parariam por ali mesmo, desistiriam, como às vezes sucedia, por se sentirem inadaptados ao desafio ou pelos custos da prática do mergulho no litoral distante.

Numa determinado curso, em especial, uns quinze deles animaram-se a descer a serra em direção a Ubatuba e a seu batismo de mar. Para o deslocamento até a ilha, eu costumava fretar uma embarcação de pesca de tamanho compatível com o número de alunos a transladar. Já possuía então uma lancha, minha primeira lancha, que me veio inesperadamente no primeiro sorteio de um grupo de consórcio da Carbrasmar, renomada construtora de barcos de lazer, a que aderira, relutante, por muita insistência das vendedoras. Era uma linda embarcação de 18 pés de comprimento, elaborada em madeira contra-placada, impulsionada por um também afamado motor Volvo a gasolina. Mas, pelo seu tamanho, inadequada para transportar aquele número de alunos.

Normalmente, em tal situação, eu deixaria meu barco ancorado em terra, e compartilharia com os alunos a embarcação fretada, lenta, de motor barulhento e desprovida de qualquer conforto. Pensando, porém, nas duas moças que faziam parte do grupo, e no intuito único de poupar-lhes as quase duas horas de viagem no pesqueiro, que poderiam inclusive fazê-las enjoar e estragar-lhes o passeio, decidi levá-las comigo na lancha, e os demais nos seguiriam no barco de pesca.

Assim foi feito, sem quaisquer protestos por parte dos rapazes, que compreenderam minha louvável intenção. Logo depois de embarcarem no pesqueiro, subi as jovens em meu barco, acomodei-as a meu lado no banco almofadado que se estendia de bordo a bordo, e rumei a Ilha Rapada.

A manhã estava linda, o mar quase espelhado, mas a velocidade imprimida à lancha a fazia saltar em qualquer pequena ondulação. O vento criado pelo deslocamento rápido também poderia, talvez, transmitir uma sensação de insegurança a minhas simpáticas e bonitas acompanhantes. E então, segurando o volante com a mão esquerda, estiquei cavalheirescamente o braço direito por sobre os ombros das moças, num gesto protetor.

Estávamos já próximos ao destino, dava para perceber os detalhes da topografia da ilha e de sua vegetação exuberante, quando, acima do zumbido, abafado pela sua caixa, do motor da lancha, percebi um outro ruído, ainda leve, vindo por bombordo. Olhei displicentemente à esquerda, e um pequeno ponto confundindo-se com a costa distante, deslizando velozmente a pouca altura sobre as águas, adquiriu em alguns segundos os contornos de um avião dirigindo-se retilìneamente em nossa direção. E em mais outros segundos o ruído transformou-se no ribombar tonitruante de um motor potente sobre nossas cabeças.

O avião, passando a não mais que uns assustadores vinte metros sobre a lancha, fez depois uma curva suave, e aí, tão ràpidamente quanto chegara, a aeronave sumiu em direção a Ubatuba.

Depois de acalmar-me com a retirada da súbita aparição, um pressentimento me veio para tentar explicar o fato inusitado . Um pressentimento preocupante, mas sobre razões improváveis, muito improváveis. E com o desembarque na ilha, a chegada posterior dos demais alunos, e os mergulhos agradáveis que seguiram, eu afastei o pensamento inquietante.

Mas, quando retornados no final da tarde, minha premonição se revelaria verdadeira. Um amigo, um bom amigo que possuía um avião particular apesar de fartar-se de voar em sua profissão de piloto comercial de grandes jatos, descera sem aviso prévio a me visitar em Ubatuba. Procurara-me em minha residência, minha esposa contou que eu acompanhara um grupo de alunos em um mergulho na Rapada. E ele convidou-a a voar até lá, para fazer-me uma surpresa.

E o infeliz fez-me mesmo a surpresa. Desculpou-se muito, disse que tão logo viu meu braço protetor sobre os ombros das moças, tão logo percebeu que sua acompanhante era uma presença inadequada à situação, afastou-se e retornou à cidade em seu indiscreto avião.

Mas o mal estava feito. E, pior que pedidos de explicação sobre aquele braço colocado em lugar errado, ou até sobre a simples presença solitária das jovens na lancha, pior mesmo foi o silêncio gélido que enfrentei ao retornar à minha casa. Um silêncio mais contundente que quaisquer cobranças ou admoestações.

Poderia até lembrar, se outro tipo de recepção me instasse a isso, um velho ditado. Maudit soi qui mal y pense, dizem os franceses. Maldito seja aquele que pensa mal. Mas não tive ocasião de exibir meus reduzidos conhecimentos da língua de Flaubert, e creio que eles não me teriam valido muito.

