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terça-feira, 22 de março de 2011

Karatê de Campo Mourão participa do Seminário Internacional no RJ

ivulgação
O técnico Carlos de Souza com o campeão mundial Luca Valdesi durante evento realizado no Rio de Janeiro

Foi realizado no início do mês, no América Futebol Clube, no bairro da Tijuca no Rio de Janeiro, o Seminário Internacional de Karatê. O evento, que congregou mais de 100 atletas de vários Estados brasileiros, contou com a participação do professor Carlos Cesar de Souza, faixa preta terceiro dan, representando a região.
O técnico do Campo Mourão Karate/FECAM- Fundação de Esportes, que estará dirigindo a equipe mourãoense nos Jogos Abertos da Juventude e Campeonatos da Federação, explica que o seminário reuniu nomes como o italiano Luca Valdesi, faixa preta quinto dan, que já acumula cinco títulos do mundo individual, seis títulos mundiais por equipe e 18 títulos europeus.
Valdesi foi o segundo atleta da modalidade que conseguiu ganhar três campeonatos mundiais consecutivamente, juntando-se ao atleta japonês Tesuguo Sakumoto, vencedor dos campeonatos mundiais dos anos 1984 (Holanda), 1986 (Austrália) e 1988 (Egito).
"Neste seminário foram aboradas as alterações que a modalidade sofreu para se adequar aos requisitos do Comitê Olímpico Internacional (COI) para o reconhecimento olímpico que tanto desejamos", comenta Carlos.
Segundo o professor Carlos, recentemente foi realizada a Assembléia Geral Ordinária da Federação Paranaense de Karate, sob presidência do professor Aldo Lubes, oitavo dan.
Na reunião, que contou com aproximadamente 15 associações filiadas, ficou decidido que neste ano os campeonatos terão três fases: Curitiba, Pato Branco e Araucária. As disputas regionais acontecerão em duas fases, em Londrina no mês de abril e em Campo Mourão, no mês de setembro.
Esta mudança servirá para dar melhor qualidade nas categorias de rendimento e maior atenção para as categorias estreantes.
Neste ano, o Paraná será representado nos Campeonatos Brasileiros de Juniores e Sub-21, de 17 a 19 Junho, em Camburiú - Santa Catarina); Mirim, Infantil e Cadete, de 22 a 24 de julho, em Campina Grande – Paraíba) além do Sênior e Veteranos, 23 a 25 de setembro, em Manaus – Amazonas.

Original:

