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sábado, 25 de dezembro de 2010

Abraham Lincoln: 12/02/1809 a 15/04/1865

Abraham Lincoln:
12/02/1809 a 15/04/1865

Não poderás ajudar aos homens de maneira permanente se fizeres por eles
aquilo que eles podem e devem fazer por si mesmos.

Quando pratico o bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal. Eis a minha religião.

Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes.

Se a escravatura não é má, nada é mau.

Senhor, minha preocupação não é se Deus está ao nosso lado;
minha maior preocupação é estar ao lado de Deus, porque Deus é sempre certo.

Não fortalecerás os fracos, por enfraquecer os fortes.
Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os pagam.
Não estimularas a fraternidade, se alimentares o ódio.

Acho difícil que um indivíduo contemplando o céu possa dizer que não existe um criador.

Pode-se enganar a todos por algum tempo; Pode-se enganar alguns por todo o tempo;
Mas não se pode enganar a todos todo o tempo...

A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns.

Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.

O êxito da vida não se mede pelo caminho que você conquistou,
mas sim pelas dificuldades que superou no caminho.

O homem que trabalha somente pelo que recebe, não merece ser pago pelo que faz.

A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo.

A demagogia é a capacidade de vestir as idéias menores com as palavras maiores.

O trabalho é mais importante e é independente do capital.
O capital é apenas o fruto do trabalho, e não existiria sem ele.
O trabalho é superior ao capital e merece a consideração mais elevada

Nunca devemos mudar de cavalo no meio do rio.

O primeiro dos bens, depois da saúde, é a paz interior.

Não criarás a prosperidade se desestimulares a poupança.

Não ajudarás os pobres se eliminares os ricos

Não poderás criar estabilidade permanente, baseando em dinheiro emprestado.

Não evitaras dificuldades se gastares mais do que ganhas

Não fortaleceras a dignidade e o animo, se subtraíres ao homem a iniciativa e a liberdade...

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

ATITUDE É TUDO!


Seja mais humano e agradável com as pessoas.


Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.

Viva com simplicidade.

Ame generosamente.

Cuide-se intensamente.

Fale com gentileza.

E, principalmente, não reclame.

Se preocupe em agradecer pelo que você é, e por tudo o que tem!

E deixe o restante com Deus.


Obs. Copiando meu amigo Guilherme

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

Depois de bicicletas, Paris lançará carros elétricos de aluguel para combater poluição

O transporte de Paris, revolucionado alguns anos atrás pela operação Vélib, que pôs à disposição do público milhares de bicicletas, se prepara para receber, no ano que vem, 3.000 carros "ecológicos" para "melhorar a qualidade de vida" e combater a poluição.
Denominada Autolib, a operação que estreará em outubro de 2011. "[Será] algo inédito no mundo nesta escala", disse o prefeito de Paris, o socialista Bertrand Delanoë, que previu uma "revolução" para as grandes cidades.
Benoit Tessier/Reuters
Depois do aluguel de bicicletas (foto), franceses ganharão Autolib, carros ecológicos que também serão alugados
Depois do aluguel de bicicletas (foto), franceses ganharão Autolib, carros ecológicos que também serão alugados
"É uma mudança radical na concepção humana da cidade", disse o prefeito, ao anunciar que o grupo francês Bolloré havia ganhado o contrato para operar a Autolib, que funcionará em Paris e outras 40 cidades francesas.
A Bolloré deve fornecer carros elétricos que funcionarão com baterias de lítio recarregáveis, com uma autonomia de 250 quilômetros.
A Autolib contará com cerca de mil estações onde retirar e devolver os carros, com o pagamento de uma assinatura e o tempo de uso. A previsão é que haverá cerca de 700 estações somente em Paris.
"Houve algumas experiências, em pequena escala, mas o que uma grande metrópole mundial se lance neste desafio, nesta escala, é algo inédito em escala mundial", destacou.
"Espero que será uma revolução eficaz que melhorará nossa qualidade de vida e, talvez, as relações entre os cidadãos", reafirmou Delanoë.


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A paciência diante da derrota.

A serenidade alerta.
A paciência diante da derrota.
A humildade diante da vitória.
A relatividade diante das derrotas e vitórias. 

sábado, 27 de novembro de 2010

Fernando de Noronha

Os passeios e viagens tem um plano, nós também tínhamos um para esta bela navegada.
O plano era mar calmo, meninas no convés tomando sol, “meninos” pescando e cozinhando, esperando a chegada ao paraíso. No entanto, a canção da viagem foi outra...

“ você não sabe o quanto eu enjoei, para chegar até aqui,
Percorri milhas e milhas antes de sorrir,
Eu só mareei,
As mais belas ondas naveguei,
Nas noites escuras de frio chorei, chorei....”



Continua em...
http://www.popa.com.br/_2010/CRONICAS/CYLON-ROSA-NETO/sonho-voltou-a-noronha/index.htm

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O NAVIO NEGREIRO


O NAVIO NEGREIRO

Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo - o mar em cima - o firmamento...
E no mar e no céu - a imensidade!
Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!
Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!
Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra - é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...

Castro Alves

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Saber mais de um idioma detém mal de Alzheimer, diz estudo

O bilinguismo praticado diariamente atrasa por vários anos o aparecimento dos sintomas do mal de Alzheimer em idosos, revelou um estudo publicado por um grupo de cientistas canadenses.
Este prazo pode se estender até cinco anos, um resultado que nenhum remédio existente permite atualmente, acrescentou a pesquisa realizada pelo instituto Rotman do centro de pesquisas geriátricas Baycrest de Toronto e publicada na revista "Neurology".
Os autores examinaram os expedientes médicos de mais de 200 pacientes nos quais a doença foi diagnosticada e constataram que aqueles que falavam com frequência duas ou três línguas durante vários anos se beneficiaram de um prazo de até cinco anos até aparecerem os sintomas de perda das funções mentais.
"Não estamos dizendo que o bilinguismo pode prevenir o mal de Alheimer ou outras doenças cerebrais, mas pode contribuir para criar reservas cognitivas no cérebro que parecem atrasar o aparecimento de sintomas do Alzheimer por um bom tempo", declarou o doutor Craik, especialista em cognição, citado em um comunicado da Baycrest.
Estes sintomas são perda de memória, confusão mental, dificuldade para resolver problemas e prever acontecimentos.
As descobertas se somam a outras pesquisas científicas segundo as quais fatores como exercícios físicos e uma alimentação saudável podem ajudar o cérebro perante um declínio de suas capacidades cognitivas

DA FRANCE PRESSE

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Elevação pelo trabalho



Contam as lendas que, quando Hércules ainda era muito jovem, saiu um dia para levar um recado de seu padrasto. Caminhava triste, mergulhado em pensamentos amargos. 
 
Questionava-se porque outros jovens, não melhores que ele, levavam uma vida fácil e cheia de prazer, enquanto para ele a vida era só trabalho e dor. 
 
Ruminando essas questões, chegou a uma bifurcação de estradas. Diante da incerteza sobre qual caminho deveria seguir, parou e olhou atentamente. 
 
A estrada à sua direita era montanhosa e acidentada. Não havia beleza nela nem nos seus arredores, mas conduzia diretamente às montanhas azuis que se perdiam na distância. 
 
A estrada à esquerda era larga e lisa, com árvores frondosas oferecendo sombras tentadoras em ambos os lados. Os pássaros cantavam alegres e as flores enfeitavam as margens do caminho. 
 
Mas essa estrada terminava em bruma e neblina muito antes de chegar às maravilhosas montanhas azuis que se podia ver ao longe. 
 
Enquanto o rapaz estava parado, em dúvida quanto à direção a seguir, vieram duas belas mulheres em sua direção, cada uma delas por uma das estradas. 
 
A que veio pelo caminho florido alcançou-o antes e era linda como um dia de verão. Tinha as faces coradas, os olhos faiscantes e dizia-lhe palavras tentadoras: 
 
- Oh, nobre jovem não se curve mais ao trabalho e às tarefas árduas; siga-me. Eu o conduzirei por caminhos agradáveis, onde não há tempestades para perturbar nem problemas para aborrecer. 
 
- Você terá uma vida fácil, sem responsabilidades. Bebida, comida requintada, ricas vestes, muita música e alegria. Venha comigo e sua estrada será um sonho de contentamento. 
 
A essa altura aproximou-se a outra bela mulher e falou ao rapaz: 
 
- Eu não lhe prometo nada, exceto o que irá conquistar por suas próprias forças. A estrada pela qual o conduzirei é acidentada e difícil. Terá que subir muitos morros e descer por vales e pântanos. 
 
- As vistas que por vezes você descortinará do topo dos morros são grandiosas, gloriosas, mas os vales profundos são escuros e a subida é penosa. No entanto, a estrada leva às montanhas azuis da felicidade eterna, que você pode ver no horizonte. Não se consegue alcançá-las sem trabalho. De fato não há nada que valha a pena possuir se não tiver sido ganho com esforço. 
 
- Se você quiser frutos e flores, deve plantá-los e cultivá-los. 
 
- Se quiser o amor de seus companheiros, deve amá-los e sofrer por eles; se quiser gozar dos favores dos céus, deve se tronar digno desses favores; se quiser gozar da felicidade plena, não deve desprezar a árdua estrada que a ela conduz. 
 
Hércules viu que essa mulher, embora fosse tão bela quanto a outra, tinha o semblante puro e suave, como uma manhã ensolarada de primavera. 
 
- Qual é o seu nome? Perguntou. 
 
- Alguns me chamam de trabalho - respondeu -, mas outros me conhecem como virtude. 
 
Ele virou-se para a primeira mulher e perguntou: 
 
- E qual é o seu nome? 
 
Ela respondeu com um sorriso nos lábios: 
 
- Alguns me chamam prazer, mas eu prefiro ser conhecida como a alegre e feliz... 
 
- Virtude - disse hércules -, tomarei a ti por minha guia! A estrada do trabalho e do esforço honesto deverá ser a minha e meu coração não mais abrigará a amargura nem o descontentamento. 
 
E ele tomou a mão da virtude e seguiu com ela pela estrada reta e agreste que conduzirá às claras montanhas azuis no horizonte distante. 
 
*** 
 
O caminho do progresso é cimentado com o suor dos trabalhadores leais do supremo bem, que descobrem no próprio sacrifício e no heroísmo silencioso e anônimo a glória da libertação espiritual.
 

ESPECIAL:



de R$ 25,00por R$ 22,00
(Baseado em "O Livro das Virtudes, pág. 269 - A escolha de Hércules.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

BRASILEIROS PRESOS NUMA MINA


Um grupo de 33 mineiros BRASILEIROS fica preso em uma mina a 700 metros de profundidade.
(versão abrasileirada) 
  
1) O Governo Brasileiro cria uma comissão supra-partidária para iniciar o resgate, incluindo 25 membros da situação e 19 da oposição. Cada membro com direito a 5 assessores e dois secretários. Os trabalhos atrasaram três meses, porque não houve acordo para nomear o presidente da comissão. 
  
2) Como as despesas não estavam previstas, o Governo criou uma CPMF (Contribuição Provisória para Mineiros Fudidos), que, embora provisória, com vigência até 2020. 
  
3) O Chile ofereceu-se para emprestar os equipamentos utilizados no salvamento daquele pais, mas a carga ficou retida na alfândega brasileira por mais de três meses. O chefe da fiscalização somente os liberou após o pagamento de propina. 
  
4) Depois, os equipamentos ficaram parados na estrada brasileira por quase dois meses, pois o MST havia feito uma invasão e bloqueado a rodovia. 
  
5) O consulado brasileiro em Santiago demorou dois meses para conceder visto de entrada aos chilenos operadores do guindaste e da cápsula de salvamento, pois eles não puderam comprovar fonte de renda no Brasil. 
  
6) Quando finalmente tudo foi “regularizado”, o Sindicato Brasileiro dos Operadores de Máquinas entrou na Justiça com uma liminar proibindo o trabalho dos chilenos, pois eles não eram sindicalizados. 
  
7) Como a Justiça brasileira é bastante ágil, a liminar foi "prontamente" derrubada em seis meses e foi permitido o trabalho dos chilenos. 
  
8) Quando o guindaste desce a cápsula de salvamento, o cabo de aço se rompe, pois haviam comprado um cabo de terceira qualidade, embora a preço de ouro. 
  
9) Criou-se uma CPI para levantar as responsabilidades. Depois de quatro meses de discussão, acabou sendo arquivada pelo Conselho de Ética do Senado. 
  
10) FINALMENTE, depois de dois anos e meio, chegou o dia do primeiro resgate. 
  
SURPRESA!!!! O resgatado é o único que ficou preso na mina, pois os outros 32 eram funcionários “fantasmas” e nunca tinham entrado nela. 
  
11) No discurso de saudação ao mineiro resgatado, Lula enche o peito e afirma: “Nunca antes neste país se deu tanta atenção aos trabalhadores das minas...” 
 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Amazon vende duas vezes mais best-sellers digitais que impressos

A venda de livros eletrônicos pela Amazon neste ano triplicam às do mesmo período de 2009, fazendo com que a empresa, que nasceu como uma livraria pela internet há 15 anos, vendesse duas vezes mais best-sellers em formato digital do que impressos.
A companhia americana, que comercializa seu próprio leitor de livros eletrônicos, o Kindle, revelou por meio de um comunicado que, no último mês, as vendas em formato digital superaram as impressas tanto entre os dez mais vendidos quanto entre os 25, os cem e os mil com mais saídas.
Ben Margot -6.out.09/AP
Venda de livros eletrônicos pela Amazon neste ano triplicam às do mesmo período de 2009, segundo informou a companhia hoje
Venda de livros eletrônicos pela Amazon neste ano triplicam às do mesmo período de 2009, segundo informou a companhia hoje
Para o vice-presidente da empresa, Steve Kessel, este marco tem mais importância se for levado em conta que a Amazon, que se transformou na maior loja pela internet dos Estados Unidos de todo tipo de produtos, "vendeu livros impressos nos últimos 15 anos, e para Kindle apenas nos últimos 36 meses".
Apesar destes avanços, a companhia com sede em Seattle, no estado americano de Washington, mantém sua política de não divulgar os dados exatos sobre quantos leitores Kindle vende, mas garante que é o produto mais comercializado de sua história.
Na semana passada, a Amazon informou que ganhou US$ 736 milhões (US$ 1,62 por ação) nos nove primeiros meses de 2010, o que significa um aumento de 42% em relação ao mesmo período de 2009.
Apenas no terceiro trimestre do ano, seu lucro líquido aumentou 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a US$ 231 milhões (US$ 0,51 por ação).
Estes aumentos foram possíveis graças ao aumento do faturamento, que no terceiro trimestre cresceu 38,7%, para US$ 7,56 bilhões, e neste ano 41,8%, para US$ 21,257 bilhões.

FONTE:

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Carpas, Tubarões e G Carpas, Tubarões e Golfinhos.





As Carpas, com medo da escassez e de serem agredidas:
Vivem isoladas, escondidas nos cantos.
Não se organizam, não se comunicam,
Não se auxiliam.
Sua carne é preciosa, suas escamas
E seu sangue são altamente medicinais.
Muitas vezes, morrem pela escassez.
Vivem amedrontadas e infelizes.
Para elas, golfinhos e tubarões são a mesma coisa.

Os Tubarões, andam desordenadamente:
Por todas as águas.
Abocanham tudo o que vêem pela frente,
Às vezes até pedaços de navio ou mesmo,
De um outro tubarão que foi ferido.
Não são cooperativos, não se comunicam,
Não se organizam.
Apesar de não se apavorarem,
São covardes e facilmente, atingidos.
Morrem, muitas vezes,
Pelo excesso de "qualquer coisa"
Que ingerem desmesuradamente.
Passam suas vidas agressivos,
Desequilibrados e insatisfeitos.
Para eles, carpas e golfinhos são a mesma coisa.

Os Golfinhos, ocupam todas as águas:
Com graça, alegria, vida.
Comem somente quando têm fome
E só os peixes pequenos.
São organizados,cooperativos
E se comunicam o tempo todo.
São amáveis, sábios e inteligentes.
Somente atacam para defesa própria.
São necessários apenas cinco golfinhos
Para se defenderem de noventa tubarões.
Ao se verem ameaçados,
Se organizam de uma forma que,
Um grupo distrai alguns tubarões,
Enquanto um dos golfinhos dá um bote certeiro
No peito de um tubarão que,
Por ter respiração frágil cai no fundo das águas
E morre, ou então, mordem um tubarão, que por sangrar,
Começa a ser devorado pelos outros tubarões,
Permitindo com isso
Que os golfinhos possam escapar.
Vivem uma vida longa,saudável e feliz.
Para eles, carpas e tubarões
São completamente diferentes.

- Tomemos cuidado com aqueles
Que se assemelham a tubarões.
Devemos evitá-los mas, quando não pudermos,
Não devemos temê-los.
E jamais imitá-los.

- Vamos ajudar as carpas,
Para que sejam integradas ao mundo.

- Vamos imitar os golfinhos, que são cooperativos,
Amigos, alegres, ativos, organizados, atentos,
Observadores, não gananciosos, comunicativos,
Criativos, vivendo uma vida tranqüila e feliz.


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Quase Tragédia

Caros,

Venho aqui dar meu depoimento sobre um fato que poderia ter se transformado em uma tragédia mas que, felizmente, teve como únicas consequências perdas materiais insignificantes e a NECESSIDADE de alertar a todos sobre o quanto a prevenção no mar e a manutenção de nossos barcos são importantes.

Semana retrasada tivemos a Patescaria em Paquetá, da qual participo desde os primeiros anos, sempre com muito prazer. É um evento único, uma oportunidade de ver em terra amigos que normalmente só encontramos na água e aqui, no fórum. Neste ano, porém, face à diversas demandas pessoais e ao mau tempo do sábado, me restou apenas a possibilidade de participar da regata, para mim um dos pontos altos da festa (ainda que seja apenas uma brincadeira entre amigos). Sem tempo para me dedicar ao barco, chamei um velho amigo, montamos o OaOa e partimos em direção à ilha no domingo de manhã (Para quem não sabe e para que este relato tenha melhor entendimento, o OaOa é um catamarã do tipo Day Dailer, cabinado mas de convés livre, com 28 pés). Tempo feio, céu escuro, vento acima do normal, o OaOa com os cascos imundos de cracas e sem bolinas, mas fomos assim mesmo, já que nenhum sistema importante estava inoperante. Chegamos à linha de partida com o apito de 4 minutos para a largada, ajustamos o barco para a orça, deixamos todos largarem bem na frente - pois a manobra do cat sem bolinas é "preguiçosa", requerendo bom espaço - e largamos com calma e segurança. Nesse intervalo para largar, prevendo os borrifos e o vento gelado que tomaria na cara até a Marina, acabei de vestir meu enxoval de mau tempo - uma jardineira, botas de borracha de cano longo, luvas e um casaco, tudo adequado (de uma famosa marca de roupas para velejar) ao que enfrentaria.

A regata, em si, teve seus momentos. Como era a segunda vez que corríamos no OaOa e dado estarmos sem bolinas e com os cascos sujos, andávamos menos do que podíamos, mas testávamos as reações (ótimas, considerando as condições) do barco. Orçávamos e o cat fazia entre 6 e 7 nós, às vezes passava de 8, mas derivando muito, de forma que nosso VMG seguia mais ou menos junto com a flotilha. No entanto, mesmo largando uns minutos atrasados, antes da Ponte já havíamos ultrapassado mais de meia dúzia de barcos. Também por conta da falta de orça decente, prevíamos que teríamos que subir bem acima do paredão da Escola Naval para cambar em direção à Marina da Glória, a linha de chegada. Só que o vento resolveu rondar bastante por lá - e para o lado que não interessava - o que nos fez desistir de cruzar a linha e rumar direto para o Jurujuba, nosso clube, pq não queria desmontar a tralha toda de noite. Eram, talvez, 16h30.

Meu amigo é um velho companheiro de velejadas, mas não é muito experiente em manobras em solitário.Como pretendia entrar no clube com os panos baixados e guardados para ter o convés livre para a manobra de atracação, ensinei-o como deixar o barco à capa, de modo a me ajudar a dobrar a genoa na proa, sobre a rede de proteção entre os cascos. Com duas pessoas e o barco praticamente parado, com a vela grande em cima e derivando sobre a alheta, foi uma faina dobrar a genoa com aquele vento, mas conseguimos dar cabo à tarefa. Lembro de meu amigo comentar o quanto é conveniente o cat se portar assim mesmo sob vento fresco, e eu comentei em cima que a rede de proa é extremamente útil para manobras como a que tínhamos acabado de fazer. Ainda observei que aquela que usávamos precisava ser trocada pq já havia dois ou três pontos de ruptura, mas que uma das vantagens de se usar rede em relação à tela era justamente a de ela "avisar" sobre sua vida útil, arrebentando aos poucos e não rasgando de uma vez, como a tela faria. Lêdo - e quase fatal - engano.

Desfizemos a capa e rumamos para o clube com a noite já se avizinhando. Talvez estivéssemos à meia milha do cais e a uns 400 metros do Morro do Morcego, no meio do canal da enseada, quando fui à proa passar o cabo do vai e vem, meu sistema de atracação. Os próximos passos seriam baixar a mestra, passar-lhe uns cabos, ligar o motor e atracar, coisa de 15 minutos no máximo. Estava em casa, toda a topografia ao redor tão familiar, tão querida, mesmo sob a moldura aquele dia feio. Estava na proa, sobre a rede, tinha acabado de passar a ponta da amarra na enora, terminava-lhe o lais de guia. Ajoelhei-me para melhor posicionar-me...e a maldita rede rompeu sob mim, de uma vez só.

Quem me lê, ative a câmara lenta. Só uma percepção anestesiada do tempo traz a noção do terror da cena.

Não fui para a água de imediato, pelo menos não acho que fui. Ouvia cada nó, cada quadradinho da rede abrindo, rompendo, rasgando, como se fosse uma longa rajada de metralhadora. Parei de cair, agarrado à rede, com uma perna na água, outra para o alto, um braço de cada lado do rombo, dedos crispados. Tentei me içar e nova série de rupturas ocorreu. Gritei para meu amigo, gritei de novo, mas ele não apareceu no convés, não senti o barco desacelerar seus 7, 8 nós, só de mestra, com o vento a favor. Não sei o que houve, porquê ele não me ouviu. Agora pendia com ambas as pernas para baixo, apenas um braço suportando o corpo sendo arrastado na água. Desse momento, me impressionou o silêncio que fazia sob a plataforma do convés, onde eu estava sendo arrastado. Nenhum silvo de vento, nem sequer marulho. Nada. A rede ia se rompendo cada vez mais, e o pod (carenagem hidrodinâmica do suporte do motor de popa) apontava para mim como um porto seguro, um local onde eu poderia me agarrar, talvez abraçar a rabeta do motor de popa, que jazia içada fora da água. Pensava nisso quando a rede finalmente me liberou - ou eu a liberei, não registrei bem. Estiquei os braços para o pod, mas antes que pudesse tirá-los da água o cat já estava a metros de mim. Acho que pouca gente imagina como pode ser veloz um barco quando se está olhando-o de perto, junto à sua linha dágua. Não dá tempo de nada e, mesmo que desse, o impacto poderia ter sido fatal. Creio que consegui alcançá-lo com uma das mãos, já que tive cortes nos dedos que não poderiam ter vindo de outro lugar senão o pod - exceto as cracas no fundo de um dos cascos, talvez.

O fato é que só após uns bons 20 metros e dois ou três berros foi que meu amigo me viu dentro dágua, flutuando razoavelmente. Levou ainda uns preciosos segundos para se dar conta da situação e outros tantos para repetir a manobra que meu anjo da guarda havia ensinado-o: pôr o barco à capa.

- Vem me buscar, manobre e vem!!
- Não consigo, o barco não camba!
- Vem me buscar, volte a velejar!
- Não vai! Não consigo!

E o OaOa, parado a uns 50 metros, parecia até bem perto. Umas braçadas e eu estaria lá...se estivesse de sunga ou de short. A roupa de tempo, enquanto seca, me deu alguns instantes de flutuação. No entanto, encharcando-se, me travava como se eu estivesse mumificado. E, claro, me afundava a ponto de eu não conseguir sequer boiar. Toda a flutuabilidade agora era conseguida à custa de pernadas e braçadas tão vigorosas quanto contidas pela roupa - e ainda havia de sobrar fôlego para ditar a manobra ao amigo desesperado;

- E agora, vc tem bóia?
- claro, no paiol de BB, na proa!
- E a retinida?
- Aí tb! Rápido, vem me buscar!!
- Calma!
- Rápido, porra, rápido!

Tentei manter o sangue frio e raciocinar. Tirar o casaco levaria tempo, pois estava fechado com velcro e zíper; as botas tb não sairiam, e eu não estava em condições de parar de respirar por 5 segundos que fossem para tentar. Buscava ar e tentava evitar as marolas que quebravam em meu rosto.

- Vem me buscar, amigo!
- Vem me buscar, porraa!!!

A boia circular apareceu, mas lançá-la de tão longe só ia acabar com mais uma chance de resgate.

- Não jogue, vai perder, não jogue, está longe!!
- Manobra, amigo, vem me buscar!

Não sei se ele me ouvia, mas eu não o ouvia mais; OaOa derivava devagar, para sotavento, o que tornava a comunicação verbal mais dífícil. Não sei se ele ouviu a pior parte, mas ouviu a melhor parte:

- Vem me buscar amigo, vou morrer!
- Vem me buscar, amigo, estou morrendo...
- Porra, liga o motor!!!!!O motor!!!Liga ele!!

Naqueles minutos eternos dentro dágua - nessa altura, 3 ou 4 - o Yamaha 15 jazia inerte na popa, abobadamente desligado e inútil. E eu, morrendo.

Dessa parte em diante o tempo ainda se deu ao mefistotélico luxo de ainda ficar mais lento. Inexperiente, o amigo salvador não conseguia baixar a rabeta, se enroscou com a trava do tilt.

- Levanta a alavanquinha preta ao lado do motor!
- Levanta a rabeta um pouco para liberar a trava!
- Vou morrer, vai rápido!!

Baixada a santa rabeta, faltava ligar. Meu motor pega de primeira SEMPRE, até mesmo depois de meses parado. Mas...

- Liga, amigo, liga, vou morrer, porra!!!
- Não pega!
- Liga!!
- Não pega!!

"Se o corta-corrente tiver saído da posição", pensei, "é o fim. Ele jamais vai conseguir ligar esse motor".

- Devagar, vai afogar!! (eu tb, aliás. Note que estou ficando irônico na hora de minha morte, por que lembrei que neste exato dia meu pai, com 86 anos, estava em seu 39° dia de UTI, com dois AVC´s e paralisado, sem se entregar. Será possível que eu ia chegar antes dele do outro lado, se é que existe um outro lado?)

- Vai, liga!
- Porra, não funciona!!!

As forças, finalmente, já me faltavam. Não havia mais ar que chegasse, os braços começaram a perder o vigor, as ondas lavavam meu rosto. Bastava engolir um gole e estaria tudo terminado.

- Amigo, estou morrendo...vem, porra!!

Foi quando a proa do OaOa, já a mais de 80 metros de mim, guinou em minha direção e veio célere, vela grande enfunada, uma das mais belas cenas que já vi de meu barco, meu amigo, Filho de Netuno! Mas...a talvez dez nós...

- Pára, Pára, vira!! Viraaaaa!!!!

As rodas de proa do OaOa, como todo cat Wave Piercing, tem menos de 2 cm de raio. Finíssimas, portanto. Se pega...um abraço. Verdadeiras facas.

Passou rente, me deixando por barlavento, mas deu para jogar a boia circular. O resto do relato, para não me alongar ainda mais, vcs imaginem. Passei outros 5 minutos na água só para recuperar meu fôlego e quase tive que ser icado pelo amantilho.

Lições (bem) aprendidas:

Seu barco FALA. Se algo não está 100% e isso representa algum risco, CONSERTE. A Lei de Murphy nunca falha. A rede que usei inicialmente no OaOa é uma rede de trapezista de circo, com carga de 500 kg m², de malha fina (3x3) e embora aparentemente segura, demonstrou pouca durabilidade sob o sol (menos de dois anos). As fixações dela são feitas por muitas alças de inox com parafusos passantes e varas maciças de fibra, que provaram ser adequadas. A rede JAMAIS deve falhar e romper e, se algo tiver que servir de fusível, que sejam ALGUMAS das fixações, pq nesse caso a rede se torna algo em quê se segurar em caso de falha. Um acidente como o meu já vitimou alguns velejadores de multicascos, inclusive o grande velejador Rob James, marido da tb famosa velejadora de multis Naomi James. A proxima rede será como definiu o Arnaldo Paes, da Cognac: cintos de segurança, entrelaçados. Carga de ruptura 1500 kg - por fita - e proteção anti-UV. Recomendo fortemente aos donos de multis que façam o mesmo.

Colete Salva Vidas tem esse nome, obviamente, porque SALVA VIDAS. No entanto, ainda é um trambolho que atrapalha a movimentação do velejador, em particular do esportivo. Mas é absolutamente necessário, especialmente se for sair sozinho. Note que a falha da rede poderia ter acontecido num belo dia de sol - não teve relação com o mau tempo. Quem usa coletes num belo dia de sol? Há modelos compactos e outros infláveis, menos ruins que os obrigatórios.

Vestuário TEM que ser levado em conta. Após passar anos e anos sofrendo de frio para velejar no inverno, tempos atrás me dei de presente uma roupa adequada, completa, que uso pouco mas que me é muito conveniente. De fato, como roupa de tempo, ela é excepcional, desde que FORA dágua. Dentro, dá uma bela mortalha e, no final, o cara do IML vai meter a faca nela de qualquer maneira. Assim, NUNCA caia na água - nem tentando salvar alguém!!! - de roupa de tempo sem colete. É absolutamente impossível nadar completamente vestido com elas. A opção é usar um bom neoprene com alguma roupa de malha por cima, para proteger (o neoprene). Esquenta tanto quanto uma boa roupa de tempo, mas tem flutuabilidade positiva e dá para nadar com elas. Tem outros inconvenientes - é frágil, não tem bolsos, os gordinhos ficam parecidos com o Sr. Incrível, etc - mas penso ser boa opção. Como o neoprene e botas vão te deixar parecido com o Peter Pan - só que de preto ao invés de verde, via de regra - o melhor são sapatilhas de neoprene, talvez protegidas por um bom mocassim tipo top sider um ou dois números acima.

Cinto de Segurança é algo extremente útil se vc está velejando com mais de uma pessoa à bordo. Fora isso, ele deveria ser tão curto que as manobras seriam prejudicadas, uma vez que se vc cair pela amurada e estiver sozinho, provavelmente estará em apuros se não puder se re-içar sozinho. Imagine-se estar sendo rebocado a 6, 7 nós por milhas à fio, sem ter ninguém que pare o barco? A possibilidade de beber água e de se afogar é grande. A solução para isso é DISCIPLINA: um cabo - Linha da Vida - esticado pelo barco e um cabo curto SEMPRE passado nela. E sempre lembrar do adágio "uma mão para o barco, outra para vc"

Treinamento de sua tripulação é FUNDAMENTAL, e por tripulação inclua-se vc. Teria sido apenas um susto se, desde o início, ainda antes de eu começar a afundar, meu amigo tivesse cambado em roda e feito a manobra de resgate ou, mais simples ainda, ter ligado rapidamente o motor. O que impediu a ele de manobrar o barco foi DESCONHECIMENTO da manobra MOB e falta de prática com o motor - que ele me viu ligar várias vezes, mas nunca tinha tentado sozinho.

Treine sua tripulação
Localize e deixe disponíveis os recursos de salvatagem
Converse sobre situações de risco, mesmo as mais improváveis (Vc sabe o que fazer em caso de fogo? Furo abaixo da linha dágua? Vazamento de gás? Criança ao mar?)
Capacite a sua tripulação a usar motor, rádio, a ligar a parte elétrica de seu barco SEMPRE
Condicione-se a ficar CALMO. Vc poderá ter que comandar um resgate, até o seu próprio, como eu fiz (não fui perfeito, só lembrei do motor quando a Luz Branca já estava se abrindo para mim, me chamando!!!).

Desculpem o longo relato, mas após brigar com a vaidade de ter 28 anos de vela sem ter tido um acidente, me rendi ao bom senso e decidi levar a vcs esta passagem na intenção de ALERTAR, CONSCIENTIZAR e fazer REFLETIR. Sei que cometi erros (sem colete, manutenção deficiente, etc.) mas aceito as eventuais críticas pensando em quem atiraria a primeira pedra quando o assunto é SEGURANÇA.

Um abraço e bons ventos a todos.

Fonte:   Grupo Altomar  
De:
marciociber@uol.com.br
Marcio Cibreiros

Catamarã OaOa
Rio de Janeiro / Niterói.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Regata Internacional Recife – Fernando de Noronha

23 de setembro de 2010

A Regata Internacional Recife – Fernando de Noronha atrai, todos os anos, competidores do Brasil e de várias partes do mundo. E não é difícil entender por quê. O mar, o vento e o clima de Pernambuco são ideais para a navegação. E as paisagens, tanto na partida quanto na chegada, são das mais belas do país.

Os barcos partem do Marco Zero, ponto turístico do Recife e seguem com destino a Fernando de Noronha, ilha oceânica de águas cristalinas, onde é possível encontrar natureza pura, com golfinhos e atobás fazendo a festa dos visitantes. São 300 milhas náuticas de percurso, ou 545 km entre céu e mar.
Organizada pelo Cabanga Iate Clube de Pernambuco, em parceria com a Federação Pernambucana de Vela e Motor, a REFENO quebrou um recorde em 2004: foram 146 barcos inscritos na regata. Veleiros de tamanhos e categorias diferentes. E o grande vencedor foi o Ave Rara, um trimarã de Pernambuco, embarcação espartana e muito veloz, comandada por Vicente Gallo.
A REFENO é considerada a primeira regata oceânica do país. Ela foi criada em 1986 e cresceu tanto, que hoje é necessário limitar o número de participantes.
O atual recorde é do veleiro Adrenalina Pura, da Bahia, que tem como comandante Georg Ehrensperger. Ele conquistou a marca de 14 horas, 34 minutos e 54 segundos em 2007.
Mas não é apenas o barco que chega primeiro que recebe prêmio na regata mais charmosa do Brasil. Além do fita azul, os três primeiros colocados das diversas classes também recebem troféus. Outras premiações também fazem a alegria dos competidores, como o primeiro estrangeiro a cruzar a linha de chegada, o barco que vem de mais longe, o tripulante mais jovem e o mais velho e a primeira mulher a chegar. O penúltimo colocado na regata leva para casa o troféu TAMAR: tartaruga marinha.
E é assim, festejando do primeiro ao último colocado, que a REFENO faz sucesso. Ela é muito mais do que uma simples competição; é um ponto de encontro de amigos, que escolheram a vela como estilo de vida.
História
Navegar entre o Recife e Fernando de Noronha sempre foi o sonho de muitos velejadores. A primeira travessia, ainda amadora, aconteceu em 1984, realizada pelo barco Odisseus, que contou com cinco tripulantes. Hoje o veleiro se encontra no Museu do Tubarão, em Fernando de Noronha.
Em 1985, um dos tripulantes do Odisseus, o velejador Maurício Castro, resolveu promover com alguns amigos, um cruzeiro com destino à ilha. Seis barcos fizeram a travessia, que ganhou o nome de Cruzfafeno – Cruzeiro em Flotilha ao Arquipélago de Fernando de Noronha.
Com o sucesso da Cruzfafeno, um ano depois foi realizada a primeira REFENO – Regata Internacional Recife – Fernando de Noronha. A competição contou com a participação de 20 veleiros de várias partes do mundo. O principal objetivo dos organizadores foi promover uma regata ecológica, na qual os velejadores tivessem que cumprir também regras para preservar o meio-ambiente. E deu certo. Desde que foi criada, a REFENO ganha mais e mais adeptos apaixonados, que acabam voltando no ano seguinte para matar a saudade.

Refeno - Barcos já estão a caminho de Noronha





Seis países, nove estados brasileiros, 138 embarcações, cerca de 700 tripulantes, entre 24 e 72 horas de viagem e um público de mais de duas mil pessoas. Estes são os números da Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha (Refeno), a mais importante prova do tipo na América Latina. A largada foi dada na tarde de ontem, pontualmente às 15h, no Marco Zero, Recife Antigo. Em sua 22ª edição, a prova atraiu todos os tipos de embarcações: veleiros de ponta, cruzeiristas amadores, veleiros de passeio e veleiros-escola. O vencedor deve ser conhecido hoje à tarde.

"São 300 milhas de mar, cerca de 500 quilômentros. Os mais rápidos completam a prova com 24 horas, alguns só chegarão à Noronha na terça-feira", explicou o coordenador do evento, Marcos Medeiros. Segundo ele, os favoristos desta edição são o veleiro Ave Rara, comandado pelo pernambuco Gustavo Peixoto e o Espartano, do maranhense Sérgio Martins. "Os barcos de multi-cascos são mais rápidos então a decisão da prova fica com os integrantes desta categoria",reforçou. As outras categorias competindo são Bico de Prôa, Aberta, RGS e ORC.

Na largada, o clima foi de festa, mas houve quem reclamasse da divulgação do evento, como os amigos Advan Lima, Gregorio Félix e Márdio Almeida. "Muita gente está em casa sem fazer nada porque não soube que a largada seria hoje", afirmou Advan. Já para Gregorio, a regata poderia agregar mais eventos. "Houve um ano em que a Universidade Federal Rural de Pernambuco trouxe uma exposição de peixes para o armazem durante a Refeno. Foi um sucesso, mas nunca se repetiu". 

domingo, 19 de setembro de 2010

VOTE NA DILMA por Arnaldo Jabor

VOTE NA DILMA !
as promoções da época!

Vote na Dilma e ganhe, inteiramente gratis, um José Sarney de presente agregado ao Michel Temmer.

Mas não é só isso, votando na Dilma você também leva, inteiramente grátis (GRÁTIS???) um Fernando Collor de presente.

Não pense que a promoção termina aqui.

Votando na Dilma você também ganha, inteiramente grátis, um Renan Calheiros e um Jader Barbalho.

Mas atenção: se você votar na Dilma, também ganhará uma Roseana Sarney no Maranhão, uma Ideli Salvati em Santa Catarina e uma Martha Suplício em S.Paulo.

Ligue já para a Dirceu-Shop, e ganhe este maravilhoso pacote de presente: Dilma, Collor, Sarney pai, Sarney filho, Roseana Sarney, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno, e muito, muito mais, com um único voto.

E tem mais, você também leva inteiramente grátis, bonequinhos do Chavez, do Evo Morales, do Fidel Castro ao lado do Raul Castro, do Ahmadinejad, do Hammas e uma foto autografada das FARC´s da Colombia.
Isso sem falar no poster inteiramente grátis dos líderes dos bandidos "Sem Terra", Pedro Stedile e José Rainha, além do Minc com uniforme de guerrilheiro e sequestrador.

Ganhe, ainda, sem concurso, uma leva de deputados especialistas em mensalinhos e mensalões. E mais: ganhe curso intensivo de como esconder dinheiro na cueca, na meia, na bolsa ..., ministrado por Marcos Valério e José Adalberto Vieira da Silva e José Nobre Guimarães.

Tudo isto e muito mais..

sábado, 4 de setembro de 2010

Aratu Iate Clube

      Local onde estamos aguardando a largada para Maceio (será 06/09/2010), clube com uma estrutura maravilhosa e com total incentivo ao Cruzeiro Costa Leste (ate Recife) .

Algums fotos :
http://picasaweb.google.com/ogro.redes/AratuIateClubeBaiaDeSalvador#5513211688295746434

Amanhã posto mais fotos,  inclusive do nosso Veleiro Intuição.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

PayPal, gigante do comércio eletrônico, chega ao Brasil

O crescimento do comércio eletrônico trouxe o PayPal ao Brasil. O anúncio da instalação de uma das maiores empresas de pagamentos do mundo no país será feito na próxima semana.
Atualmente, 15% das vendas eletrônicas mundiais ocorrem via PayPal. Muitos consumidores preferem usá-lo para evitar abrir dados financeiros em sites desconhecidos. Para a companhia, é isso o que impede 85% dos internautas brasileiros de fazer compras on-line.
O negócio do PayPal é agir como intermediário nessa hora, evitando fraudes ou que alguém seja lesado. Ele também atua na transferência de valores entre empresas ou prestadores de serviço que realizam negócios no mundo real dentro de um país ou entre países.
Em outubro, a Folha revelou que o PayPal usaria o Brasil como base para sua expansão pela América Latina, prevendo que as vendas on-line movimentarão US$ 13 bilhões (cerca de R$ 23 bilhões) somente no Brasil até 2012.
No país existem concorrentes como PagSeguro e MoIP, mas eles estão restritos às compras on-line. Mesmo sem atuar no Brasil, o PayPal é usado por 2 milhões de empresas nacionais para adquirir importados. Elas movimentaram US$ 220 milhões no ano passado.
Com a instalação no país, qualquer consumidor poderá utilizar o sistema de pagamento e transferências, tanto no país quanto no exterior. Um tradutor, por exemplo, poderá oferecer seus serviços em 190 países e receberá via PayPal sacando os valores (convertidos para real) em sua agência bancária.
"Todas as operações são protegidas por um seguro e monitoradas por uma equipe antifraude", diz Mário Mello, presidente do PayPal no Brasil. "Os dados dos clientes são codificados e jamais abertos para terceiros."
Para usar o serviço, o internauta cadastra seu e-mail pelo site www.paypal.com.br. Ali vai informar dados financeiros, como o número de cartão de crédito e o da conta-corrente.
Essas informações ficam vinculadas ao e-mail cadastrado. Na hora de efetuar ou receber um pagamento, basta informá-lo e os créditos (ou débitos) são transferidos. Nas compras, o lançamento é feito direto no cartão de crédito. Nas transferências, ocorre pela conta-corrente.
As taxas cobradas podem chegar a 4,9% do valor negociado. Segundo Mello, a meta é tornar o Brasil o sexto maior faturamento do PayPal em quatro anos.

Fonte
JULIO WIZIACK
DE SÃO PAULO

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Paris faz planos para se tornar a "Cidade das Bicicletas"

Três anos depois de lançar um programa de aluguel de bicicletas, amplamente copiado por outras cidades, Paris está intensificando seus esforços para converter-se em capital aberta aos ciclistas, comparável a verdadeiros "paraísos das bicicletas" como Amsterdã e Berlim.
Centenas de quilômetros de novas ciclovias estão sendo criados na Cidade das Luzes, ciclistas estão conquistando novos direitos nas ruas e o serviço de aluguel de bicicletas públicas, lançado em 2007 pelo prefeito socialista Bernard Delanoe, está sendo ampliado para incentivar mais parisienses a deixar os carros em casa e pedalar.
Mal Langsdon/Reuters
Parisienses passam pela Torre Eiffel, em foto de 2007; cidade investe em transporte ciclístico
Parisienses passam em bicicletas pela Torre Eiffel, em foto de arquivo de 2007; cidade investe em transporte ciclístico
A meta é dobrar em uma década o número de bicicletas que circulam nos bulevares da capital.
Com a exceção da Tour de France, encerrada todos os anos com uma descida simbólica pela avenida Champs Elysées, as bicicletas no passado eram pouco vistas nas ruas de Paris.
Os ciclistas tinham poucos direitos e pedalar nas ruas da capital era uma aventura de alto risco. A situação começou a mudar no final de 1995, quando uma greve dos transportes públicos paralisou Paris, obrigando muitos habitantes a recorrer a suas bicicletas.
Seis anos depois, Delanoe chegou à prefeitura e lançou uma campanha para reduzir o trânsito e a poluição na zona central da cidade. Ele criou algumas das primeiras ciclovias e fechou ruas aos carros nos finais de semana, dentro da campanha "Paris Respira".
ALUGUEL
Mas a mudança maior se deu três anos atrás, com o lançamento do sistema de self-service Velib, com o qual parisienses e turistas podem alugar uma bicicleta estacionada em uma das centenas de estações próprias espalhadas pela cidade e deixá-la em outra estação em qualquer outro lugar de Paris.
Os usuários do Velib podem pagar por dia, semana ou por um ano inteiro; a participação por um ano inteiro custa apenas 29 euros. A primeira meia hora de cada percurso é gratuita, e a partir daí é cobrada uma taxa que vai subindo.
"Desde o primeiro dia em que deixei minha bike em casa para aderir ao Velib fiz uma assinatura e estou adorando", falou Kate Dupont, de 30 e poucos anos, que usa o sistema todos os dias para deslocar-se entre seu apartamento, perto da Bastilha, e o trabalho, ao lado do museu do Louvre.
LONDRES E BRUXELAS
O serviço enfrentou alguns problemas. A prefeitura foi obrigada a substituir a frota inteira de 20 mil bikes em dois anos -- uma despesa custeada pelos contribuintes -- porque muitas delas foram roubadas ou depredadas.
Apesar disso, o Velib, administrado pela gigante publicitária JC Decaux em troca de espaço publicitário adicional nas ruas de Paris, vem sendo um sucesso retumbante.
Cerca de 162 mil parisienses já fizeram assinaturas por períodos longos. Um novo aplicativo para o iPhone da Apple permite que os usuários do sistema vejam quantas bicicletas estão estacionadas nas 1.800 estações espalhadas pela capital.
No mês passado, Londres lançou um esquema que segue o exemplo do sistema parisiense. Bruxelas inaugurou no ano passado um novo serviço de bicicletas batizado de Villo!.
Pelos novos planos aprovados pela Câmara Municipal em junho, até 2014 Paris vai ampliar sua rede de ciclovias dos 440 quilômetros atuais para 700 quilômetros.

FONTE
DA REUTERS, EM PARIS