Autorizado pelo Magalhães (Maga)

domingo, 11 de outubro de 2009

PORQUE OS CASAMENTOS DURAVAM ANTIGAMENTE

Frases retiradas de revistas femininas das décadas de 50 e 60:

"Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas". (Jornal das Moças,
1957)


"Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu
carinho e provas de afeto, sem questioná-lo". (Revista Claudia, 1962)


"A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar
banho fora de casa". (Jornal das Moças, 1965)


"A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas,servindo-lhe
uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias
domésticas". (Jornal das Moças, 1959)


"Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair
cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa".
(Jornal das Moças, 1957)


"O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio. ELE é quem
decide - sempre". (Revista Querida, 1953)


"Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite, espere-o
linda, cheirosa e dócil". (Jornal das Moças, 1958)


É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido".
(Jornal das Moças, 1957)

E para finalizar . . .. "O lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de
casa masculiniza". (Revista Querida, 1955)

CONCLUSÃO: Não se fazem mais revistas instrutivas como antigamente.

sábado, 10 de outubro de 2009

Existem 3 tipos de homens

Existem 3 tipos de homens:

tipo 1 – Os MORTOS – aqueles que já morreram, lógico.

tipo 2 – Os VIVOS – nós que temos o privilégio e o inenarrável prazer de velejar na mar – 1% da população mundial, não mais.

tipo 3 - Os MORTOS-VIVOS - que são todos vocês que vivem em terra cheirando fumaça de óleo diesel e ouvindo:

o infernal funk tocar alto no bar da esquina

o insuportável barulho do maldito motor

mais o indigesto burburinho dos intrigantes falando mal dos vizinhos. Cuidado que além de ser tudo que você come, você também é tudo que você ouve, vê, lê e cheira. Ligado?

Ahhh... ía-me esquecendo de um detalhe importante sobre os mortos. Aqueles que nasceram, viveram e morreram sem jamais aprender a velejar morreram duas vezes.

Mas deixemos de filosofar que a filosofia não está na moda. E as pessoas, nestes tempos obscuros que correm, são todas escravos da moda. O que está na moda são os reality shows que começaram a invadir os únicos canais inteligentes da TV – The History Channel, Nat Geo, Discovery e Animal Planet.

A propósito, amigo velejador, qual seu programa predileto dentre todos, a maioria excelente, apresentados nestes quatro oásis audiovisuais?

O meu é “Animal Planet ao Extremo”, seguido por “Caçadores de Mitos”, seguido por “À Prova de Tudo”, seguido por “Pacífico Sul”, seguido por “O Mundo sem Ninguém” e o seu?

Seja qual for, eu lhe garanto, que uma simples velejada de Cabo Frio a Arraial do Cabo a bordo da minha querida “Estrela d’Alva” vale mais que dez “Animal Planet ao Extremo” juntos e muito mais que mil novelas, reality shows ou programas de auditório televisivos.

Muito bons ventos amigos e a amigas

e até a próxima, se Netuna permitir




Fernando “Estrela d’Alva” Costa,

O maluco da batera à vela
uiz costa [fernandocosta2002@yahoo.fr]
Tel ( 22 ) 9253 - 5030

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

CRONIQUETA SOBRE CERTA NOITE CARIOCA - Contos e Causos do Maga

A MORTE DO AMIGO, REGATINHAS PIONEIRAS,

E AO FIM UMA CRONIQUETA SOBRE CERTA NOITE CARIOCA.

A morte prematura, inesperada, absurda do Jöerg (leia-se Iorgue, é como o chamávamos na intimidade, depois abrasileirado para Jorge) afetou-me profundamente. Soube dela no primeiro momento. Estava no amplo salão da redação da “Folha de São Paulo”, era o dia em que ia lá almoçar no apertado mas divertido restaurante interno, comer aquela comidinha barata e gostosa. Encontrar e papear com os amigos do jornal, e depois entregar ao Fininho, chefe do setor no qual colaborava, o material que preparara para a coluna semanal sobre mergulho que assinava nos jornais do grupo. Mas naquele começo de tarde havia algo diferente, alguma coisa nova e importante no ar. Um zumzum, repórteres se reunindo numa mesa, ora noutra, rostos tensos, numa movimentação unusual mesmo para uma redação de um dos maiores diários do país.

Perguntei a alguém o que havia, e veio a notícia. Um avião da Varig caíra nas proximidades do aeroporto de Orly, e pegara fogo. E logo a complementação, que até hoje, quando lembrada, não consigo evitar calafrios, sinto-os mesmo aqui, agora, sentado diante do teclado. Morrera muita gente, o avião estava cheio. Gente conhecida, contou. O cantor Agostinho dos Santos, o senador Filinto Muller, o .... E um esportista, um tal de Jorge Bruder ...

Eu sabia, sim, que ele estava em viagem. Depois de um período de distanciamento, ele empenhado em suas regatas e eu nas disputas de caça submarina e na criação de nosso clubinho, encontrei-o casualmente na avenida Santo Amaro. Recordamos coisas, rimos, falei do clube e ele das suas atuais atividades. Depois de pegar a representação de uma fábrica européia de velas, estava se dedicando por inteiro à produção de monotipos de regata. Os barcos da classe “Snipe” que o Brasil ofereceria aos participantes do próximo campeonato mundial, em Buzios, eram já de sua fabricação. Os moldes ainda estavam precisando de alguns ajustes, esses primeiros cascos saídos deles ficaram um tantinho fora de medida, mas como todos os barcos participantes eram assim exatamente iguais e seriam sorteados, não haveria problemas.

Contei sobre minha vontade de introduzir a Vela em nosso recém-criado clube, e ele comentou sobre outro veleiro que estava também em projeto de construção, um barquinho sem leme, com o mastro móvel abatendo-se para os quatro lados, para mudar o centro de aplicação da força do vento e assim conseguir determinar o rumo da embarcação. Alguma coisa como as pranchas de windsurf que depois se vulgarizariam também por aqui, só que maior e mais estável. Talvez esse fosse o barquinho adequado para começarmos ...

Combinamos que, retornado da disputa de mais um campeonato mundial de “Finn”, para a qual embarcaria logo mais e que certamente, mais uma vez, a quarta vez, devia vencer, ele desceria a Ubatuba num final de semana. Exporia ao nosso pessoal as coisas da grande Vela competitiva internacional, projetaria slides de suas viagens, e estudariamos juntos qual classe de monotipos seria realmente a mais apropriada para um início de implantação do esporte vélico em nossa associação e na região.

Isso fora dois dias antes. Apenas dois dias antes. Aí se explica o choque maior. Ainda estavam soando em meus ouvidos suas palavras, que me animaram num propósito a cada dia mais reforçado: voltar à Vela. Nunca a abandonara realmente, mas a falta de oportunidades mais frequentes para sua prática, e principalmente o trabalho de sobrevivência que me levara para o lado do mergulho, me afastaram um pouco dela --- e eu sempre soubera que velejar era para mim o mais importante da vida.

Passados os primeiros minutos de estupor, caí em mim, voltei ao Fininho e disse que gostaria de substituir a coluna que eu acabara de lhe entregar, queria deixar algo sobre a morte do amigo. Ele disse para eu pegar alguma das máquinas de escrever nas mesas vazias, eu sentei-me e preparei de arranco um texto lembrando aquele saudoso verão de 56, aqueles dois meses e meio que passáramos juntos navegando e pescando de mergulho nas águas do então pouco conhecido litoral norte paulista.

Emocionado, entreguei as laudas preenchidas ao Fininho, enfatizando que, pela primeira vez desde que fora convidado a colaborar no jornal, escrevera na primeira pessoa, era coisa muito pessoal, mas gostaria que não fosse nada mudado. Passei-as a ele temendo que a publicação não fosse aprovada, pois o inacessível Cláudio Abramo, diretor e redator-chefe (depois dele viria o mais simpático Boris Casoy), postado lá perto em sua grande mesa junto à parede do salão, não permitia que nós, simples colaboradores, nos afastássemos do tema específico que nos cabia. Mas ele leu o texto, respondeu que o achara muito bom e iria à impressão assim mesmo, sem mudar-se uma vírgula. Foi a pequena homenagem que prestei ao amigo que nos deixara de forma tão insólita, ainda tão jovem e com tantas perspectivas pela frente. Não fosse ceifado assim cedo traria muitas outras glórias à vela nacional. Imbatível, com sua versatilidade, sua adaptabilidade a qualquer classe e barco e seu estupendo preparo físico, seria talvez o maior velejador brasileiro de todos os tempos.

Assim, além do trauma da perda de um companheiro de tantas boas lembranças , das acampadas semanais à beira da Guarapiranga às posteriores viagens de barco e de motocicleta a Ubatuba, das caçadas submarinas e de outras ao sexo oposto nas noites praianas, a morte trágica do Jöerg Bruder me fez postergar a empreitada --- e foi realmente uma empreitada --- de procurar difundir a atividade veleira em nosso litoral norte.

Certo dia conheci o argentino Jorge Horácio Anël, que depois viria a se tornar um amigo. Ele fabricava de forma pioneira, num barracão em Diadema, nos arredores de São Paulo, um pequeno e interessante veleiro em fiberglass, material ainda novo por aqui, a que deu o nome de “Starfish”. Jamais fiquei sabendo se reproduzira as formas de um similar importado, ou copiara com pequenas modificações um barco parecido americano, o “Sunfish”, que constituía a classe mundial mais numerosa, com mais de cem mil unidades fabricadas. Mas gostei de seu barquinho, não custava muito e parecia ser o que precisávamos.

Esses “Starfish” foram então a base do desenvolvimento do esporte em nossa área. Ao longo de dois ou três anos encomendei ao Jorge Anël sessenta e seis unidades, mas apenas o casco nu, nada mais. Mastros e retrancas eram tubos de alumínio, eu os preparava pessoalmente em Ubatuba, e fazia também, a serrote e lixadeira, os lemes e bolinas de contraplacado de madeira. Ferragens eram preparadas na morsa, utilizando retalhos de chapas de inox comprados em ferro-velho e perfis de alumínio, aí incluídas as governaduras, garlindéus, cunhos e até os moitões de escotas.

A intenção era baratear ao máximo o barco, e mesmo que quisesse comprar prontas tais ferragens haveria dificuldades, sua fabricação era rara e também meio artesanal. Ao que sabia, na área náutica paulista apenas o Alfio, irmão do conhecido artesão de belíssimos barcos de madeira na Guarapiranga, o lendário Flório Zottarelli, os produzia. Mas os fazia bonitos, em material mais adequado e caro, e não primitivos, toscos, como os que saiam de minhas mãos. Que, porém, funcionavam a contento, tão bem quanto.

Já as velas eu as encomendava ao amigo de muito tempo, o estimado (Gunther) Renato Dombrowski. E não eram latinas como o Jorge Anël montava, usadas também nos “Sunfish” americanos, mas sim uma armação em eslupe, com uma grande presa ao mastro à maneira antiquíssima, com cabinhos atados a ilhoses, e mais uma vela menor na proa. Nada de brandais de aço inox, nem mesmo de galvanizado, eles encareceriam o produto final. As próprias adriças, de barato poliester, passadas e amarradas em simples furos abertos numa e na outra borda do barco, faziam esse papel, e a cordoalha de reforço da testa da velinha de proa, um vez ela envergada, sustentava também o mastro, à guisa de estai. Nada de olhais, nem passadores, nem esticadores. Simplicidade funcional máxima.

Visto lateralmente e de certa distância, ele lembrava bastante um filhote de “Snipe”, tinha linhas semelhantes, sugeriam elegância e velocidade. E o barquinho era mesmo rápido, principalmente nos primeiros tempos de uso, quando as velas de nylon, material barato mas inadequado pela sua fácil deformação anelástica, não estavam ainda embarrigadas.

Certa vez fomos procurados por um dos sócios da Coast Catamaran do Brasil, o Manfred Von Schafthausen, cujo estaleiro começara a produzir, sob licença, os famosos multicascos Hobie Cat 14’ em nosso país. Estava marcada uma regata em Ubatuba para breve, e ele desceria a serra trazendo alguns de seus veleiros, convidaríamos outros já existentes na região, e haveria então número para uma disputa animada nessa classe.

Na noite anterior à prova, o Manfred exibiu para nós assistentes deslumbrados, numa tela improvisada ao ar livre num recanto diante de nosso antigo e modesto barzinho-sede, um filme captado em águas americanas mostrando as maravilhas do seu afamado catamarã. Alguém, mais desconfiado, até juraria que o filme, colorido e em formato Super-8, estava sendo projetado em velocidade maior que a normal, tal a rapidez com que os catamarãs focados, quais bólidos, atravessavam a tela. Um estupor.

E chegou o dia da regata, uma única programada, de percurso relativamente extenso num triângulo montado na enseada fronteira ao clube. Para separar bem os barcos das classes disputantes, visando um controle mais fácil das classificações, e como os cats visivelmente seriam mais rápidos que as outras classes disputantes, seu tiro de partida foi dado três minutos antes dos “Starfish”. E noutros três minutos depois sairiam os poucos “Pinguins” de que dispúnhamos.

Soprava um vento médio e constante em direção, o que reduziu um tanto o fator sorte e possibilitou uma velejada mais interessante e rápida. Mas sua força foi suficiente para provocar, com a inclinação que os barcos tomavam nos travezes e contraventos, o escorregamento para a água da proeira de um dos barcos que eu montara, a própria filha do timoneiro. Nada preocupante. O pai atirou-se também à água, emborcou o barco e segurou-o até que a jovenzinha se aproximasse nadando. Desvirou então o veleiro e ajudou a menina a voltar para bordo, prosseguindo na prova alguns poucos minutos depois.

Ao final, a surpresa: os “Starfish” haviam recuperado bastante da distância que, na partida, os separara dos “Hobie-Cat”. Assim ameaçado durante o transcorrer da disputa, o Manfred, que encabeçava a flotilha, depois de cruzar a linha de chegada embicou seu cat na praia aliviado e exultante:

--- Ganhamos, ganhamos, exclamou-nos ao colocar os pés na areia. O que ele queria dizer, e normalmente seria o obvio, era que os barcos que fabricava venceram as outras classes participantes. Mas seu entusiasmo logo se transformou em total desaponto, ao ser lembrado de que, apesar de vencer entre os catamarãs e chegar um pouco à frente de todo o pelotão, perdera em tempo real de um dos “Starfish”, devido à diferença de três minutos entre os dois tiros de partida. E o barquinho em questão fora justamente aquele que gastara um tempo precioso com a queda da menininha à água!

Uma performance surpreendente dos modestos “Starfish”, nossos veleirinhos improvisados, simplificados, barateados. Mesmo considerando que o timoneiro vencedor, o Oswaldo Kemeny, nosso associado, era um bem sucedido participante de regatas de outra classe mais competitiva na Represa de Guarapiranga. Mas o Manfred, de sua parte, seria em tese ainda melhor velejador --- afinal já fora campeão continental de outra classe muito disputada, a “Lightning”. A explicação pode ser encontrada no desempenho fraco desses multicascos, desprovidos de bolina ou qulha, nos contraventos. Mas essa regata, de memória inscrita com minúcias nos informativos do clube, foi durante muito tempo comentada com humor quando surgia o assunto da velocidade dos catamarãs.

Passou-se o tempo, os “Starfish” do clube haviam envelhecido um tanto junto com seus donos, ocorria um decréscimo de interesse na atividade vélica. Precisávamos fazer alguma coisa para renovar a flotilha vélica do clube. Aí, em certa ocasião, visitando o Iate Clube do Rio de Janeiro, conheci o “Laser”, recém-chegado ao país. Suas linhas, modernas mas não exageradas, justificavam a fama que já haviam adquirido por aqui, e encantavam a todos os adeptos da Vela, sobretudo a safra nova, a moçada. Resolvi fazer força em sua venda, fui até São Gonçalo, cidade perto de Niterói, em cujas vizinhanças situava-se o estaleiro dos “Lasers”. Conversei longamente com os fabricantes, donos da Performance Sailcraft do Brasil, e saí ganhando sua representação em minha área geográfica.

Não que, como negócio comercial, lucrativo, valesse muito a pena vender esses barcos --- como também a montagem e venda dos “Starfish” não acrescentara nada, ou quase nada, a meus proventos. Movia-me apenas o prazer de ver todos aqueles veleirinhos com seus panos abertos em nossas águas ubatubanas, organizar regatas e passeios conjuntos a locais próximos. Chegamos a ter regatas muito numerosas, houve uma com cento e quarenta e nove veleiros monotipos cruzando na enseada fronteira ao clube, até hoje um recorde na região. E isso valia todo o esforço. A pequena comissão recebida da Performance pagaria apenas as despesas de transporte dos barcos até Ubatuba, e eu os traria a reboque, aos poucos, pois o frete em caminhão ficaria caro e poderia danificar os cascos e demais implementos.

Assim, desmontei minha antiga carreta, a que transportara os “Starfish” a Ubatuba, e utilizando os mesmos velhos eixos elaborei em madeira outra maior, com possibilidade de receber até quatro barcos em seus “andares”. Com mais outro que viria sobre o carro, buscava otimizar a operação de translado, barateando-a. Mas, se um “Laser” sobre minha pequena WW Brasilia já chamava a atenção dos policiais rodoviários da Rio-Santos, o arrastar aquela carreta monstruosa a reboque com todos aqueles barcos empilhados os fazia engulir o apito a cada vez que passsava num posto de controle.

Era parado várias vezes em cada percurso, sempre havia problemas com os policiais, apesar da documentação perfeita dos dois veículos, o meu carro e a carreta. Numa ocasião retiveram-me por muitas horas num posto rodoviário isolado, numa noite chuvosa, e o diálogo com meus aprisionadores foi tenso, muito tenso, não sou de meias palavras. Quando finalmente me liberaram fiquei com fundado receio de que, mais adiante, num barranco da estrada, fosse atirado montanha abaixo sobre as pedras da costeira. Não vou aqui estender-me contando todos os apuros por que passei nessas viagens, tanto na estrada quanto nas cidades que atravessava, todos os assaltos ou quase-assaltos, mas não é grande exagero afirmar que talvez os perigos que enfrentei foram maiores do que os que toparia se trouxesse os barquinhos velejando de Niterói até Ubatuba. Coisas do Brasil e de brasileiros, que fazer?

Essa tensão nas idas ao Rio e São Gonçalo aliviou-se um pouco quando me ocorreu fazer humor sobre a situação. Mandei pintar duas faixas largas de pano, que prendi a cada lado da alta carreta, com grandes dizeres anunciando: “JÁ FUI FISCALIZADO ...... VEZES”. E a cada viajem corrigia, preenchia pintando à mão o espaço deixado vazio: trinta e sete vezes, depois trinta e oito vezes, trinta e nove vezes, .... sessenta e sete vezes ...

O estratagema funcionou, os policiais achavam graça na coisa, o clima opressivo da fiscalização se quebrava, isso quando havia fiscalização depois das risadas. Fiquei conhecido pelos fardados do pedaço, dava eventualmente carona a eles, e quando um desses caroneiros soube, em conversa jogada fora, que em meu clube criava cães pastores, a informação se espalhou entre seus colegas, aí então não tive mais paz. Melhor dizendo, aí é que as pastoras do clube não tiveram mais paz, tinham que procriar direto, a cada volta do Rio eu trazia uma ou mais encomendas de cachorrinhos a serem presenteados aos novos amigos rodoviários.

Uma lembrança bem agradável guardei dessas viagens a São Gonçalo: o quibebe de gerimum que sempre me aguardava no estaleiro da Performance Sailcraft. Costumava almoçar junto com os funcionários, por oferecimento deles, no próprio local de trabalho. Comida gostosa, simples e gostosa. Aí a cozinheira do estaleiro, gorda e simpática senhora, encantou-se com meu encanto à primeira vez que me foi colocado um prato de quibebe à frente. E não deu outra, a cada viagem ela era informada antecipadamente de minha chegada, e o saudoso quibebe nunca me faltou.

Normalmente saía de Ubatuba pela manhã, num dia útil de meio de semana, e no início da tarde já estava num posto de gasolina da Avenida Brasil, próximo ao início da ponte Rio-Niterói, onde deixava a carreta até a manhã seguinte. Perambular com ela pelo Rio era problemático, e o hotel onde ficava mal oferecia estacionamento para meu pequeno carro. Hospedava-me geralmente no Único, no Flamengo, de poucas estrelinhas mas barato e a apenas uma quadra da praia. Na manhã posterior fechava a conta do hotel, buscava a carreta, atravessava a ponte para Niterói e ia comer meu quibebe em São Gonçalo.

Com a repetição frequente dessas idas ao Rio e à Performance Sailcraft para buscar os “Laser”, e depois também à Trimar, o estaleiro do Jacques Mille e do Mário Besse, de onde passei a trazer os bons veleiros 445 de projeto francês, canoas canadenses e pranchas de Windsurf, veio-me a idéia de manter um veleiro à minha disposição na Marina da Glória. Pensava ficar um dia a mais no Rio a cada viagem, para aproveitá-la melhor divertindo-me um pouco. Dar umas velejadas na bela baía que só conhecera em duas regatas, uma na Escola Naval e outra no Rio Sailing Clube. Talvez comprasse um dos pequenos cabinados de madeira classe “Carioca”, cuja colocação na água não era difícil. Com sorte, poderia achar um barato, e daria até para dormir nele, dispensando o hotel. Eu já tinha um irmão morando no Rio, mas sua residência ficava na Barra da Tijuca, longe de meus interesses. Além disso, apaesar de seu oferecimento constante, não queria incomodá-lo em seu apartamento luxuoso onde não estaria tão à vontade --- apenas almoçei lá umas poucas vezes.

Com esse pensamento, dirigi-me ao escritório da Marina da Glória à busca de informações. Seu diretor de então, um velejador conhecido do qual não recordo com certeza o nome, esclareceu que não havia no momento vagas disponíveis, existia até uma pequena fila de interessados à espera que uma se abrisse. Mais: quando disse que residia em Ubatuba e expliquei meu intento, ele ajuntou que seria dada preferência a quem morasse no Rio. Para mim não seria problema, pensei, podia fazer a reserva em nome do irmão, mas deixei isso para mais tarde, queria avaliar melhor no assunto.

Comecei a me despedir, mas acontece, porém, que sentado ao lado do diretor em sua mesa estava uma figura, uma figura sorridente que me reteve um pouco mais. Talvez um pouco mais novo que eu, foi-me apresentado como Nelson. Pensei de início que fosse um funcionário da marina, mas não, era apenas um amigo do diretor, em visita. Comunicativo, contou que tinha uma escuna sediaada ali no Rio, e quando soube que eu residia em Ubatuba mostrou-se interessado, disse que soubera que o turismo náutico em minha região era desenvolvido, fez perguntas a respeito.

Eu entendia bem do assunto, porque os primeiros barcos que atuaram na região conduzindo turistas pertenciam a amigos meus , e um deles, o primeiro, só entrara no ramo por insistência minha. Desenhei um panorama do tema para o tal Nelson, que entusiasmou-se, perguntou se eu não aceitaria operar sua embarcação em Ubatuba, dividiríamos os lucros. Ora, eu mesmo já estivera a ponto de comprar a maior escuna aqui existente, um belo barco, robusto e semi-novo. O “Tatiana”, vindo de Recife, de vinte e um metros de convés, que me foi oferecido com facilidades tais que apenas com o lucro de operação de dois verões eu o pagaria facilmente. Refugara o tentador oferecimento, por não dispor de tempo para envolver-me nesse negócio, apesar de sabê-lo bastante lucrativo. Dinheiro não era e nunca foi minha principal motivação. E então, se não quisera tocar meu próprio barco de turismo, é evidente que não aceitaria tocar barco alheio.

Mas não o desanimei na sua intenção, disse que buscaria entre pessoas de minha confiança algum interessado em operar seu barco, e ele passou-me seu cartão de visitas, pedindo que eu telefonasse tão logo encontrasse esse alguém.

Nas despedidas, um convite: sabendo que eu estava sozinho e de passagem, sugeriu que jantássemos juntos. Combinei encontrá-lo em seu apartamento no início da noite. Ficava numa travessa junto à avenida Nossa Sra. de Copacabana, paralela à praia. Quando subi no elevador, ele disse que estava aguardando a visita de uma pessoa, um conhecido, perguntou se eu não me incomodaria de esperar um tanto. Era ainda cedo para comermos, e seria até bom que o jantar saísse mais tarde, pois depois dele o anfitrião se propunha a me mostrar o que chamou de “a noite carioca”, e a noite carioca começa tarde, informou. Por deferência a ele não recusei a esticada proposta, apesar de enfatizar que não deveria dormir muito tarde, pois o dia seguinte seria trabalhoso e eu pretendia começar a viagem de volta a Ubatuba antes de escurecer.

Lá pelas tantas, tocou a campaínha do apartamento e um cidadão com aspecto meio que de alemão foi-me apresentado. Seu nome era Alexandre Von Baumgarten, era o visitante aguardado. Conversa mena sobre generalidades, o Nelson falou-lhe a meu respeito, e ele identificou-se como proprietário da revista “O Cruzeiro”. Eu nem sabia que sobrevivia aquele antigo e conhecido semanário, em cujos bons tempos pertencera ao senador Assis Chateaubriand e integrara o grupo editorial Diários Associados, como seu carro-chefe. O recém-chegado comentou uma coincidência, disse que pretendia fazer brevemente contacto com a prefeitura de Ubatuba, para oferecer uma reportagem promocional em sua revista.

Foi quando ajuntei que a coincidência era ainda maior, pois eu ocupava o cargo de Secretário de Turismo do município. Mas logo tirei-lhe a esperança de um acordo fácil: nossa prefeitura não tinha dinheiro para promoções na mídia, apenas uns trocados foram reservados em meu orçamento para pagar mensagens nos jornais locais no dia do aniversário da cidade e no Natal. Nada mais. Mas havia a possibilidade de custeio da reportagem pelo comércio hoteleiro, eu verificaria isso e lhe daria um retorno por telefone.

Depois de tratar com o Nelson o assunto que o trouxera, quando me manti adequadamente afastado, o cidadão despediu-se, maneiroso, e nós também depois de alguns minutos descemos ao térreo. Deixei meu carro no estacionamento do prédio, e fomos no do Nelson até o restaurante La Fiorentina, no Leme, bastante conhecido e frequentado. Jantamos, e bem jantados começou a via sacra que o Nelson me prometera.

Eu não era na ocasião, e não sou agora, pessoa especialmente interessada na chamada vida noturna. Apenas na mocidade e solteirice, muitos anos antes e por curto tempo, frequentara a noite paulistana, madrugava diariamente nos estabelecimentos noturnos da moda, graças às preferências e insistências de uma namorada da ocasião. Tirando esse período, apenas uma eventual, rara chegada a um restaurante dançante ou a um espetáculo teatral. Nada mais. Nem tinha dinheiro para gastar nisso. Meus hábitos sempre foram simples, e quando não trabalhei no período noturno também não perdi minhas noites em mesa de inferninhos.

Mas não posso dizer que a faceta da noite carioca apresentada por meu anfitrião pecou pela monotonia. Foi divertida, sim. E, fato estranho, logo no primeiro local em que paramos, notei uma deferência exagerada com que ele era tratado. O gerente em pessoa nos conduziu a uma mesa de pista especialmente montada na hora, serviu-nos bebidas como oferta da casa, recomendou ficarmos até o primeiro show, que começaria logo. Havia uma boa cantora, valia a pena esperar.

Saímos meia hora depois, meu cicerone não pagou nada, apenas agradeceu, e o gerente parecia agradecer mais ainda a sua presença. Fomos a outra boite, e depois a outra, e outra, e outras mais. Creio que percorremos todo o ciclo das casas noturnas existentes na orla depois do túnel de Botafogo e até a Barra. Mas em todas elas, não importa sua variedade, notei maitres e gerentes solícitos em demasia, e cansei de perceber olhares curiosos estirados em nossa direção e outros observando-nos respeitosamente de soslaio, de ouvir cantores e cantoras que pareciam cantar só para o Nelson. E sempre o mesmo, ficavamos meia hora, três quartos de hora, uns goles de bebida, mordiscávamos algo, mas nenhuma conta apresentada à saída, só agradecimentos obsequiosos da gerência pela nossa visita.

Quando, por iniciativa minha, e já quase clareando o dia, foi interrompido finalmente esse desfile a que o Nelson me conduzia --- aleguei cansaço depois da viagem longa e lembrei-lhe novamente meus compromissos da manhã seguinte --- ao voltarmos ao prédio em que residia ele ainda me levou a umas portas meio escondidas ao fundo do beco, uma reentrância onde eu estacionara. Pediu-me apenas mais essa visita, essa seria o fecho, a chave de ouro. E, num certo sentido, foi.

Era um pequeno e enfumaçado ambiente, o teto baixo, todos os presentes esquisitamente de pé, em volta de uma pequena pista central. Não dava para perceber o que estavam olhando tão fixamente, aproximei-me e espiei por sobre seus ombros. No chão, sobre um tapete felpudo, desenrolava-se o show da noite. Deitados no piso, ora um sobre o outro, ora outro sobre um, os artistas do espetáculo. Um rapaz esguio mas bem dotado no setor, e uma mulher muito bem torneada, cada um de côr de pele marcadamente diferente, marcadamente oposta., ambos completamente nus, praticavam sexo. Sexo explícito, muito bem explícito, todas as variações da prática do sexo, ao som de uma música voluptuosa e diante da assistência silenciosa, atenta, que os cercava a pouco mais que metro.