Karatê: esporte que mistura a autodefesa e a disciplina

 21 de março de 2011
O Karatê é um esporte que consiste na prática complementar de formação cultura e desportiva, baseada no desenvolvimento peculiar da defesa pessoal e evolução interior, característico de Okinawa, em seus primórdios (século XVIII) e do Japão, a partir do início do século XX.
A palavra japonesa “karatê” significa “mão vazias”. É uma arte altamente científica, que utiliza de forma eficaz todas as partes do corpo com o objetivo da autodefesa. Entretanto, o grande intuito deste esporte é a perfeição do caráter, por meio de um árduo treinamento e rigorosa disciplina da mente e do corpo.
Além de ser um excelente meio de autodefesa, o karatê também é um meio ideal de exercício. Ele desenvolve a força, a velocidade, a coordenação motora, o condicionamento físico e é reconhecido também por seus valores terapêuticos.
O karatê moderno nasceu na época em que o finado Mestre Gichin Funakoshi (1868-1957), então líder da Sociedade Okinawa de Artes Marciais, foi solicitado pelo Ministério da Educação do Japão, em maio de 1922 a conduzir apresentações de karatê em Tóquio. A nova arte foi recebida entusiasticamente e foi introduzida em várias universidades, onde criou raízes e começou a florescer.
Devido ao fato do karatê ter sido praticado secretamente no passado, um grande número de escolas e estilos (Ryus) foram desenvolvidos. Hoje, existem inúmeras escolas no Japão, sendo as mais destacadas: Shotokan, Goju-Ryu, Shito-Ryu e Wado-Ryu, todas com ramificações pelo mundo afora.
Nos últimos anos, foram formuladas regras de combate simulado para se evitar ferimentos graves, com o propósito de introduzir o karatê como um esporte competitivo. O torneio é um jogo de reflexos que exige “timing”, velocidade, técnica, estratégia, camaradagem e controle, onde prevalecem HONRA, LEALDADE e SENSO DE COMPROMISSO.
Durante as competições, todos os golpes, embora fortemente focalizados, devem ser controlados precisamente antes do contato. Ainda que seja muito excitante de assistir, o torneio de karatê é considerado, pela maioria dos mestres, como um degrau e não como o objetivo principal no desenvolvimento do esporte.
Por ter todas estas características e, principalmente, por ser um esporte que trabalha não apenas o corpo, mas a mente e também o interior das pessoas, é recomendado, em muitos casos, para crianças muito ativas. E foi o que aconteceu comCesar Furtuoso. Quando criança era muito ativo na escola, o que motivou seu pai a colocá-lo para praticar karatê. Além disso, foi um período complicado na vida dele. “Foi uma época difícil da minha vida, pois meus pais estavam desempregados e este foi um meio para que eu não sofresse com as conseqüências deste problema. Aos oito anos comecei a treinar em uma escolinha próxima à minha casa. Após seis anos de treino, vim para o Núcleo Esportivo São Francisco de Assis (NESFA) e, há quatro anos, estou praticando o esporte como atleta profissional”, conta.
A primeira vez em que Cesar disputou um campeonato como faixa preta, ficou em segundo lugar. “Foi algo muito motivador, fiquei feliz e com mais disposição para seguir em frente”, relata.
Os treinos seguem um cronograma feito por seu professor. No início do ano ele monta o que será até o final do ano. “A temporada começa em abril, mas eu inicio os treinos em janeiro, o que permite que eu chegue bem preparado para as competições. Os treinos vão até o final do ano, mas o ritmo diminui”, explica.
No início, Cesar precisava ganhar peso para se manter em sua categoria, o que exigia que ele seguisse uma dieta especial. Hoje, como está com o peso certo para a categoria, não é necessário seguir uma alimentação rigorosa, entretanto, ele se alimenta bem, come saladas e frutas.
Outra forma que Cesar encontra de ficar próximo ao esporte e de transmitir seus conhecimentos é dando aula para crianças e estagiando no NESFA.
Com o passar dos anos, Cesar foi se destacando no esporte, ganhou diversos campeonatos estaduais e conquistou seu espaço. Em 2009, foi vice-campeão brasileiro da categoria juvenil, em Cuiabá, no Marrocos foi o quarto colocado no Mundial Juvenil e Júnior, Campeão dos Jogos da Juventude em Umuarama, no Paraná e participou do Panamericano. No ano passado (2010), foi vice-campeão dos Jogos da Juventude do Paraná, em Foz do Iguaçu, tetra campeão Paranaense (2007 – 2010) e foi integrante da Seleção Paranaense de Karatê (2008-2010).
No ano passado, um colega de Cesar foi convidado para participar da Copa Pódio Karatê, trazendo um grande destaque para os atletas do Núcleo Esportivo São Francisco de Assis. Neste ano, um dos participantes de São Paulo se machucou e, no começo deste mês, foi anunciado que ele não poderia participar da competição. A partir daí começaram a procura por um atleta com as mesmas características para substituí-lo. “Graças ao bom trabalho que o meu professor vem desenvolvendo comigo e com a minha dedicação, eu fui a pessoa escolhida para substituir a atleta de São Paulo. Estou entre os dezesseis melhores do Brasil”, comemora.
Cesar finaliza dizendo que a sensação de ter o seu trabalho reconhecido é muito gratificante e que ainda não consegue acreditar que participará de uma competição tão importante como esta.
Fonte: Confederação Brasileira de Karatê.

domingo, 20 de março de 2011

O sucesso é construído à noite:

Durante o dia você faz o que todos fazem:

Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.

Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.

Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.

O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.

Mas, para obter resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.

Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.

Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.

Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.

A realização de um sonho depende de dedicação.

Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica.

Mas toda mágica é ilusão.  A ilusão não tira ninguém de onde está.  Ilusão é combustível de perdedores.

'Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio.
Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa'.
Roberto Shinyashiki

sábado, 19 de março de 2011

Final de tarde em Antonina

Marleth Silva

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Final de tarde em Antonina

Paranaguá, Morretes e Antonina são nossas escapadas perfeitas: próximas, pequenas, cercadas pelo mar, históricas. Mas perderam espaço como destino turístico
Publicado em 19/03/2011 | MARLETH@GAZETADOPOVO.COM.BR
As cidades pequenas têm seus encantos. Algu­­­­mas, é verdade, conseguem não ter graça, mas na maioria dos casos o en­­­­can­­­to está lá; é só ter olhos para ver. No caso das cidades históricas do litoral do Paraná, a graça es­­­­­tá por toda parte. Está, por exemplo, em uma tarde de sábado em Paranaguá, com o povo da cidade passeando na região do Mercado Municipal, crianças soltando pipa, o movimento de embarque e desembarque dos que vão e vêm das ilhas, a ilha dos Valadares ali na frente, o mangue, o casario antigo (se desmanchando por falta de manutenção, é verdade, mas, ainda assim, bonito). 

Está na aparência ordeira de Morretes, o grande rio atraindo o visitante para perto dele, os restaurantes lotados no domingo. E tem a graça discreta de Antonina, a minha preferida, quieta, pacata, a típica pequena cidade brasileira com sua praça e coreto, com a “avenida” de comércio e o píer onde uns teimosos insistem em tentar pescar. Um final de tarde em Antonina é uma bênção: as águas tranquilas da baía, a vegetação que emoldura o mar, a cidadezinha que quase não produz ruídos. E tem a Ponta da Pita, que, da última vez que visitei, me fez pensar que, se ela estivesse na Itália ou na França, seria um point chique, daqueles onde os milionários vão em busca de um cenário exclusivo e pitoresco. Minúscula e caprichosamente recortada pela natureza, estava com jeito de abandono (pelo menos tinha guardas-vidas de plantão), mas muitas pessoas brincavam lá, nadando ou pescando.
É curioso que as três cidades, tão próximas, pareçam ser tão diferentes entre si.
Me diz o colega Zé Carlos Fernandes, que escreve aqui nas sextas-feiras, que a capital agora está mais distante dessas cidades. Que já foi hábito dos curitibanos descer para passar o dia em Paranaguá. Hoje a única das três que mantém um fluxo constante de visitantes é Morretes – provavelmente por causa do trem, que vai até lá, diariamente. Esse afastamento representa uma perda para elas e para nós.
Quem vive em cidade grande precisa de escapadas, de mudanças de cenários. Corrijo-me, mudança de cenário é estimulante para todo mundo, independentemente de onde se vive. Para­­naguá, Morretes e Antonina são nossas escapadas perfeitas: próximas, pequenas, cercadas pelo mar, históricas. Mas perderam espaço como destino turístico ao mesmo tempo em que os balneários passavam a receber mais e mais gente (nos últimos anos, parte desse fluxo foi desviada para as praias de Santa Catarina). E as cidades históricas, onde tudo começou, ficaram em um modestíssimo terceiro plano.
É um vínculo de simpatia que nos une a esses três pequenos enclaves de História em um Paraná formado basicamente por municípios muito jovens. Por isso, quando acabar este medonho mês de março, com suas chuvas, terremotos e tsunamis, e as três cidades se recuperarem e as rodovias voltarem a nos ligar fisicamente, quem sabe visitamos uma delas e resgatamos a outra ligação, a afetiva, que só está precisando ser reavivada.

