"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois "Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
Mário Quintana
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.
"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
"Diabético" é quem não consegue ser doce.
"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois "Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.
Mário Quintana

“Vela inflada, porão lotado, feijoada no caldeirão. É tudo que o Saveiro precisa para deslizar devagar na rampa do Mercado Modelo ou São Joaquim. Resultado do sincretismo náutico, o saveiro é descendente orgulhoso de barcos egípcios, chineses, indianos e holandeses. Sob o tijupá, muita farinha, carne de fumeiro, jacas, vergas, mastros, cabras, porcos, mudanças inteiras. Enquanto a mercadoria é negociada, o mestre faz do barco hotel, abrigando vendedores e ajudantes. O mestre aprendeu seu ofício em família, quase nada na escola, ele tem a serenidade dos sábios e é reverenciado por ter passado anos no corrimão, baldeando o convés, cozinhando, limpando, assuntando o tempo e as marés e por governar 15 toneladas de cultura e tradição que estão a perder-se no Recôncavo Baiano.
Quem mora na cidade não percebe o sumiço das velas na paisagem. O artista BEL BORBA deu-se conta do perigo após um passeio no SOMBRA DA LUA e doou um desenho baseado na obra de PIERRE VERGER para a camiseta do projeto SALVEM OS SAVEIROS, formado por um grupo preocupado com a cultura baiana. São engenheiros, tecnocratas, professores; baianos, fluminenses e paulistas que tem a firme vontade de acordar a Bahia para a sua própria história, manter a sustentabilidade das embarcações restantes e das famílias, preservar a baianidade e a beleza”.