Fiquei estatelado, chocado. Não sou hipócrita, até que fiz lá minhas coisas, e as fiz bem e numerosas. Mas não estava acostumado a esse grau de exposição pública da intimidade do sexo. Sempre o preferi íntimo, bem íntimo. E jamais acreditaria, naqueles tempos de moral pouco permissiva, que um tal “show” fosse tolerado pela polícia. Formalmente não era, soube. Mas eles existiam em locais meio escondidos, eram discretamente ignorados pela autoridade, decerto corria algum para fechar seus olhos. Representavam muito como chamariz para turistas deslumbrados, que voltavam depois a suas terras de origem como arautos gratuitos das misteriosas atrações da cidade maravilhosa.

Depois de me livrar de uma morena, até que bonita morena, uma pecadora profissional que sussurava-me ao ouvido que podia fazer ainda melhor que os “artistas”, despedi-me finalmente do Nelson e fui ao hotel dormir. Na manhã seguinte, poucas horas depois, levantei da cama com dificuldade quando o pessoal da portaria telefonou para despertar-me, como pedido. A bebida que não consegui, por educação, evitar tomar em cada um de todos aqueles locais visitado na noite anterior, fizera seu efeito. Acordei cansado, as pálpebras pesadas demoraram a descolar, e meio zonzo. O embarque dos veleiros em São Gonçalo e a longa viajem de volta foram um suplicio, várias vezes pensei em encostar em alguma pousada do caminho e voltar a dormir. Mas cheguei são e salvo à minha terra de adoção.

Aquele projeto de manter um barco na Marina da Glória, que me levou a conhecer ocasionalmente os dois curiosos personagens, foi repensado ainda na viajem de volta, e decidi esquecer a coisa toda, estava mais complicada do que previra. E, retornado a Ubatuba, nos próximos dias comentei o oferecimento do tal Von Baumgarten com o meu prefeito, e a resposta foi a esperada. Não havia dinheiro, eu que me arranjasse com o comércio.

Procurei então contactar os principais hoteleiros da cidade, e mesmo alguns proprietários de restaurantes mais frequentados e caros. Como eu antecipara, uma eventual reportagem na revista do Von Baumgarten sobre os atrativos turísticos da cidade, a ser paga por eles, não despertou muito entusiasmo, mesmo eu afirmando que, além do retorno institucional, seus próprios estabelecimentos poderiam ser divulgados a preço mais baixo e suportavel.

A revista “O Cruzeiro”, àquela época, já não era mais nem sombra do que tinha sido anos antes, ficara parada no tempo e sua importância fora ofuscada pelo aparecimento de outros semanários com matérias mais atraentes e apresentação moderna. E assim nossos hoteleiros acharam que o investimento não compensaria. Além do que, estando já muito distantes os dias do último verão turístico, aqueles dois exiguos meses em que o comércio local conseguia arrecadar o suficiente para pagar dívidas atrazadas, e distante também o próximo período de festas de fim de ano e as sequentes férias escolares, não havia em suas contas bancárias dinheiro para investir em coisa menos palpável que a própria sobrevivência imediata.

Enfim, aqueles primeiros entendimentos com o cidadão não frutificaram. Para não dizer de chofre que nada havia conseguido, passei-lhe os telefones dos hoteleiros contactados, a fim de que ele próprio fizesse diretamente sua proposta, mas creio que nem chegou a usá-los.

Ouviria, mais adiante, notícias sobre ele, e notícias que me surpreenderam. Levei um susto quando, sentado na sala certa noite a ver os jornais televisivos, soube de seu assassinato. Com o tempo, viria a conhecer alguma coisa mais sobre sua história. Consta que era agente da comunidade militar de informações, e sua revista seria utilizada pelo SNI, que discretamente a manteria. Sua morte, a de sua mulher, e a do barqueiro que os levava a uma pescaria na Guanabara, causou muito impacto na mídia noticiosa, teria sido uma queima de arquivo determinada por gente poderosa do regime vigente. Muito se especulou e se especula ainda sobre o fato, até hoje nebuloso, envolto em mistério.

Quanto ao Nelson, ele telefonou-me dias depois, e disse que a vinda de sua escuna para trabalhar em Ubatuba estava dependendo apenas da solução de alguns problemas. Mantivemos esse contacto por pouco tempo, e isso também deu em nada. Acho que ele avaliou mais friamente a complexidade de manter sua embarcação operando assim tão longe, e optou por deixá-lo no Rio mesmo.

Mas eu entenderia logo o porque de tantas mesuras e rapapés nos locais que ele me levou a visitar naquele entrevero noturno diferente. Ao olhar o cartão de visitas que me passara quando o conhecera na Marina da Glória, li distraído seu nome, Nelson Cândido da Motta Filho. Porém não o liguei de imediato ao personagem conhecido das rodas artísticas e mundanas. Descobriria isso em meu retorno.

Vejo-o de vez em quando na TV, em quadros culturais que dirige na Rede Globo, e ainda quando ele próprio é entrevistado sobre alguma de suas bem sucedidas atividades de escritor, empresário musical, jornalista, letrista, compositor. E a cada vez a figura simpática e bem-humorada do Nelson Motta me faz lembrar o anfitrião pressuroso que certa ocasião, num tempo já distante, guiou este matuto meio moralista nos atrativos e segredos espantosos da noite carioca.


Autorizado pelo Magalhães (Maga)