    sexta-feira, 18 de março de 2011

    Técnicos que tentam evitar desastre nuclear viram heróis no Japão

    Funcionários dão informações por telefone sobre a situação na usina de Fukushima Daiichi
    Japão vem exaltando feitos de anôniimos que atuam para evitar crise
    Nos filmes-catástrofe japoneses os heróis sacrificam tudo em prol do bem comum – estóicos, determinados e se recusam a recuar perante a adversidade ou a morte certa.
    Estas são características que o país admira.
    Agora, os jornais japoneses têm uma nova safra de heróis para admirar – os trabalhadores, integrantes dos serviços de emergência e cientistas batalhando para salvar a usina nuclear de Fukushima Daiichi.
    Pouco sabemos a respeito de todas essas pessoas, a não ser por aqueles cujos parentes conversaram com a imprensa.
    Uma mulher disse aos jornais que seu pai, que havia trabalhado em uma companhia elétrica há 40 anos, havia se voluntariado para ajudar. A partir de setembro ele iria se aposentar.
    ‘‘O futuro da usina nucelar depende de como vamos resolver essa crise’’, ele teria dito à sua filha. ‘‘Sinto que é minha missão ajudar.’’
    'Os 50 de Fukushima'
    O pequeno grupo de funcionários que permaneceu no local da usina nuclear quando as condições se agravaram foram batizados de ‘‘Os 50 de Fukushima’’ – ainda que agora provavelmente haja agora o dobro de pessoas trabalhando ali.
    Rick Hallard, que trabalhou na indústria nuclear britânica por mais de 30 anos, afirmou que a pressão sobre eles será imensa, mas que eles provavelmente não sentirão isso até haverem terminado o trabalho.
    ‘‘Eles estarão concentrados nos riscos e ameaças’’, afirma. ‘‘Eles terão uma ideia muito clara de quais são os riscos e prioridades.’’
    Na quarta-feira, o governo elevou o nível legal de radiação a que eles poderiam estar sujeitos de 100 para 250 mSv (milisieverts).
    Isso é mais do que 12 vezes a dose do limite legal para funcionários que estão expostos à radiações na lei britânica.
    Mas seria preciso estar exposto a uma dose muito maior para que alguém começasse a ver os chamados ‘‘efeitos iniciais’’ que as pessoas normalmente associam com doenças decorrentes de exposição à radiações, como a redução de células brancas do sangue.
    Para começar a sentir náusea ou enjôo seria preciso estar exposto a uma dose de cerca de mil mSv (milisieverts).
    Os ‘‘efeitos tardios’’ da exposição à radiação podem só se manifestar após muitos anos. É possível também sofrer um aumento na propensão em se ter câncer, mas essa é só uma possibilidade, não uma certeza.
    De acordo com Rick Hallard, a pessoa encarregada da operação irá, provavelmente, estar a alguma distância dos reatores.
    Pressão
    ‘‘Você precisa estar o mais distante possível do evento para poder pensar, de modo a não esquecer de nada e para reagir de forma muito rápida. É importante tirar a pressão de cima da pessoa encarregada.’’
    Eles podem ser heróis sem rosto por enquanto, mas a sua bravura fez com que eles conquistassem a admiração de muitos japoneses.
    ‘‘Eles estão se sacrificando pelo povo japonês’’, afirma Fukuda Kensuke, um trabalhador de Tóquio. ‘‘Eu realmente me sinto muito grato aos que continuam a trabalhar ali.’’
    ‘‘Eles estão pondo as suas vidas na linha’’, endossa Maeda Akihiro. ‘‘Se aquele lugar explodir, é o fim para todos nós. Então, tudo que eu posso fazer é incentivá-los.’’
    Exaltação
    As missões dos pilotos japoneses que vêm utilizando helicópteros para ‘‘bombardear’’ a usina com água para tentar resfriar os bastões, desde a quinta-feira, foram restritas a menos de 40 minutos, a fim de evitar a exposição deles à radiação.
    O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, rendeu tributo aos envolvidos nos esforços para estabilizar a usina nuclear, descrevendo-os como pessoas que ‘‘estão fazendo o máximo de esforço sem pensar duas vezes nos perigos a que estão expostos’’.
    Quando esta crise acabar, algumas das histórias de heroísmo começarão a emergir. Muitos dos que estão batalhando para resfriar os bastões de combustível se feriram.
    O mais difícil deve ser para suas famílias, que têm de aguardar e esperar em casa, sem saber a que perigos as pessoas amadas estão sujeitas. Que danos elas podem ter sofrido e podem problemas elas enfrentarão nos próximos anos.
    ‘‘Eu não quero que ele vá’’, disse uma esposa a um jornal japonês, mas, acrescenta, ‘‘ele trabalha na indústria nuclear desde os 18 anos de idade, e está confiante de que é seguro’’.

    Origina: