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terça-feira, 31 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
PayPal, gigante do comércio eletrônico, chega ao Brasil
O crescimento do comércio eletrônico trouxe o PayPal ao Brasil. O anúncio da instalação de uma das maiores empresas de pagamentos do mundo no país será feito na próxima semana.
Atualmente, 15% das vendas eletrônicas mundiais ocorrem via PayPal. Muitos consumidores preferem usá-lo para evitar abrir dados financeiros em sites desconhecidos. Para a companhia, é isso o que impede 85% dos internautas brasileiros de fazer compras on-line.
- Vendas do comércio eletrônico crescem 40% no 1º semestre
- Redes sociais contribuiram para gastos de R$ 335 mi em compras on-line
- Cresce participação da classe C no comércio virtual
O negócio do PayPal é agir como intermediário nessa hora, evitando fraudes ou que alguém seja lesado. Ele também atua na transferência de valores entre empresas ou prestadores de serviço que realizam negócios no mundo real dentro de um país ou entre países.
Em outubro, a Folha revelou que o PayPal usaria o Brasil como base para sua expansão pela América Latina, prevendo que as vendas on-line movimentarão US$ 13 bilhões (cerca de R$ 23 bilhões) somente no Brasil até 2012.
No país existem concorrentes como PagSeguro e MoIP, mas eles estão restritos às compras on-line. Mesmo sem atuar no Brasil, o PayPal é usado por 2 milhões de empresas nacionais para adquirir importados. Elas movimentaram US$ 220 milhões no ano passado.
Com a instalação no país, qualquer consumidor poderá utilizar o sistema de pagamento e transferências, tanto no país quanto no exterior. Um tradutor, por exemplo, poderá oferecer seus serviços em 190 países e receberá via PayPal sacando os valores (convertidos para real) em sua agência bancária.
"Todas as operações são protegidas por um seguro e monitoradas por uma equipe antifraude", diz Mário Mello, presidente do PayPal no Brasil. "Os dados dos clientes são codificados e jamais abertos para terceiros."
Para usar o serviço, o internauta cadastra seu e-mail pelo site www.paypal.com.br. Ali vai informar dados financeiros, como o número de cartão de crédito e o da conta-corrente.
Essas informações ficam vinculadas ao e-mail cadastrado. Na hora de efetuar ou receber um pagamento, basta informá-lo e os créditos (ou débitos) são transferidos. Nas compras, o lançamento é feito direto no cartão de crédito. Nas transferências, ocorre pela conta-corrente.
As taxas cobradas podem chegar a 4,9% do valor negociado. Segundo Mello, a meta é tornar o Brasil o sexto maior faturamento do PayPal em quatro anos.
Fonte
JULIO WIZIACK
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Paris faz planos para se tornar a "Cidade das Bicicletas"
Três anos depois de lançar um programa de aluguel de bicicletas, amplamente copiado por outras cidades, Paris está intensificando seus esforços para converter-se em capital aberta aos ciclistas, comparável a verdadeiros "paraísos das bicicletas" como Amsterdã e Berlim.
Centenas de quilômetros de novas ciclovias estão sendo criados na Cidade das Luzes, ciclistas estão conquistando novos direitos nas ruas e o serviço de aluguel de bicicletas públicas, lançado em 2007 pelo prefeito socialista Bernard Delanoe, está sendo ampliado para incentivar mais parisienses a deixar os carros em casa e pedalar.
| Mal Langsdon/Reuters |
![]() |
| Parisienses passam em bicicletas pela Torre Eiffel, em foto de arquivo de 2007; cidade investe em transporte ciclístico |
A meta é dobrar em uma década o número de bicicletas que circulam nos bulevares da capital.
Com a exceção da Tour de France, encerrada todos os anos com uma descida simbólica pela avenida Champs Elysées, as bicicletas no passado eram pouco vistas nas ruas de Paris.
Os ciclistas tinham poucos direitos e pedalar nas ruas da capital era uma aventura de alto risco. A situação começou a mudar no final de 1995, quando uma greve dos transportes públicos paralisou Paris, obrigando muitos habitantes a recorrer a suas bicicletas.
Seis anos depois, Delanoe chegou à prefeitura e lançou uma campanha para reduzir o trânsito e a poluição na zona central da cidade. Ele criou algumas das primeiras ciclovias e fechou ruas aos carros nos finais de semana, dentro da campanha "Paris Respira".
ALUGUEL
Mas a mudança maior se deu três anos atrás, com o lançamento do sistema de self-service Velib, com o qual parisienses e turistas podem alugar uma bicicleta estacionada em uma das centenas de estações próprias espalhadas pela cidade e deixá-la em outra estação em qualquer outro lugar de Paris.
Os usuários do Velib podem pagar por dia, semana ou por um ano inteiro; a participação por um ano inteiro custa apenas 29 euros. A primeira meia hora de cada percurso é gratuita, e a partir daí é cobrada uma taxa que vai subindo.
"Desde o primeiro dia em que deixei minha bike em casa para aderir ao Velib fiz uma assinatura e estou adorando", falou Kate Dupont, de 30 e poucos anos, que usa o sistema todos os dias para deslocar-se entre seu apartamento, perto da Bastilha, e o trabalho, ao lado do museu do Louvre.
LONDRES E BRUXELAS
O serviço enfrentou alguns problemas. A prefeitura foi obrigada a substituir a frota inteira de 20 mil bikes em dois anos -- uma despesa custeada pelos contribuintes -- porque muitas delas foram roubadas ou depredadas.
Apesar disso, o Velib, administrado pela gigante publicitária JC Decaux em troca de espaço publicitário adicional nas ruas de Paris, vem sendo um sucesso retumbante.
Cerca de 162 mil parisienses já fizeram assinaturas por períodos longos. Um novo aplicativo para o iPhone da Apple permite que os usuários do sistema vejam quantas bicicletas estão estacionadas nas 1.800 estações espalhadas pela capital.
No mês passado, Londres lançou um esquema que segue o exemplo do sistema parisiense. Bruxelas inaugurou no ano passado um novo serviço de bicicletas batizado de Villo!.
Pelos novos planos aprovados pela Câmara Municipal em junho, até 2014 Paris vai ampliar sua rede de ciclovias dos 440 quilômetros atuais para 700 quilômetros.
FONTE
DA REUTERS, EM PARIS
terça-feira, 10 de agosto de 2010
I FÓRUM PARANAENSE DE KARATÊ-DÔ PARA TODOS
CURITIBA/PR – 31/07/2010
RESUMO DOS DEBATES
1ª. PARTE - Início: 08:30hs.
A) KARATÊ-DÔ MARCIAL.
- Conduta do praticante (dentro e fora do Dojô):
Para um melhor entendimento, constava do encarte do Fórum, entregue aos participantes, fotocópia da Evolução Geográfica do Karatê, segundo o escritor espanhol Salvador Herraiz, no livro “Do: El Espiritu del Karate” que pode ser adquirido pela internet, em site especializado. Na opinião do escritor, a Evolução iniciou na Grécia e Roma, VIII Séc. ac., depois Índia IV ac., depois China VI dc., Okinawa ano 1400 e Japão 1915. A primeira pessoa a ministrar aulas de karatê em Okinawa foi Satunuke Sakugawa (1733-1815), denominando a sua arte simplesmente de To-De ou Okinawa-Tê (Karatê). Depois de Sakugawa desenvolveram-se muitas variedades de estilos. O Dojô-Kun de Sakugawa, lemas antigos, mas concretamente atuais e adotados atualmente pela FPRK, são os seguintes:
· Aprimorar o caráter (CARÁTER);
· Ter fé (SINCERIDADE);
· Ser laborioso (PERSISTÊNCIA);
· Respeitar a todos (RESPEITO);
· Frear e prevenir a violência (AUTO-CONTROLE).
Discutiu-se que os filiados a FPRK devem ter um comportamento condizente com os lemas do prof. Sakugawa, ou seja: Caráter, Sinceridade, Persistência, Respeito e Auto-Controle, os quais também são utilizados no papel ofício da FPRK.
Após uma breve retrospectiva das causas que levaram a FPRK a entrar com processo contra a CBK, solicitou-se por parte da FPRK o máximo respeito à entidade CBK, uma vez que, a FPRK não está processando a entidade, mas sim a forma como a entidade está sendo gerida pelo “eterno” presidente.
Discutiu-se a falta de respeito de professores que vem ao Paraná para realizar Campeonatos/Cursos sem pedir autorização ou comunicar à FPRK, entidade oficial de administração do esporte karatê no Paraná. Esses professores, além de desrespeitar a entidade oficial, demonstram que desconhecem os princípios que norteiam a modalidade Karatê-Dô, se escondendo atrás de uma nuvem filosófica de fumaça. Um caso recente, o Campeonato acontecido em Paranaguá neste mês de Julho comandado por um senhor chamado Luiz Antonio de Araújo Kotsubo (?).
2. Saúde e Desenvolvimento Técnico nos Estilos de Karatê, conforme a idade e sexo:
Discutiu-se que, para uma boa saúde e desenvolvimento técnico, principalmente no karatê, é fundamental trabalhar a respiração. A respiração deve ser feita lentamente para a manutenção da saúde, diferentemente do que acontece em um momento de luta. Fisiologicamente, quando se inspira há uma expansão e quando se expira, uma contração muscular. Este ato mecânico deve ser utilizado na preparação e execução das técnicas para um melhor desenvolvimento técnico. A respiração não deve ser feita pelo praticante de karatê de forma superficial, utilizando-se apenas uma ínfima parte da capacidade pulmonar, mas sim de forma que a respiração, a mente e o corpo interajam mutuamente.
Abordou-se ainda a necessidade dos praticantes baterem makiwara para fortalecer o seu karatê e também o espírito, em uma média mínima de 30 socos diários (esq/dir).
3. Características Fundamentais de Cada Estilo:
Goju-Ryu: golpes curtos uma vez que foi idealizado para combate em distância curta (apontamentos do prof. Antoninho e Adauto);
Wado-Ryu: base e técnicas altas, as quais foram idealizadas para combates de maior agilidade (apontamento do prof. Edson).
Shotokan: posições baixas e dá ênfase as técnicas de nível médio (tchudan) para utilização de uma soma de forças dos grupamentos musculares que envolvem a articulação do quadril e do ombro, com o centro de gravidade baixo e visando o ponto médio entre o ombro e o quadril no centro do corpo para somatória das forças destes dois grupamentos musculares, obtendo assim um golpe mais potente (apontamentos dos professores Aldo e Douglas).
* O Estilo Shito-Ryu não foi abordado por não ter nenhuma associação filiada na FPRK e o estilo Shorin-Ryu também não foi discutido por não ter representante no Fórum.
Na opinião do prof. Antoninho, os estilos de karatê sofreram mudanças para adaptar-se ao karatê esportivo e segundo o prof. Gilmarcos, em competição de luta não dá para se saber qual é o estilo do atleta.
4. O que é o Dojô:
Falou-se da necessidade dos filiados passarem a chamar suas Academias de Dojô. Visto que, a palavra Dô que é originário do Tão Chinês e tem o mesmo significado: DÔ = Caminho das Virtudes / DOJÔ = Lugar do Caminho. Segundo o prof. Douglas, há a necessidade de se educar os alunos para que em competições esportivas tenham o mesmo respeito que os mesmos têm no Dojô. Nas palavras do prof. Gilmarcos, às vezes acontece à falta de respeito em competições realizadas pela FPRK, mas não tanto quanto, o que acontece em eventos fora do Paraná. Visto isso, ambos concordaram que os professores devem instruir seus alunos em zelar pela manutenção dos locais de competição, não jogando lixo no chão, e mantendo os banheiros em ordem, etc.
Os professores devem ser exemplos para os seus alunos. Afinal muitas das atitudes negativas são reflexos dos próprios professores, segundo o prof. Daniel Lubes.
5. Valores Morais e Princípios Educativos do Karatê-Dô:
Na opinião do prof. Edson, o Karatê está impregnado de Zen-Budismo, onde a concentração e o autodomínio nos exercícios levam ao equilíbrio da mente. Valores antigos em escritos do século sexto demonstraram que, Caráter, Sinceridade, Persistência, Respeito e Autocontrole faziam parte de um modo "estoico" de viver, isto é, um modo forte, austero, impassível e imperturbável. Do Zen-Budismo herdamos o Zen e praticamo-lo no Zazen. Através dessa prática, desenvolvemos o Zanshin que mantém nosso espírito alerta. Com a prática constante desenvolvemos o SAAKI (intuição) que significa antever situações de ameaça e perigo. Finalmente, se praticamos o Zen através do Zazen, fortalecemos o Zanshin e desenvolvemos o SAAKI, temos um espírito forte que é o KII HAKU (Força de Espírito). Para uma conduta marcial e focada, basta então termos a consciência do ICHI GO ICHI E (Tradução literal "uma vez, um encontro" - utilizado para destacar a importância de cada momento para realização de cada coisa. "Este momento, nunca mais") - cada evento é um evento, singular, decisivo (aqui e agora).
Um indivíduo não nasce moral, mas adquire tais conceitos ao longo de sua vida, principalmente na infância, sendo necessário ser ensinado, corrigido, esclarecido e acima de tudo, conviver com ações de moralidade. No entanto, como abordado pelo professor Carlin, muitos praticantes de karatê não vivem em um meio social/familiar convencional, e com isso, muitos dos valores morais educativos não fizeram parte de seu meio social, então, um processo educativo nessa fase é algo lento e que somente será atingido com muita persistência dos professores envolvidos.
Tendo o karatê um sistema de hierarquia, questionou-se o que fazer quando um graduado é que apresenta falta de desrespeito, visto casos, como lembrou o prof. Douglas de competições em outros estados, organizados pela Entidade Nacional de Administração do Esporte Karatê (CBK), os quais deveriam ser exemplos. No entanto, essas situações não podem modificar o comportamento dos filiados da FPRK, como disse o prof. Gilmarcos. Ainda mais, as situações de adversidades não devem ser retribuídas com agressividade, mas com cautela e não se deve se minimizar diante das situações negativas. Afinal, o Paraná tem capacidade e conhecimento para se igualar com outros estados fortes e que não deve se deixar intimidar, na opinião do prof. Daniel Lubes.
6. Hierarquia no Karatê-Dô:
O prof. Aldo Lubes levantou a questão de que há muitos “senseis” e que a maioria não sabe qual é o real significado da palavra: sen=antes / sei= geração anterior, ou seja, professor mais antigo.
A FPRK apresentou a proposta de os professores graduados no Paraná serem identificados com um emblema bordado, constando a graduação obtida na FPRK, e que será colocado no kimono, sendo aprovada pelos professores participantes.
7. O que é SEN:
Além do conceito já debatido no tópico anterior, também é considerado como tática de luta, Sen No Sen = antes que o outro tome a iniciativa. Go No Sen = depois que o outro tomou a iniciativa (contra-ataque), como explicado pelo prof. Aldo Lubes.
8. Progressão Técnica e Moral dentro dos Preceitos Educativos do Karatê para Conquista de Faixa:
Discutiu-se com os professores de que os exames de graduação sejam feitos visando a técnica do praticante e não a afetividade que liga professor e aluno. Abordou-se ainda a questão de faixa preta para praticantes infantis (crianças). No que foi o prof. Aldo Lubes esclareceu aos participantes a origem dos exames de faixa, que sua real intenção era financeira e ainda o é, em sua opinião.
Os praticantes de karatê menores de idade que façam exame para faixa preta deverão ter a identificação da classe no diploma de faixa preta, e que serão re-confirmados quando completarem 18 anos.
Abordou-se ainda a questão de que os professores sejam bem cautelosos com a questão dos exames juvenis por não se encontrarem ainda maduros, para que o aluno ao receber a faixa preta nessa idade não perca a motivação em continuar treinando.
9. Exibição das Graduações:
Como discutido no tópico 6, será utilizado um emblema para exibir a graduação dos professores da FPRK, com termos que sejam facilmente identificadas por pessoas leigas.
10. Nomenclatura e Credenciamento:
A nomenclatura será exibida no emblema a ser providenciado pela FPRK e entregue aos professores filiados, sendo adotada a seguinte nomenclatura: Sen-sei Nível I, Sen-sei Nível II, Sen-sei Nível III, etc.
Finalizando a primeira parte das discussões a FPRK solicitou aos participantes do Fórum em manterem-se atualizados, buscando leituras alusivas ao Karatê e a Educação Física.
2º. Parte – Início às13:30hs.
Iniciou-se a 2ª. parte das discussões com a leitura de um texto da WKF enviado pela CBK as Federações oficiais, no qual contava uma breve história do karatê esportivo.
B – KARATÊ ESPORTIVO
1. Legislação Esportiva – CBJD:
Á pedido do Dr. Milton Vernalha, advogado da FPRK, que não pode comparecer ao Fórum, o Dr. Naoto Yamasaki esclareceu aos presentes o que é a Justiça Desportiva e explicou brevemente qual a finalidade de tal Justiça. Além disso, esclareceu como é formado o TJD nas Federações e qual o procedimento a ser feito quando utilizado. Explicou, a pedido do participante Ronaldo Blum, o procedimento de recurso quando de uma punição aplicada pelo TJD, sendo que esse recurso deve ser solicitado ao STJD. À pedido do prof. Douglas, foi solicitado qual o procedimento do TJD em caso de uma recusa a penalidade imposta, ao qual foi respondido que as participações em eventos serão suspensas até o cumprimento da penalidade.
Com base nas explanações do Dr. Naoto, o prof. Gilmarcos demonstrou seu descontentamento em relação ao poder que os representantes da CBK possuem, e enfatizou que, em sua opinião, a justiça está falha ao combater tais desmandos.
Dessa forma, o prof. Edson Capinski esclareceu aos filiados que processo movido pela FPRK contra a CBK, apesar de ter sido perdido em 1ª. instância, continua aberto e em 2ª. instância, muito mais difícil de ser manipulado.
2. Clubes, Federações e Confederação:
Reiterou-se pelo presidente da FPRK, prof. Aldo Lubes, que os filiados da FPRK, como cidadãos, mantenham o máximo respeito à entidade CBK, pois a ação é contra a administração e não contra a entidade.
3. Regras de Arbitragem Antigas e Modernas (WKF):
Nas regras de arbitragem antiga (Shobu Ippon) o atleta que tomava iniciativa obtinha vantagem. Apesar de ter havido mudança nas regras, esse é um ponto a ser repensado hoje pelos praticantes de karatê.
Levantou-se a questão da falta de resultados em eventos no exterior e chegou-se a conclusão de que os nossos atletas respeitam o Regulamento da WKF nos eventos nacionais, em que os árbitros se empenham o máximo para que o Regulamento seja respeitado, o que não acontece nos Jogos Internacionais, prejudicando os nossos atletas. Isso talvez se deva a pouca representatividade da CBK na arbitragem internacional.
O prof. Daniel, atendendo pedidos, explanou sobre o Regulamento Esportivo do Karatê e disse que tem tido muito apoio dos árbitros: Gilmarcos, Carlos César, José Carlos A. de Oliveira, João Carlin, entre outros. Solicitou aos professores que incentivem seus alunos em participarem de Cursos de Arbitragem e que arbitrem nos eventos realizados. O prof. Luis Fernando Alves sugeriu de que os Exames de Faixa da FPRK tenham agregado Exame de Arbitragem na avaliação. Dando a sua contribuição nesse tópico, o prof. Gilmarcos de Bastos acredita que a arbitragem da FPRK está boa e que está tendo cuidado, principalmente, na categoria A.
Com referência a questão de parcialidade na arbitragem, levantada pelo prof. Luis Fernando Alves, foi-lhe respondido pelo prof. João Carlin que esse problema seria resolvido se todos os professores participassem da arbitragem nos eventos.
Esclareceu-se que conforme regulamento, há uma taxa a ser paga de 1 (um) salário em um procedimento legal a ser tomada em caso de reclamações, o que é se torna um empecilho, sendo sugerida que todas as reclamações sejam feitas como sugestão e sem ônus, como forma de melhorar a arbitragem. Sugeriu-se também que os árbitros novos, em caso de erro de arbitragem, sejam chamados de forma discreta para serem orientados. Segundo o prof. Antoninho Cavalheiro, os procedimentos de arbitragem utilizados em eventos atuais estão funcionando.
Discutiu-se novamente a questão da avaliação de arbitragem nos exames de faixa preta, e foi acrescentado pelo prof. Gilmarcos que o candidato deveria participar de pelo menos dois eventos como árbitros para poder se habilitar ao exame.
O prof. Aldo sugeriru de que os árbitros ajam com decisão ao arbitrar uma luta (kime = decisão).
4. Atletas, Técnicos e Árbitros:
Sugeriu-se aos técnicos de orientarem seus atletas em conhecer/saber o Regulamento de Arbitragem para poder administrar melhor a sua luta. Além disso, a função do técnico é o de recuperar psicologicamente o atleta após uma luta, seja ganhando ou perdendo, segundo o prof. Aldo. O prof. Gilmarcos acrescenta que o técnico deve agregar confiança ao grupo e que na opinião dele, o Paraná não está conseguindo isso em Campeonatos Nacionais. É necessário que os técnicos juntem a equipe e trabalhem como um todo para que aja mais união, melhorando o espírito de equipe. A atleta Anna Paula acredita que o problema de união não pode ser resolvido na hora, mas sim antes da competição.
Dessa forma, o prof. Daniel sugere que sejam retomados os treinamentos com técnicos da FPRK com certa periodicidade para poder desenvolver o espírito de equipe e que nesses treinamentos estaduais, segundo o prof. Aldo, tenha a presença de atletas de ponta. Discutiu-se a formação de uma Comissão Técnica para desenvolver esses treinamentos.
5. Saúde e Desenvolvimento Técnico, conforme idade e sexo:
Com referência ao assunto saúde, o Dr. José Gastão Rocha de Carvalho falou da intenção dele com a FPRK em fazer uma sessão com um nutricionista e oportunizar aos filiados a participação nessa sessão. Falou ainda, de utilizar uma ficha médica do atleta, para zelar pela saúde do atleta, como segurança e proteção aos nossos filiados. O Dr. José Carlos Alves de Oliveira, na qualidade de dentista, apresentou sua opinião sobre o protetor bucal vendido nas lojas de esportes, que é ineficiente e se colocou a disposição de fazer o pedido (a preço de custo) em Belo Horizonte , onde existe uma fábrica que vende protetores especializados.
6. Organização de Eventos Desportivos:
O karateca Marconni expôs sua opinião quanto aos campeonatos realizados neste ano, que são muito longos e sugeriu de que o kata e kumite sejam separados, como forma de ser menos cansativo e mais produtivo o evento. Foi explicado pelo prof. Daniel como estão sendo trabalhados os eventos (copas) realizadas pela FPRK e que essa forma foi aprovada em Assembléia e que neste ano não pode ser modificada. Foi sugerido para se pensar para o próximo ano de que as categorias kids, categoria C e open A (júnior e adulto) sejam realizados em eventos separados, em três regiões: sul, norte e oeste, mas podendo as Associações participarem nas três regiões; e as categorias B e A estaduais, em dois campeonatos.
7. Karatê para Portadores de Necessidades Especiais:
O prof. Edson se colocou a disposição em traduzir um trabalho desenvolvido pela Federação Francesa e disponibilizá-lo aos filiados no site da FPRK. O prof. Anderson Garret se colocou a disposição em desenvolver esse trabalho na cidade de Ponta Grossa no Centro Esportivo para Portadores de Necessidades Especiais.
8. Série A, B e C:
Este tópico foi decidido no item 7.
9. Karatê Feminino:
Neste tópico foi convidada a atleta Anna Paula que explanou sobre o seu trabalho (monografia) Seleção de Talentos apresentado na conclusão de seu curso de educação física. O trabalho é desenvolvido em 5 etapas e com testes que podem ser acessados no site proesp Brasil, o qual foi utilizado como base para seu trabalho. A atleta após ter explanado seu trabalho, disse que o que fez foi apenas organizar aquilo que muitos já fazem na prática. A atleta Anna Paula recebeu uma salva de palmas dos presentes e o prof. Edson Capinski explicou que o trabalho da atleta estará disponível no site da FPRK para consulta dos professores.
10. Treinamento de Alto Rendimento, Espírito de Grupo, Solidariedade (todos por um e um por todos):
Retomou-se o que já foi discutido anteriormente; da criação de uma Comissão de Técnicos para desenvolver o espírito de luta e solidariedade.
11. Aldo’s Kids:
Discutido no tópico 6.
12. Jogos da Juventude:
No dia 03/08, a FPRK terá uma reunião com o prof. Casemiro da Paraná Esporte, sendo repassados maiores detalhes futuramente.
13. Certificação:
Será fornecido um certificado registrado na FPRK com 08 horas de duração a todos os participantes, que servirá como mais um documento para futuros exames de graduação.
A FPRK AGRADECE A TODOS OS PARTICIPANTES DO I FÓRUM PARANAENSE DE KARATÊ-DÔ PARA TODOS. ACREDITAMOS QUE ESTE É O PRIMEIRO PASSO PARA O FORTALECIMENTO E CONSTRUÇÃO DE UM KARATÊ COM BASES SÓLIDAS, SOLIDIFICADA PRINCIPALMENTE, PELA UNIÃO DE TODOS OS ESTILOS FILIADOS NA FPRK, ATRAVÉS DE SEUS PROFESSORES. OSS.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Inglês percorre o Amazonas a pé
Ex-capitão do Exército britânico percorre a pé toda a extensão do rio Amazonas
Um britânico está a pouco mais de uma semana de terminar uma caminhada de quase dois anos e meio em que terá percorrido, a pé, a trajetória do rio Amazonas da nascente à foz.
Ed Stafford, 34, de Mowsley, em Leicesteshire, no centro da Inglaterra, começou sua jornada de 9,5 mil quilômetros no dia 2 de abril de 2008 no monte Mismi, no Peru, e espera terminar no próximo dia 9 de agosto, na costa paraense.
"Todo mundo me disse que era impossível, e isso me fez querer provar que eles estão errados", disse o ex-capitão do Exército britânico, que ajudou a missão da ONU no Afeganistão e aconselhou a BBC na produção de documentários sobre meio-ambiente.
A viagem tem como objetivo chamar a atenção da comunidade internacional para a Amazônia. A aventura pode ser acompanhada pelo blog Walking the Amazon, que Ed atualiza através de um latpop, e de uma conexão de internet via satélite, e pelo serviço de microblogging Twitter.
Em seu último post, Ed contou como seu companheiro de viagem matou uma cobra de três metros e corpo amarelado que atacou a dupla quando eles tentavam se localizar na floresta.
Em outros posts, relatou encontros com enguias elétricas, jacarés, formigas gigantes e escorpiões, falou de horas abrindo caminho entre a vegetação cortante, contou como contraiu leishmaniose e, como não podia deixar de ser, notou a curiosidade que gerava nos vilarejos por onde passou.
"Levantar todo dia e vestir roupas molhadas é difícil. O desafio, tanto mental quanto físico, é o mais cansativo. Sou muito humilde em relação a quanto tive de contar com outras pessoas e me beneficiei imensamente da generosidade das pessoas que encontrei no caminho", escreveu.
Destes encontros, o mais duradouro tem sido com o peruano Gadial Sanchez Rivera -o Cho -, que desde então se tornou parceiro inseparável de Ed na aventura.
Ed Stafford, 34, de Mowsley, em Leicesteshire, no centro da Inglaterra, começou sua jornada de 9,5 mil quilômetros no dia 2 de abril de 2008 no monte Mismi, no Peru, e espera terminar no próximo dia 9 de agosto, na costa paraense.
"Todo mundo me disse que era impossível, e isso me fez querer provar que eles estão errados", disse o ex-capitão do Exército britânico, que ajudou a missão da ONU no Afeganistão e aconselhou a BBC na produção de documentários sobre meio-ambiente.
A viagem tem como objetivo chamar a atenção da comunidade internacional para a Amazônia. A aventura pode ser acompanhada pelo blog Walking the Amazon, que Ed atualiza através de um latpop, e de uma conexão de internet via satélite, e pelo serviço de microblogging Twitter.
Em seu último post, Ed contou como seu companheiro de viagem matou uma cobra de três metros e corpo amarelado que atacou a dupla quando eles tentavam se localizar na floresta.
Em outros posts, relatou encontros com enguias elétricas, jacarés, formigas gigantes e escorpiões, falou de horas abrindo caminho entre a vegetação cortante, contou como contraiu leishmaniose e, como não podia deixar de ser, notou a curiosidade que gerava nos vilarejos por onde passou.
"Levantar todo dia e vestir roupas molhadas é difícil. O desafio, tanto mental quanto físico, é o mais cansativo. Sou muito humilde em relação a quanto tive de contar com outras pessoas e me beneficiei imensamente da generosidade das pessoas que encontrei no caminho", escreveu.
Destes encontros, o mais duradouro tem sido com o peruano Gadial Sanchez Rivera -o Cho -, que desde então se tornou parceiro inseparável de Ed na aventura.
Os dois se conheceram quando o britânico já levava cinco meses caminhando - não demorou muito, disse Cho, para que se dessem conta de que a parceira iria até o fim da viagem.
"Comecei a caminhar com Ed no começo porque senti uma responsabilidade de tentar ajudar esse louco em uma área muito perigosa, com traficantes e tribos hostis", afirmou. "À medida que o tempo passava, comecei a gostar da vida simples e nos tornamos bons amigos."
A pouco menos de uma semana para terminar a aventura, Ed e Cho já deixaram a área de floresta e esperam vencer percursos em estrada até chegar à capital paraense, Belém.
"Não estamos reclamando", blogou o britânico. "Tivemos bastante de floresta por ora, e as tentações da civilização são muito bem-vindas."
Mas, pelo que relatou o britânico, nem assim os perigos deixaram de existir. Só que, em vez de animais selvagens e dos mistérios da mata, o risco é humano: perto do rio Tocantins, quase foram atropelados por um motoqueiro que dava a impressão de estar bêbado e conduzia sua moto no escuro e em alta velocidade.
"Comecei a caminhar com Ed no começo porque senti uma responsabilidade de tentar ajudar esse louco em uma área muito perigosa, com traficantes e tribos hostis", afirmou. "À medida que o tempo passava, comecei a gostar da vida simples e nos tornamos bons amigos."
A pouco menos de uma semana para terminar a aventura, Ed e Cho já deixaram a área de floresta e esperam vencer percursos em estrada até chegar à capital paraense, Belém.
"Não estamos reclamando", blogou o britânico. "Tivemos bastante de floresta por ora, e as tentações da civilização são muito bem-vindas."
Mas, pelo que relatou o britânico, nem assim os perigos deixaram de existir. Só que, em vez de animais selvagens e dos mistérios da mata, o risco é humano: perto do rio Tocantins, quase foram atropelados por um motoqueiro que dava a impressão de estar bêbado e conduzia sua moto no escuro e em alta velocidade.
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