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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Como melhorar o desempenho de um PC com Windows, qualquer Windows


Corte os excessos
O sistema operacional da Microsoft é carregado de efeitos que, para funcionar, usam muitos recursos do hardware, sem que estes tragam benefícios reais para o usuário. Caso o usário decida desativar alguns desses (d)efeitos, o Windows irá utilizar os recursos liberados para a realização de outras coisas, tais como os aplicativos utilizados por você.
No Windows XP abra o Painel de Controle, Sistema e clique na aba Avançado. Clique em Configurações(Desempenho) e selecione a opção Ajustar para obter um melhor desempenho
Saiba que fazer alterações nesse quesito fará alguns efeitos sumirem, como as sombras que ficam sob os menus. Se você acha que pode sobreviver sem tais firulas do sistema operacional, saiba que resultado disso é um computador mais rápido. 
ajustar.jpg
Ajuste as opções de desempenho para melhorar a performance de seu sistema
Já no Vista comece desabilitando a barra lateral, onde ficam os widgets e que usa muitos recursos de hardware, embora o usuário nem sempre saiba disso. Sem contar que, tanto no Vista como no Windows 7, desabilitar a funcionalidade Aero irá liberar uma parcela significativa da memória do seu PC. O resultado disso é uma melhora sensível no poder de processamento.
Clique com o botão direito do mouse sobre a área de trabalho e selecione Personalizar. No Vista clique em Aparência e Cor da Janela, e desmarque a opção Habilitar Transparência. No Windows 7, selecione o tema Windows 7 Basic.
Desative aplicativos
Quem tem instalados no PC uma grande quantidade de programas e aplicativos precisa checar se nenhum deles está consumindo recursos demais a ponto de prejudicar o funcionamento geral do computador e, consequentemente, deixando-o excessivamente lento.
A situação fica ainda mais complicada se determinados programas estão configurados para serem carregados quando o Windows é carregado, deixando o boot mais lento. Acha isso pouco? Pois ainda há mais: muitos desses programas continuam em execução, ocupando espaço na memória, mesmo que o usuário não se dê conta ou os utilize.
No Windows 7 ou no Vista, clique em Iniciar e digite msconfig, no campo para pesquisa de arquivos e programas, e dê Enter. Na janela de configuração do sistema, selecione a aba Inicializar. Na coluna de comando, procure pelos programas que não quer que sejam iniciados durante o boot.
Caso tenha dúvidas sobre o que determinado aplicativo faz, faça uma busca na web com seu navegador predileto para descobrir a importância dele e o impacto que sua desativação ou retardo na carga pode acarretar.
Desmarque todos os programas que desejar, por exemplo, se tiver o iTunes e QuickTime instalados procure pelos arquivos: iTunesHelper.exe e QTTask.exe. Quando terminar, clique em OK.
Além dos programas que rodam na inicialização, você também pode encontrar serviços que alteram o desempenho do seu computador; a Microsoft recomenda que também se faça ajuste neles, no caso para quem tem o Windows 7.
Clique em Iniciar, digite services.msc, no campo de buscas, e dê Enter. A janela de serviços irá abrir, com uma lista de opções e executáveis que é mais confusa do que a janela de Inicialização.
Para identificar quais serviços desativar (e quais deixar ativos), verifique na página do Black Viper uma lista com todos os serviços do Windows 7 (e de todas as edições), que você deve modificar e que parâmetros devem ser ajustados. 
win-services-350.jpg
Tela de serviços do Windows 7
Você deve se preocupar apenas com a listagem Tipo de Inicialização que aparecerá na tela em seguida. Substituindo entre os modos Automático, Manual e Desabilitado, dependendo das recomendações do Black Viper,você conseguirá controlar exatamente quais serviços devem ser inicializados durante o processo de boot do Windows e durante o uso comum do sistema operacional.
Mantenha o desempenho em alta
Se quiser manter seu sistema mais rápido, limpe também a pasta de arquivos temporários, geralmente localizada no diretório C:\Windows. Faça isso sempre que iniciar seu sistema.
E não utilize a ferramenta de desinstalação do Windows 7 ou a opção desinstalar de um programa para remover um aplicativo de seu drive. Em vez disso, use o utilitário gratuito Revo Uninstaller. Este ótimo aplicativo remove programas usando a rotina padrão de desinstalação, mas também vai além ao escanear seu sistema e Registro para limpar todos os traços deixados pelo programa no disco rígido.

ORIGINAL

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Google anuncia sistema que vai levar internet à TV


Google anuncia sistema que vai levar internet à TV

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MARINA LANG
da Reportagem Local
Atualizado às 14h52.
Dentro das expectativas que pairavam no mercado há meses, o Google anunciou o sistema de TV na conferência de desenvolvedores I/O nesta quinta-feira (20), em San Francisco, nos EUA.
A ambição do Google mira um público espectador composto por 4 bilhões de pessoas, o que faz deste mercado o maior do mundo, com publicidade equivalente a US$ 70 bilhões anuais.
Vídeo mostra como funciona o Google TV
Google diz que colheu informações privadas por engano
Google muda estratégia e deixará de vender smartphones na internet
"New York Times" começa a cobrar por conteúdo on-line em janeiro de 2011
China e EUA retomam discussão sobre direitos humanos
Facebook é o quarto maior alvo de spam no primeiro trimestre de 2010
Grosso modo, o sistema leva comandos da internet à programação televisiva --por exemplo, se o usuário faz uma busca pelo seriado "House", vai encontrar resultados tanto da televisão (canais FOX e USA nos Estados Unidos) e quanto da internet (Fox, Hulu e Amazon, também tendo como parâmetro os EUA). Usuários também poderão gravar o conteúdo, por meio do sistema digital DVR.
Segundo o blog de tecnologia Engadget, o Google disse que o "vídeo deve ser consumido na maior, melhor e mais brilhante tela na sua casa, que é a TV".
Reprodução/Engadget
Executivo-chefe do Google, Eric Schmidt (1º à esq.), acompanhado de executivos dos parceiros do sistema
Executivo-chefe do Google, Eric Schmidt (1º à esq.), acompanhado de executivos dos parceiros do sistema
O sistema da plataforma de web para TV roda em sistema operacional Android 2.1, tem navegador Chrome e tecnologia Flash 10.1. O Google anunciou que vai liberar ferramentas para desenvolvedores "criarem suas próprias experiências". Na I/O, participam 3.000 programadores que trabalham com o sistema do Google.
Também foram confirmadas as parcerias com Sony (responsável pelo aparelho televisivo), Intel (processador Atom) e Logitech (o chamado box do sistema de TV-internet), conforme rumores que circulavam há meses.
"Para usuários, não importa de onde o conteúdo venha. Eles querem apenas que seja rápido e conveniente", disse o gerente de produto do Google, Rishi Chandra.
A tela inicial apresentada pelo Google dispõe todo o conteúdo favorito do usuário, assim como aplicativos --com parcerias da Amazon e da NetFlix, segundo o executivo do Google.
Na conferência, houve demonstração de personalização de conteúdos na televisão, a partir do exemplo de que o filho de Chandra gosta da série infantil Sesame Street (Vila Sésamo, na versão norte-americana). Com o Google TV, ele pode centrar o que vai assistir nos personagens favoritos, por intermédio do site oficial do seriado.
Reprodução/Engadget
Na conferência, houve demonstração de personalização de conteúdos na televisão, a partir de Sesame St.
Na conferência, houve demonstração de personalização de conteúdos na televisão, a partir de Sesame St.
Outra função simultânea apresentada pelo Google é voltada ao esporte: no exemplo, um jogo de basquete figura em uma tela secundária, enquanto o usuário navega pela tabela de resultados do Yahoo! no browser, em primeiro plano. "É apenas uma ferramenta simples", comentou Chandra.
No hardware, vêm embutidos conexão Wi-Fi, entrada para cabo existente (TV ou satélite) que é conectado à caixa de TV do Google via HDMI, unidade de processamento gráfico (para gráficos avançados de visualização na internet) e microprocessador para sinal digital (voltado para áudio).
O Google teve alguns problemas técnicos na demonstração do sistema no evento, e atribuiu isso ao sistema Bluetooth dos celulares ligados. Mesmo pedindo constantemente o desligamento dos aparelhos, o problema persistia.
"Vocês viram o potencial da computação em nuvem. Vocês viram a possibilidade de ir do servidor para o cliente --nesse caso, a televisão-- e vocês ainda podem programá-la, usando as poderosas ferramentas [de programação] que usamos todos os dias", disse Eric Schmidt, executivo-chefe do Google, que subiu ao palco no final da apresentação.
Reprodução/Engadget
Jogo de basquete figura em uma tela secundária, enquanto o usuário navega pela tabela de resultados no browser
Jogo de basquete figura em uma tela secundária, enquanto o usuário navega pela tabela de resultados

ORIGINAL

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u738097.shtml

sábado, 15 de maio de 2010

Saiba quanto custa investir em um estilo de vida sustentável


IARA BIDERMAN
Colaboração para a Folha
Em uma definição simplista e ideal, uma casa sustentável é amiga do planeta e do orçamento doméstico, confortável, bonita e saudável.
No mundo real, ainda há muita confusão entre o que é apenas marketing verde, para vender produtos ditos ecológicos, e o que é sustentável de fato. E muito mais dúvidas à respeito de quanto custa ou quanto vale a pena gastar para alcançar esse ideal.
Rodrigo Capote/Folha Imagem
Cozinha do protótipo de casa popular sustentável de 40 m², a Casa Aqua
Cozinha do protótipo de casa popular sustentável de 40m²; saiba o que compensana na hora de deixar a casa econômica e saudável
Além dos argumentos sobre a importância das atitudes que garantem o futuro da humanidade, também é preciso convencer o consumidor de que os produtos para isso não são necessariamente mais caros. Ou que são apenas um pouco mais caros, mas que se pagam com a economia que geram.
"No último ano, a venda de produtos para a construção sustentável cresceu 30%", diz Marco Gala, diretor de marketing da Leroy Merlin, cadeia de megalojas de material de construção. Segundo ele, o crescimento do mercado fez os preços baixarem.
Mesmo assim, a produção em menor escala e envolvendo uma série de custos extras, como o da certificação, faz com que, na maioria das vezes, o preço final seja mais alto do que opções menos sustentáveis.
Mas a coisa começa a mudar de figura. Segundo Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, a economia gerada pelos procedimentos e materiais ecologicamente corretos paga o custo em um tempo relativamente curto.
Ferreira participou da criação de um protótipo de casa sustentável de 40 m2, apresentado na Ambiental Expo 2010 no final de abril, em São Paulo.
Idealizado pela Fundação Vanzolini e pela Inovatech, a proposta foi criar um projeto de casa popular adotando critérios de sustentabilidade.
De acordo com Ferreira, o preço final ficou aproximadamente 10% mais caro que o de uma casa popular padrão. "Mas a economia que a casa sustentável gera paga essa diferença em pouco tempo", afirma.
Manuel Carlos Reis Martins, coordenador do Processo Aqua, pondera que melhorar a forma com que a casa se relaciona com o meio ambiente ao longo de sua vida útil -a chamada ecogestão- está diretamente ligada ao melhor aproveitamento de água e energia.
Os recursos mais viáveis para deixar a casa verde são os que trazem esse tipo de economia. E nem tudo é novidade ou envolve alta tecnologia.
Os arejadores de torneira, por exemplo, que já existiam muito antes da moda da expressão "aquecimento global", representam uma economia de 10% a 30% de água, segundo Ferreira. Encontrados em qualquer loja de material para construção, os arejadores se encaixam na maioria dos modelos de torneira.
As válvulas de descarga de duplo-fluxo, que tem dois botões (para resíduo líquido ou sólido), gastam três ou seis litros de água por descarga. Uma válvula normal gasta, no mínimo, três vezes mais: 18 litros.
Bacias com caixa acoplada são as de mais fácil instalação e manutenção, mas há opções de válvulas de parede duplo-fluxo. O custo aqui, para quem tem uma válvula convencional, é fazer a troca, que exige obra, quebrar azulejos etc.
Dá uma certa dor de cabeça e gera o lixo da obra. "Pensar como serão destinados os resíduos de uma obra também é requisito da construção sustentável", lembra Martins.
Em relação à economia de recursos, as lâmpadas frias são os produtos que mais rapidamente "fecham a conta", segundo Luiz Henrique Ferreira.
Elas podem custar até quatro vezes mais do que uma lâmpada incandescente, mas duram sete mil horas, contra as duas mil horas da lâmpada comum.
A pior parte, que é a iluminação fria e com cara de hospital das lâmpadas fluorescentes antigas, foi parcialmente resolvida com o surgimento de lâmpadas frias em diferentes "temperaturas de cor", como a amarela, que produz um efeito mais próximo da incandescente.
Já a lâmpada LED, com tecnologia mais avançada e maior economia de energia, é a mais cara de todas. É indicada para quem quer pagar o preço de uma iluminação cenográfica, embutida no teto ou em spots.
Entrando na seara de quem quer e pode pagar, o céu é o limite. Aqui, paga-se o preço da tecnologia, do design e da grife. Se, no lugar da casa popular, a proposta é uma cobertura de 400 m2 na região dos Jardins, em São Paulo, as exigências do projeto aumentam a demanda por produtos mais sofisticados.
"Mas temos que buscar eficiência, não desperdício. O custo da decoração e da manutenção devem ser ajustados", afirma Paola Figueiredo, vice-presidente do grupo Sustentax, que atua na elaboração de projetos de sustentabilidade.
Um dos trabalhos do grupo é justamente a reforma da tal cobertura nos Jardins segundo os critérios de sustentabilidade. "Eles são compatíveis com o bom gosto e o conforto. A casa não precisa ser quase uma oca", diz Figueiredo.
O conforto-luxo, permite, por exemplo, economizar água e luz sem ter de se preocupar com isso. Sensores eletrônicos se encarregam de desligar a luz, quando não há ninguém no ambiente e as torneiras se fecham automaticamente.
Como tudo isso pode ser feito manualmente, a pergunta é: qual preço a pessoa quer pagar -o financeiro, na compra do produto, ou o de se envolver de fato na mudança de hábitos para uma vida mais sustentável?
Além das intenções de cada um, o preço de ser verde depende das condições de cada casa e dos hábitos de seus moradores.
O painel de aquecimento solar, um lugar-comum da sustentabilidade, não é barato. Mas Luiz Henrique Ferreira afirma que a coisa se paga em dois anos, se a instalação for fácil (por exemplo, quando se está construindo uma casa e ele foi pensado desde o projeto).
Para instalar um painel desses em uma casa pronta, não tem jeito: é obra, gera entulho e nem sempre fica bom. O custo, nesse caso, é uma incógnita.
Já a placa fotovoltaica, um equipamento mais sofisticado que transforma a luz solar em energia elétrica, entra para o grupo dos produtos que não fecham a conta. Segundo Ferreira, é precisa economizar energia com a placa por 50 anos para o investimento zerar.
Cisternas para captar água da chuva podem sair caro ou barato. Se há jardim para regar, varanda para lavar e tubulação para levar a água captada para os vasos sanitários, o investimento se paga. Se não, é guardar água para nada.
Calcular a relação custo/benefício pode ser uma balde de água fria nas boas intenções de quem quer fazer as pazes com o meio ambiente. E o cálculo não é só o preço final de cada produto, mas pensar no objetivo e alcance de cada coisa. Se separar o lixo é uma forma, barata inclusive, de ser mais sustentável, de nada adianta a boa vontade se não houver um esquema de coleta seletiva no bairro, certo?

Original
http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u734657.shtml

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Windows Mobile 7 e Skype? É melhor esperar


Por Por David Chartier / Macworld.com

Publicada em 14 de maio de 2010 às 19h58



Por enquanto, empresa de aplicações VOIP focará seus esforços no iPhone, Android, Symbian e Blackberry

O Skype, aplicação VOIP obrigatória para qualquer plataforma móvel atual, vai esperar para ver como o Windows Mobile 7 vai se comportar em seus primeiros meses de vida. Por enquanto, a empresa pretende focar seus esforços para plataformas já sedimentadas como o iPhone, o iPad, Android, Symbian e Blackberry.
Durante uma coletiva de imprensa em Sidney, na Austrália, Dan Neary, vice-presidente da empresa para Ásia e o Pacífico, declarou que o Windows Mobile 7 está no roadmap do Skype, mas que a questão  é ver o quão rápido sua companhia vai ter acesso a ele.  “No atual momento, sentimos que as melhores oportunidades para nossos aplicativos estão nos sistemas operacionais atuais: iPhone, Symbian, Blackberry e Android”.
Obviamente, o Skype não cogita deixar de desenvolver soluções para o Windows Mobile 7. No entanto, a companhia parece não apresentar o melhor entrosamento do mundo com as plataformas móveis da Microsoft. Um exemplo disso é que em fevereiro deste ano, o Skype for Windows Mobile 6.5 foi interrompido sem muitas explicações.
Para quem tem dispositivos da Apple, as notícias foram mais interessantes. Isso porque Neary anunciou que o Skype será lançado para o iPad no meio deste ano (no verão do hemisfério norte). Além disso, o executivo deu a entender que uma próxima versão do Skype para o iPhone suportará vídeo-chats, o que faz sentido, já que a próxima geração do smartphone da Apple – cuja chegada está prevista para junho ou julho deste ano - terá uma câmera para esse tipo de função.

ORIGINAÇ

terça-feira, 4 de maio de 2010

Descubra porque há tantos apaixonados por Cananéia

Cananéia está situada no extremo sul do Litoral Paulista, no centro de um corredor biológico de 110 km que se estende desde a foz do Rio Ribeira em Iguape (SP) até a baía de Paranaguá (PR).
Considerada um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica intocada na costa brasileira e um dos maiores berçários de vida marinha do planeta.

Tombada pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade e apontada pela revista americana "Condé Nast Traveler" como o melhor roteiro ecológico do mundo, a região lagunar-estuarina de Cananéia, conhecida como Lagamar, é uma fantástica coleção das águas de muitos rios, baias e lagoas com o mar e compreende, num só lugar, 4 ecossistemas: mangues, dunas, restingas e a Mata Atlântica. Aí encontram-se inúmeros sítios arqueológicos, os sambaquis, datados entre seis e quatro mil anos, e ruínas do período colonial.

Na diversidade desse ambiente você encontra ainda: o Parque Estadual da Ilha do Cardoso. Com o incremento do turismo, a infra-estrutura hoteleira, de restaurantes e de serviços está em franco desenvolvimento fazendo com que Cananéia já desponta como a capital gastronômica do Vale do Ribeira.

Você pode conhecer Cananéia em todas as estações do ano. No verão as praias e as cachoeiras são as atrações principais. No outono os dias muito claros e secos convidam para caminhadas em trilhas maravilhosas. No inverno a Festa do Mar e a Procissão de Nossa Senhora dos Navegantes atraem turistas de todo o Brasil. Na primavera a Mata Atlântica desabrocha para um sem-número de cores deslumbrantes mesmo aos visitantes mais acostumados.



Original
http://www.parana-online.com.br/canal/viagem-e-turismo/news/444623/?noticia=DESCUBRA+PORQUE+HA+TANTOS+APAIXONADOS+POR+CANANEIA

Não importa o briga ...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Nós encontramos o inimigo. É o PowerPoint


Exército americano luta contra a simplificação promovida pelas apresentações de slides, que tomam horas de trabalho dos oficiais
Publicado em 03/05/2010 | THE NEW YORK TIMES

O general Stanley A. McChrystal, líder das forças americanas e da Otan no Afeganistão, apresentou no ano passado em Kabul um slide de PowerPoint que deveria de monstrar a complexidade da estratégia militar no país, mas parecia mais uma tigela de espaguete. “Quan do alguém entender essa apresentação, vencemos a guerra”, disse McChrystal, secamente – e a sala explodiu em gargalhadas.

O slide correu a internet desde então, como um exemplo de ferramenta militar que fugiu ao controle. Como se fosse um guerrilheiro, o PowerPoint infiltrou-se no dia a dia dos comandantes militares e alcançou o nível de uma obsessão. A quantidade de tempo gasta preparando apresentações no programa da Microsoft fez com que ele ge rasse piadas internas no Pentá gono e também no Iraque e no Afeganistão.
“O PowerPoint nos torna estúpidos”, disse o general James N. Mattis, dos fuzileiros navais, em uma conferência militar na Caro lina do Norte (ele falou sem fazer uso do programa). O general de brigada H.R. McMaster, que proibiu o PowerPoint quando comandou o bem-sucedido esforço para guardar a cidade iraquiana de Tal Afar, em 2005, prosseguiu, no mesmo evento, comparando o programa a uma ameaça interna. “É perigoso porque ele pode criar a ilusão de entender tudo, a ilusão do controlar tudo”, disse McMaster, mais tarde, em uma entrevista por telefone. “Alguns problemas não po dem ser reduzidos a uma linha de uma apresentação.” De acordo com McMaster, o maior problema não é o gráfico-espaguete, mas o rígido formato das apresentações, que transforma tudo em uma lista de pontos, sem levar em conta forças políticas, econômicas e étnicas interconectadas (ao analisar, digamos, as causas de um conflito).
É guerra!
Algumas das críticas que os militares americanos fazem ao PowerPoint.
Simplifica demais
Há detalhes que não podem ser expressos em uma pequena lista de itens, especialmente em situações de confronto.
Toma tempo
Oficiais jovens – apelidados de “PowerPoint Rangers” – passam pelo menos uma hora por dia preparando apresentações.
Domina tudo
Cada evento nas guarnições militares exige a montagem de uma apresentação. De soldados ao presidente Barack Obama, ninguém escapa do PowerPoint.
É chato
“Morte por PowerPoint” é como os militares denominam as reuniões diárias, muitas delas com mais de 30 telas, que toda uma guarnição é obrigada a assistir.
Oficiais dizem que, por trás das piadas sobre o PowerPoint, estão preocupações sérias que o programa possa sufocar a discussão, o raciocínio crítico e o pensamento necessário para as tomadas de de cisão. E não é só isso: ele amarra ofi ciais jovens – apelidados de “PowerPoint Rangers – à preparação diária de slides, seja para reuniões do Estado Maior, em Washing ton, ou para reuniões de instrução que antecedem missões de combate em bolsões longínquos do Afeganistão. 

No ano passado, um site dedicado a assuntos militares, o Company Command, perguntou ao tenente Sam Nuxoll, líder de um pelotão no Iraque, que atividade tomava mais de seu tempo. A resposta: “Mon tar apresentações no Power Point”. Quando pressionado pelo entrevistador, ele disse que era isso mesmo. “Tenho de fazer um storyboard completo com fotos digitais, diagramas e textos a respeito de tudo o que acontece”, contou Nu xoll. “Vai preparar o grupo para um ataque importante? Faça um storyboard. Vai entregar uma medalhinha? Faça um storyboard.”
Hierarquia
Apesar dessas histórias, a “morte por PowerPoint” – expressão usada pe los militares para descrever o tédio de acompanhar uma apresentação de 30 telas ou mais todos os dias – parece ter chegado para ficar. O programa, que foi lançado em 1987 e adquirido pela Microsoft pouco tempo depois, está profundamente arraigado na cultura mi litar, que se apoiou na ordenação hierárquica de itens para pôr or dem em um mundo confuso.
“Há muito antagonismo em relação ao PowerPoint, mas eu não vejo uma mudança para o curto prazo”, disse o capitão Crispin Bur ke, oficial de operações em Fort Drum, Nova Iorque. Foi ele, sob o pseudônimo de Starbuck, quem citou o comentário de Nuxoll, num artigo que escreveu para o website Small Wars Journal.
Ao responder um pedido de entrevista, por e-mail, Burke escreveu que pensava estar disponível naquela noite, mas, infelizmente, surgiu muito trabalho adicional no fim do expediente – “o que é pior: montar PPTs”. Mais tarde, por telefone, ele estimou que passa pe lo menos uma hora por dia mon tando apresentações.
O secretário de Defesa dos Esta dos Unidos, Robert M. Gates, revisa versões impressas de apresentações em suas reuniões matinais com a equipe, embora insista em recebê-las na noite anterior. Sua ideia é ler tudo antecipadamente para deduzir o tempo dos encontros.
Nem Obama escapa
O general David H. Petraeus, que supervisiona as guerras no Irã e no Afeganistão, diz que assistir a essas reuniões recheadas de slides é “desesperador”. Apesar disso, gosta do programa por sua capacidade de apresentar mapas e tendências. Ele também usa o PowerPoint em suas próprias palestras.
Já McChrystal tem duas reuniões movidas a PowerPoint por dia em Kabul, além de outras três, de periodicidade semanal. Mattis (aquele que falou da “estupidização” provocada pelo programa), diz que um terço de suas reuniões inclui o software.
Richard C. Holbrooke, representante especial da Casa Branca para o Afeganistão e o Paquistão, assistiu a palestras do gênero em sua viagem ao Afeganistão, no ano passado. Isso em cada uma de suas três paradas, em Kandahar, Mazar-i-Sharif e na base aérea de Bagram. Numa quarta escala, em Herat, as forças italianas não só o presentearam com uma apresentação em PowerPoint como também a acom panharam com música or questrada. Mesmo Barack Obama teve de ver slides, a maioria com mapas e gráficos, nos encontros que antecederam a revisão das es tratégias para o Afeganistão, em setembro e outubro.
Os comandantes criticam os slides, observando que eles comportam menos informação do que um documento de cinco páginas, e que eles livram o autor de lapidar seu texto de forma a propor argumentos persuasivos. Imagine advo gados apresentando seus argumentos diante do Supremo usando slides de PowerPoint em vez de petições.
“Hipnotizar galinhas”
O artigo de Burke no Small Wars Journal também citou um ataque ao PowerPoint feito por Thomas X. Hammes, um coronel aposentado dos fuzileiros. Bas tante lido entre militares, o artigo de Hammes – intitulado “Dumb-Dumb Bullets”, um trocadilho que compara os itens de uma apresentação às balas dum-dum (munição que se estilhaça para produzir maior estrago no alvo) – destaca o potenciar do PowerPoint para criar incoerências. Um item de apresentação que fale em “Acelerar a introdução de novas armas”, por exemplo, não diz realmente quem deveria fazer isso.
Ninguém está sugerindo que o PowerPoint seja culpado por erros cometidos nas guerras, mas o programa pegou má fama durante o prelúdio à invasão do Iraque. Se gundo conta o livro Fiasco, de Tho mas E. Ricks (sem tradução para o português), o general David D. McKiernan, que liderou as tropas de terra, ficou frustrado quando não obteve ordens explícitas de seu superior – Tommy R. Franks, comandante das forças americanas no Golfo Pérsico. Em vez de um plano detalhado de invasão, Franks passou a McKiernan uma apresentação de PowerPoint, ex tremamente vaga. A mesma que Franks havia submetido a Donald H. Rumsfeld, então secretário de Defesa.
Oficiais experientes dizem que o programa é útil quando o objetivo é não entregar informação – como nas conferências para a im prensa. As sessões com os veículos de comunicação duram frequentemente 25 minutos, com apenas 5 minutos, no fim, para perguntas dos jornalistas que ainda estiverem acordados. Segundo Ham mes, esse tipo de ação é conhecido internamente como “hipnotizar galinhas”.
ORIGINAL